quarta-feira, 30 de julho de 2008

Amélia 28-07-2008

Por Grafiteiro
Era uma casa com luzes vermelhas, que constituía num bar com músicas de ficha que muitas vezes repetia-se indefinidamente como se estivesse anotando a partitura ou mesmo aprendendo a cantarolar. Amélia Marques fazia o seu ponto. Saia curtíssima com botas cano-longo com blusa aberta decotada, mas presa com um laço marinheiro a mostrar um sutiã colado fazendo ter a sensação que os seios queriam saltar a qualquer momento. Ao se aproximar um homem qualquer, ela retesava os braços favorecendo a exposição de seus belos mamões. Com uma mão balançava um copo de Martini com gelo e dava um gole sutil, quase sugando. Tudo isso fazia parte do seu desempenho de se sobressair visualmente. Sua boca maquiada com vermelho rubi combinava com os olhos assombreados com os cílios artisticamente separados. Não fumava, e sempre dizia que o cigarro estragava a digestão.

Nessa noite entrou no bar um rapaz alto, moreno, e foi logo deslumbrando a Amélia sentada na ponta da mesa. Dirigiu-lhe a palavra, e ela sorriu aceitando, provavelmente algum galanteio. Passaram mais uns momentos e decidiram sair para um motel.E foram satisfeitos um com o outro, dentro da bruma da noite fria e nebulosa.

Chegando lá, se despiram e partiram para a consagração de Afrodite. E assim ficaram se exaurindo... Uma vez, duas vezes, três vezes e, a Amélia insistia faminta. Coitado, se esforçava tentava se sair para um lado ou para o outro, mas ela o prendia vigorosamente e engolia aquele ser, cada vez mais para dentro do seu corpo. Pernas, sexo, o tronco e os braços desesperados a busca de um ponto fixo para agarrar iam sumindo misteriosamente dentro daquele corpo esbelto e viçoso. Era o seu primeiro cliente daquela noite e estava desfrutando num processo de verdadeiro canibalismo. Mexendo, e sacudindo ela o absorvia cada vez mais, melhor acomodando em suas entranhas. Ele gemia, urrava e desesperadamente nada podia deter o desejo e o impulso daquela.mulher.

Por fim Amélia disse Ufa!!! Quando por fim terminou sua relação com o rapaz que não mais resistia e lentamente sumia entra as pernas dela. E quando passava a cabeça dele ela empurrou para dentro como se tivesse sido emperrada pela passagem do nariz. Agora livre, ela vestiu a calcinha e se dirigiu ao banheiro onde se vestiu. Retirou da bolsa um baton vermelho rubi, e passou nos lábios marcando-os com um aperto nos beiços.

Penteou sua cabeleira qual leoa pós-pasto de sua presa e sorriu baixinho.Tinha sido espetacular como abertura dessa noite de aventuras, e saiu lânguida rebolando com os sapatos altos pelas sombras da noite a prenunciar a madrugada.

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