quarta-feira, 30 de julho de 2008

Mulher-Sereia 31-06-99

Por Grafiteiro

Ouço o canto da sereia
procuro saber de onde vem.
A brisa me traz o seu cheiro
E uma luz brilha em meus olhos.
na certeza de guiar até você.
Sou seu instrumento de prazer.
Um garimpeiro do corpo,
um alpinista do seu relevo
um agricultor do sexo
quero lhe dar prazer
de leve, macio, manhoso
sentindo o arrepio de sua pele
da ponta dos cabelos aos pés
Embriagado, excitado, todo louco
exalo o seu perfume de fêmea
em cada parte, em cada reentrância
quero me inebriar com seu aroma;
Curioso, observador, exultante
a percorrer cada curva e movimento
de parábolas, hipérboles e elipses
de sua boca, seios e quadris
cada colina e vale do seu corpo
Ao som da música de seus sussurros
arfar de respiração
suspense do inevitável momento
gemidos, delírios e gritos
aos compassos dos meus toques
salivas, babas que degustam, escorrendo
sentindo o sabor de seus beijos
o sabor de seu corpo
o sabor de cada pedacinho;
nessa conjugação de todos os sentidos
quero lhe penetrar toda entregue
cada pedacinho seu sem distinção
todo gemente, zonzo, selvagem
Sou teu amante!
(Este poema está inacabado, só me falta você...)

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