Qualquer pessoa pode responder em decassílabo de sete pés. Desse mesmo jeito que estão escritos.
Pergunta
Passei uns dias ausente
Passando a limpo a lição
De volta pra louvação
Exigida ao bom repente
Da métrica ao comprimento
Que traduz o movimento
O artista vem e tece e
É a força da espécie
Dos versos que agora sente
Mexendo na mente humana
Tem coisa em cada lugar
É aqui, ali ou acolá
Por vezes ele se engana
Perde a presteza e a gana
De alguma coisa lembrar
Que pode vir abalar
E causar o sofrimento
Qual maior esquecimento
Que não pode lhe faltar?
sábado, 30 de agosto de 2008
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
O Sobrado
Por Jailson Queiroz
Havia um sobrado do século XIX com grades de ferro, disposto num terreno plano onde tinha um chafariz ao centro, de onde sangrava água que regava uns anjos rechonchudos
que tinha pedaços carcomidos pelo tempo. Um faltava uma asa, outro tinha uma orelha a menos, enfim no geral as peças graníticas estavam ou quebradas ou deformadas. Formavam o centro das atividades recreativas desde as eras mais remotas. Agora, com o peso dos tempos, reluzia seus azulejos permeado de um verde-musgo o que sugeria um mal trato um estado de decadência depauperada. Era destaque o sobrado que outrora foi morada do Marquês de Olinda, hoje transformada numa pousada desfalecente mostrando o retrato da bancarrota por todos os lados. O senhorio não dispunha de verbas para a manutenção, de modo que quando chovia, poucos eram os locais que não continham goteiras. Era preciso abusar do uso de bacias, baldes e mesmo panelas vazias para aparar a chuva que penetrava pelos interstícios do telhado.
Morava no sobrado uma senhora de negro de gestos lentos e sutis. Ela passava os dias
lendo um romance que nunca terminava, de vez em quando se detendo em olhar um porta retrato com uma foto amarelada com o tempo um pouco descascada. Parecia estar esperando alguém que nunca vinha. Lembro-me dela vinda sempre a minha mercearia
fazer alguma compra pequena, geralmente de mantimentos e sempre dispensava ajuda
para levar os pacotes. Abraçava as compras e compassadamente partia para o sobrado com aquela túnica negra, quem sabe luto que não tinha fim. Essa era a minha lembrança daquele sobrado que morava aquela dama de negro.
Anos se passaram, e o senhorio resolveu pintar e retocar o telhado, dar uma revisão geral. Afinal uma boa reforma certamente iria valorizar o imóvel. Essa era sua pretensão.
Uma vez feita a reforma verificava-se uma mancha escura na pintura. Era um defeito de tempos diferentes na aplicação da pintura. Parecia ter um vulto imóvel. O povo da redondeza dizia que era uma assombração, ou quase isso, o reflexo da antiga moradora do sobrado. Mas era boato. Nada de mais acontecia. Mas com certeza, este foi um dos motivos que o proprietário se desfez do sobrado na primeira oportunidade surgida.
Aqui agora neste local, foi demolido o sobrado e ergueu-se um hospital infantil. Um hospital diferente. Tinha uma projeção de atividades limitadas do ambiente físico. Formava ala de crianças com deficiência física, ala de Ortopedia infantil e ala para deficientes mentais, além de um serviço de puericultura e emergência infantil. As paredes eram pintado de um verde claro e revestido de azulejos alternado com branco e verde. O local da UTI era equivalente ao local que outrora residia a mulher de negro. A noite via-se de longe uma mancha negra circulando naquele ambiente. Dizia-se um anjo negro. O povo da redondeza estava acostumado. Talvez fosse um efeito óptico, com a refração da luz, mas o efeito que produzia era memorável: as crianças que passavam pela UTI restabeleciam sua saúde extremamente rápida. Desde que fora construído o hospital, não havia nenhum óbito de criança no local. Era o fenômeno do anjo negro.
Havia um sobrado do século XIX com grades de ferro, disposto num terreno plano onde tinha um chafariz ao centro, de onde sangrava água que regava uns anjos rechonchudos
que tinha pedaços carcomidos pelo tempo. Um faltava uma asa, outro tinha uma orelha a menos, enfim no geral as peças graníticas estavam ou quebradas ou deformadas. Formavam o centro das atividades recreativas desde as eras mais remotas. Agora, com o peso dos tempos, reluzia seus azulejos permeado de um verde-musgo o que sugeria um mal trato um estado de decadência depauperada. Era destaque o sobrado que outrora foi morada do Marquês de Olinda, hoje transformada numa pousada desfalecente mostrando o retrato da bancarrota por todos os lados. O senhorio não dispunha de verbas para a manutenção, de modo que quando chovia, poucos eram os locais que não continham goteiras. Era preciso abusar do uso de bacias, baldes e mesmo panelas vazias para aparar a chuva que penetrava pelos interstícios do telhado.
Morava no sobrado uma senhora de negro de gestos lentos e sutis. Ela passava os dias
lendo um romance que nunca terminava, de vez em quando se detendo em olhar um porta retrato com uma foto amarelada com o tempo um pouco descascada. Parecia estar esperando alguém que nunca vinha. Lembro-me dela vinda sempre a minha mercearia
fazer alguma compra pequena, geralmente de mantimentos e sempre dispensava ajuda
para levar os pacotes. Abraçava as compras e compassadamente partia para o sobrado com aquela túnica negra, quem sabe luto que não tinha fim. Essa era a minha lembrança daquele sobrado que morava aquela dama de negro.
Anos se passaram, e o senhorio resolveu pintar e retocar o telhado, dar uma revisão geral. Afinal uma boa reforma certamente iria valorizar o imóvel. Essa era sua pretensão.
Uma vez feita a reforma verificava-se uma mancha escura na pintura. Era um defeito de tempos diferentes na aplicação da pintura. Parecia ter um vulto imóvel. O povo da redondeza dizia que era uma assombração, ou quase isso, o reflexo da antiga moradora do sobrado. Mas era boato. Nada de mais acontecia. Mas com certeza, este foi um dos motivos que o proprietário se desfez do sobrado na primeira oportunidade surgida.
Aqui agora neste local, foi demolido o sobrado e ergueu-se um hospital infantil. Um hospital diferente. Tinha uma projeção de atividades limitadas do ambiente físico. Formava ala de crianças com deficiência física, ala de Ortopedia infantil e ala para deficientes mentais, além de um serviço de puericultura e emergência infantil. As paredes eram pintado de um verde claro e revestido de azulejos alternado com branco e verde. O local da UTI era equivalente ao local que outrora residia a mulher de negro. A noite via-se de longe uma mancha negra circulando naquele ambiente. Dizia-se um anjo negro. O povo da redondeza estava acostumado. Talvez fosse um efeito óptico, com a refração da luz, mas o efeito que produzia era memorável: as crianças que passavam pela UTI restabeleciam sua saúde extremamente rápida. Desde que fora construído o hospital, não havia nenhum óbito de criança no local. Era o fenômeno do anjo negro.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Solstício de Verão
Por Jailson Queiroz
Qualquer semelhança é mera coincidência.
Nunca houvera, num passado próximo um solstício de verão na lua cheia. Os convidados estavam de acordo com a iniciação da Santíssima Ordem da Deusa do Amor, do grau IX, e os guardiões estavam atentos, todo cuidado era pouco. Os sinais de toque e as senhas seriam exigidos. O telhamento do IX Grau seria cobrado àqueles visitantes ilustres de outras irmandades.
Para esta celebração, a Venerável Avatar Magnânima, juntamente com o Conselho do IX Grau, da S.O.D.A., tinha feito os preparativos e estabeleceram todos os procedimentos preliminares. O local, a hora, a música e os adereços típicos. A segurança tinha sido discutida detalhadamente. Todo segredo da Ordem seria preservado.
Chegara o dia. Era a oportunidade de colocar todos os itens discutidos em ação. Ao chegar, cada irmão ou irmã dirigia-se aos cômodos específicos, de acordo com o sexo, para vestir a indumentária ritualística e receber o seu número de ordem.
Um dos Guardiões, denominado de vigilante, anunciou a chegada da Venerável Avatar Magnânima para o início dos trabalhos. Chamou dentre os presentes àqueles componentes do ritual, que fizeram a saudação típica da Santíssima Ordem, e se dirigiram para os lugares a eles destinados.
Louvada seja a Deusa Isis, dizia a Avatar ao que todos respondiam: Que esteja entre nós. E repetia-se o jargão por três vezes. A mentora passou a palavra à irmã-oradora que discorreu sobre a Deusa e o significado do solstício e a importância da lua cheia. O valor espiritual dessa ocorrência merecia a congratulação especial que todos esperavam. A atenção era máxima para se obter a maior concentração. Mal se ouvia o respirar das pessoas. O plano de fundo das locuções era o de um silêncio absoluto, não se ouvia som de nenhuma natureza.
Ao retomar a palavra, a Magnânima solicitou o deslocamento para outro ambiente. E num compasso surdo obedeceram. Havia um grande pentágono riscado no chão, com várias velas em cada face do polígono. Só a Venerável pode ficar nele; os outros se acomodavam pelas laterais. Havia uma infinidade de almofadas em redor da mandala. Cada almofada tinha o nome da Ordem e um número que correspondia ao de chegada. Uma guardiã acendeu as velas e outra fez soar um sino, e, logo após, uma música suave surgiu num crescendo rítmico até ouvirem-se sons de pratos. Soara feito gongo.
A mestra retirou a tiara, soltou os cabelos e com voz alta gritou: Louvada seja a Deusa Isis, por três vezes e por três vezes foi respondida. Em seguida, enquanto invocava a deusa, a música emoldurava suas palavras; terminado esse ato que já durava muito tempo, começou a ficar mais interativo o ritual. Gritava a Venerável e todos respondiam:
Louvada a deusa Isis ─ louvada seja;
Louvado seja o novo ano ─ louvado seja;
Louvada seja a terra ─ louvada seja;
Louvado seja o mar ─ louvado seja;
Louvado seja o ar ─ louvado seja;
Louvado seja o fogo ─ louvado seja;
Assim fizeram por três vezes. Agora a Grande Mestra só dizia uma única palavra e todos repetiam. Nesse instante a música era mais intensa e todos sentiam o aroma emanado pelas velas. No início era sândalo agora seriam trocadas por jasmim. E as palavras ecoavam sem cessar.
Terra, Terra, Terra;
Água, Água, Água;
Ar, Ar, Ar;
Fogo, Fogo, Fogo
Amor, Amor, Amor...
Foi então que a Venerável começou a retirar cada peça do seu vestuário até ficar desnuda. Em transe dançava dentro do pentágono. Aproximava-se de um dos vértices e puxava um homem para o interior, despindo-o completamente. E soltos dançavam ao som de uma música alucinante, e, juntamente com a Venerável, puxavam: ela os homens e ele as mulheres até que todos se despiram.
Outra vez ouvia-se o som dos pratos e cada um fora para seus lugares deixando as indumentárias ritualísticas no interior da mandala.
Agora, era a vez do ritual do toque. A Venerável Avatar chamou um homem para o pentágono e após sinais de carinhos eróticos foi introduzida. Com poucos movimentos, saía e se dirigia a uma mulher fazendo o mesmo. Cada homem começava esse rito penetrando por três movimentos com a venerável, e depois com a mulher subseqüente ao seu número.
Todos já tinham estudado os Métodos de Diana, de Carezza e sabiam do controle do despertar da serpente de Kundalini. Esses métodos estudavam-se em graus inferiores, e agora celebravam o amor ao se darem uns aos outros incondicionalmente.
Muitos homens terminavam antes, porque não agüentavam ir até o fim, mas as mulheres participaram sem nada dizerem.
Uma vez terminada essa sessão coletiva, a Venerável Avatar Magnânima conclamou a todos, após as louvações, a meditarem sobre o significado da celebração e que a Deusa Isis abençoasse e os acompanhasse de volta a seus lares.
No céu, entre as nuvens negras, pairava a lua cheia esplendorosa como uma verdadeira rainha da noite.
Qualquer semelhança é mera coincidência.
Nunca houvera, num passado próximo um solstício de verão na lua cheia. Os convidados estavam de acordo com a iniciação da Santíssima Ordem da Deusa do Amor, do grau IX, e os guardiões estavam atentos, todo cuidado era pouco. Os sinais de toque e as senhas seriam exigidos. O telhamento do IX Grau seria cobrado àqueles visitantes ilustres de outras irmandades.
Para esta celebração, a Venerável Avatar Magnânima, juntamente com o Conselho do IX Grau, da S.O.D.A., tinha feito os preparativos e estabeleceram todos os procedimentos preliminares. O local, a hora, a música e os adereços típicos. A segurança tinha sido discutida detalhadamente. Todo segredo da Ordem seria preservado.
Chegara o dia. Era a oportunidade de colocar todos os itens discutidos em ação. Ao chegar, cada irmão ou irmã dirigia-se aos cômodos específicos, de acordo com o sexo, para vestir a indumentária ritualística e receber o seu número de ordem.
Um dos Guardiões, denominado de vigilante, anunciou a chegada da Venerável Avatar Magnânima para o início dos trabalhos. Chamou dentre os presentes àqueles componentes do ritual, que fizeram a saudação típica da Santíssima Ordem, e se dirigiram para os lugares a eles destinados.
Louvada seja a Deusa Isis, dizia a Avatar ao que todos respondiam: Que esteja entre nós. E repetia-se o jargão por três vezes. A mentora passou a palavra à irmã-oradora que discorreu sobre a Deusa e o significado do solstício e a importância da lua cheia. O valor espiritual dessa ocorrência merecia a congratulação especial que todos esperavam. A atenção era máxima para se obter a maior concentração. Mal se ouvia o respirar das pessoas. O plano de fundo das locuções era o de um silêncio absoluto, não se ouvia som de nenhuma natureza.
Ao retomar a palavra, a Magnânima solicitou o deslocamento para outro ambiente. E num compasso surdo obedeceram. Havia um grande pentágono riscado no chão, com várias velas em cada face do polígono. Só a Venerável pode ficar nele; os outros se acomodavam pelas laterais. Havia uma infinidade de almofadas em redor da mandala. Cada almofada tinha o nome da Ordem e um número que correspondia ao de chegada. Uma guardiã acendeu as velas e outra fez soar um sino, e, logo após, uma música suave surgiu num crescendo rítmico até ouvirem-se sons de pratos. Soara feito gongo.
A mestra retirou a tiara, soltou os cabelos e com voz alta gritou: Louvada seja a Deusa Isis, por três vezes e por três vezes foi respondida. Em seguida, enquanto invocava a deusa, a música emoldurava suas palavras; terminado esse ato que já durava muito tempo, começou a ficar mais interativo o ritual. Gritava a Venerável e todos respondiam:
Louvada a deusa Isis ─ louvada seja;
Louvado seja o novo ano ─ louvado seja;
Louvada seja a terra ─ louvada seja;
Louvado seja o mar ─ louvado seja;
Louvado seja o ar ─ louvado seja;
Louvado seja o fogo ─ louvado seja;
Assim fizeram por três vezes. Agora a Grande Mestra só dizia uma única palavra e todos repetiam. Nesse instante a música era mais intensa e todos sentiam o aroma emanado pelas velas. No início era sândalo agora seriam trocadas por jasmim. E as palavras ecoavam sem cessar.
Terra, Terra, Terra;
Água, Água, Água;
Ar, Ar, Ar;
Fogo, Fogo, Fogo
Amor, Amor, Amor...
Foi então que a Venerável começou a retirar cada peça do seu vestuário até ficar desnuda. Em transe dançava dentro do pentágono. Aproximava-se de um dos vértices e puxava um homem para o interior, despindo-o completamente. E soltos dançavam ao som de uma música alucinante, e, juntamente com a Venerável, puxavam: ela os homens e ele as mulheres até que todos se despiram.
Outra vez ouvia-se o som dos pratos e cada um fora para seus lugares deixando as indumentárias ritualísticas no interior da mandala.
Agora, era a vez do ritual do toque. A Venerável Avatar chamou um homem para o pentágono e após sinais de carinhos eróticos foi introduzida. Com poucos movimentos, saía e se dirigia a uma mulher fazendo o mesmo. Cada homem começava esse rito penetrando por três movimentos com a venerável, e depois com a mulher subseqüente ao seu número.
Todos já tinham estudado os Métodos de Diana, de Carezza e sabiam do controle do despertar da serpente de Kundalini. Esses métodos estudavam-se em graus inferiores, e agora celebravam o amor ao se darem uns aos outros incondicionalmente.
Muitos homens terminavam antes, porque não agüentavam ir até o fim, mas as mulheres participaram sem nada dizerem.
Uma vez terminada essa sessão coletiva, a Venerável Avatar Magnânima conclamou a todos, após as louvações, a meditarem sobre o significado da celebração e que a Deusa Isis abençoasse e os acompanhasse de volta a seus lares.
No céu, entre as nuvens negras, pairava a lua cheia esplendorosa como uma verdadeira rainha da noite.
sábado, 23 de agosto de 2008
É A CIÊNCIA UMA NOVA FORMA DE RELIGIÃO?
Por Grafiteiro
Tanto no princípio
quanto no fim de todas
as coisas haverá a luz.
Desde o início do século que algo estranho se passou na Física. Ideias modernas, espantosas e bizarras, sobre o espaço e o tempo, espírito e matéria, irromperam na comunidade científica . Só agora essas ideias começam a chegar ao domínio público geral . Os conceitos que intrigaram e inspiraram os físicos durante duas gerações, estão a despertar a atenção do cidadão comum, que não suspeitava que uma importante revolução no pensamento humano tinha acontecido . A física moderna atingiu a maioridade .
Foram apresentadas duas teorias decisivas : a teoria da relatividade e a teoria quântica . De ambas quase derivou toda a física do século vinte. Mas a nova física depressa se revelou mais que um simples modelo aperfeiçoado para o mundo físico. Os físicos começaram a compreender que as descobertas que faziam exigiam uma reformulação total de muitos aspectos da realidade. Aprenderam a abordar os problemas de um modo totalmente novo e inesperado, que parecia tornar-se vulgar e habitual para eles e encontrar vias de concordância mais com o misticismo do que com o materialismo.
Os frutos desta revolução só agora começam a ser colhidos pelos filósofos e teólogos. Muitos cidadãos comuns, em busca de um sentido mais profundo para as suas vidas, acham as suas crenças sobre o mundo muito em sintonia com a física moderna . A perspectiva do físico está até encontrar simpatias entre psicólogos e sociólogos, especialmente os que preconizam uma abordagem holista dos problemas.
A priori, apercebe-se de que a física fundamental indica o caminho para uma nova apreciação do homem e do seu lugar no universo. As questões essenciais da existência — Como apareceu o universo e como terminará ? O que é a matéria ? O que é a vida ? O que é o espírito ?— não são de hoje e nem de ontem . A novidade é que talvez estejamos quase a poder responder-lhes . Esta perspectiva maravilhosa assenta em alguns avanços recentes e espetaculres das ciências físicas — não só da nova física, mas também de uma sua parente próxima , a cosmologia moderna.
Pela primeira vez, uma descrição unificada de toda a criação poderá estar ao nosso alcance. Não existe problema científico mais importante e mais intimidante do que o de como surgiu o universo. Poderia Ter isso acontecido sem nenhuma contribuição do sobrenatural? A física quântica parece fornecer uma forma de passar por cima da antiquíssima suposição que diz 'não se poder tirar nada de coisa nenhuma' . Efetivamente os físicos já falam do ' universo auto-criado ', como sendo, um cosmos que irrompe na existência espontaneamente, de um modo bastante semelhante ao que acontece quando uma sub-partícula nuclear surge do nada, durante certos processos de alta energia. A questão de se saber se os pormenores desta teoria estão ou não corretos importa pouco. O que mais interessa é saber que hoje é possível conceber uma explicação científica para a criação inteira. Será que a física moderna está se transformando em uma religião? Está abolindo as religiões formais? Aí está o ponto controverso entre as concepções ortodoxas e a Ciência.... É a ciência oferecendo um caminho mais coerente para Deus ....Quem poderia ter condições melhor de explicar as grandes perguntas da humanidade, o 'quem é , de onde vem e para onde vai, de todas as coisas' ?
É a convicção que a física está numa posição privilegiada em responder estas perguntas, que resulta do convencimento de que existe mais que qualquer coisa no mundo, além do que estar à vista, que converge para o sobrenatural.... para o questionamento das razões metafísicas ou físicas que determinaram e determinam todos os elementos da natureza..... Se no princípio houve a Luz, no futuro também haverá a Luz?
Tanto no princípio
quanto no fim de todas
as coisas haverá a luz.
Desde o início do século que algo estranho se passou na Física. Ideias modernas, espantosas e bizarras, sobre o espaço e o tempo, espírito e matéria, irromperam na comunidade científica . Só agora essas ideias começam a chegar ao domínio público geral . Os conceitos que intrigaram e inspiraram os físicos durante duas gerações, estão a despertar a atenção do cidadão comum, que não suspeitava que uma importante revolução no pensamento humano tinha acontecido . A física moderna atingiu a maioridade .
Foram apresentadas duas teorias decisivas : a teoria da relatividade e a teoria quântica . De ambas quase derivou toda a física do século vinte. Mas a nova física depressa se revelou mais que um simples modelo aperfeiçoado para o mundo físico. Os físicos começaram a compreender que as descobertas que faziam exigiam uma reformulação total de muitos aspectos da realidade. Aprenderam a abordar os problemas de um modo totalmente novo e inesperado, que parecia tornar-se vulgar e habitual para eles e encontrar vias de concordância mais com o misticismo do que com o materialismo.
Os frutos desta revolução só agora começam a ser colhidos pelos filósofos e teólogos. Muitos cidadãos comuns, em busca de um sentido mais profundo para as suas vidas, acham as suas crenças sobre o mundo muito em sintonia com a física moderna . A perspectiva do físico está até encontrar simpatias entre psicólogos e sociólogos, especialmente os que preconizam uma abordagem holista dos problemas.
A priori, apercebe-se de que a física fundamental indica o caminho para uma nova apreciação do homem e do seu lugar no universo. As questões essenciais da existência — Como apareceu o universo e como terminará ? O que é a matéria ? O que é a vida ? O que é o espírito ?— não são de hoje e nem de ontem . A novidade é que talvez estejamos quase a poder responder-lhes . Esta perspectiva maravilhosa assenta em alguns avanços recentes e espetaculres das ciências físicas — não só da nova física, mas também de uma sua parente próxima , a cosmologia moderna.
Pela primeira vez, uma descrição unificada de toda a criação poderá estar ao nosso alcance. Não existe problema científico mais importante e mais intimidante do que o de como surgiu o universo. Poderia Ter isso acontecido sem nenhuma contribuição do sobrenatural? A física quântica parece fornecer uma forma de passar por cima da antiquíssima suposição que diz 'não se poder tirar nada de coisa nenhuma' . Efetivamente os físicos já falam do ' universo auto-criado ', como sendo, um cosmos que irrompe na existência espontaneamente, de um modo bastante semelhante ao que acontece quando uma sub-partícula nuclear surge do nada, durante certos processos de alta energia. A questão de se saber se os pormenores desta teoria estão ou não corretos importa pouco. O que mais interessa é saber que hoje é possível conceber uma explicação científica para a criação inteira. Será que a física moderna está se transformando em uma religião? Está abolindo as religiões formais? Aí está o ponto controverso entre as concepções ortodoxas e a Ciência.... É a ciência oferecendo um caminho mais coerente para Deus ....Quem poderia ter condições melhor de explicar as grandes perguntas da humanidade, o 'quem é , de onde vem e para onde vai, de todas as coisas' ?
É a convicção que a física está numa posição privilegiada em responder estas perguntas, que resulta do convencimento de que existe mais que qualquer coisa no mundo, além do que estar à vista, que converge para o sobrenatural.... para o questionamento das razões metafísicas ou físicas que determinaram e determinam todos os elementos da natureza..... Se no princípio houve a Luz, no futuro também haverá a Luz?
Excisão da Genitália Feminina
Por Grafiteiro
É lamentável que nos dias de hoje, haja ainda práticas de mutilação
da mulher por países africanos. Geralmente estes países formam parte
de uma das variedades do maometanismo. As mutilações consistem na
extração do clítoris e dos pequenos lábios da genitália. É incrível como
isto acontece. Diariamente, cerca de 6 000 operações por dia são realizadas
ou uma operação a cada 15 segundos. Segundo a Anistia Interrnacional
existe atualmente cerca de 135 milhões de mulheres mutiladas.
É imperativo que a ONU tome medidas de censura a este ato de violação
dos direitos humanos. Não há justificativa para tais mutilações....Pura tradição
machista já abolida em muitos estados árabes mais sectários como o Irã.
O direito de escolha é cerceado! Como pode as associações médicas aprovarem
ou não censurarem ? Provavelmente compactuam dessas atividades criminosas
e mesmo tiram proveito dessas excisões, economicamente! Urge que se proteste
e que se faça moções de censura a este ato de selvageria! Onde estão as
feministas? Os defensores dos direitos humanos? Muitas medidas podem ser
tomadas a âmbito internacional contra esta aberração....É preciso se tomar
providências!!!! Para se Ter uma ideia a Conveção da Onu ainda não reconhece
este ato, como foi apresentado pela Anistia Internacional , como uma forma de
perseguição no que diz respeito ao estatuto dos refugiados.Não é possível que a
cada ano dois milhões de meninas sofram agressões desse tipo!
É lamentável que nos dias de hoje, haja ainda práticas de mutilação
da mulher por países africanos. Geralmente estes países formam parte
de uma das variedades do maometanismo. As mutilações consistem na
extração do clítoris e dos pequenos lábios da genitália. É incrível como
isto acontece. Diariamente, cerca de 6 000 operações por dia são realizadas
ou uma operação a cada 15 segundos. Segundo a Anistia Interrnacional
existe atualmente cerca de 135 milhões de mulheres mutiladas.
É imperativo que a ONU tome medidas de censura a este ato de violação
dos direitos humanos. Não há justificativa para tais mutilações....Pura tradição
machista já abolida em muitos estados árabes mais sectários como o Irã.
O direito de escolha é cerceado! Como pode as associações médicas aprovarem
ou não censurarem ? Provavelmente compactuam dessas atividades criminosas
e mesmo tiram proveito dessas excisões, economicamente! Urge que se proteste
e que se faça moções de censura a este ato de selvageria! Onde estão as
feministas? Os defensores dos direitos humanos? Muitas medidas podem ser
tomadas a âmbito internacional contra esta aberração....É preciso se tomar
providências!!!! Para se Ter uma ideia a Conveção da Onu ainda não reconhece
este ato, como foi apresentado pela Anistia Internacional , como uma forma de
perseguição no que diz respeito ao estatuto dos refugiados.Não é possível que a
cada ano dois milhões de meninas sofram agressões desse tipo!
O Eu, a Sociedade e o Mundo
Por Grafiteiro
Hoje em dia, estamos atravessando uma crise sobre o valor e a importância das ideologias, novos paradigmas surgem outros são demolidos e desprezados. É a cultura da funcionalidade. Se a coisa funciona é boa, se não é má. Os conceitos e atitudes passam pelos 'politicamente corretos' quando se analisa o indivíduo em si mesmo em sua conduta, e quando o indivíduo sofre conflitos em suas aspirações básicas, aponta-se que ele está errado e que tem que se reciclar e modificar os seus valores e os novos conceitos. É a modernidade! Ele tem que lutar dia a dia e se engrenar nesta mística existencial. Seu emprego vai ser substituído pela máquina. Portanto se diz que ele não está desempregado mas inadequado à nova realidade pois seu emprego está extinto. O mercado é quem decide as tendências. Se o rublo foi desvalorizado, temos que pagar, porque os investidores que estão lá tiveram prejuízo e agora precisam fazer caixa, saindo do nosso mercado. As recomendações de Malthus estão ressurgindo a toda força. Até quando? É preciso pensar e agir. Urge discutirmos e ampliarmos este nível de discussão a todos para que não deixemos
que a cultura da globalização elimine, escravize e aliene a todos os nós. Se porventura alguém achar que isto está bem, que se deve inserir no novo processo sem maiores aprofundamentos recomendo que siga praticando estes princípios anti-filosóficos:
Continue acreditando que está pensando com a sua cabeça.
Por nenhum motivo pare para pensar: o país precisa de técnicos e não de filósofos.
Nunca questione: viva a sua vida em paz e não se meta com nada.
Nunca pergunte, nunca duvide: basta guiar-se pelo bom senso.
Para vencer na vida, vale mais a prática do que a teoria.
É muito importante que se convença que você nada pode fazer.
Não exija uma educação problematizadora; seja um arquivo de conhecimentos a serviço da técnica e em vista de seu futuro profissional.
Diante da injustiça, da violação dos direitos humanos e diante dos problemas e desafiosdo mundo e de sua região, você nada sabe, nada viu, nada ouviu.
Se você porventura discorda de qualquer um dos pontos, organize-se, estude e lute não só como um cidadão comum mas como um cidadão do mundo.
Hoje em dia, estamos atravessando uma crise sobre o valor e a importância das ideologias, novos paradigmas surgem outros são demolidos e desprezados. É a cultura da funcionalidade. Se a coisa funciona é boa, se não é má. Os conceitos e atitudes passam pelos 'politicamente corretos' quando se analisa o indivíduo em si mesmo em sua conduta, e quando o indivíduo sofre conflitos em suas aspirações básicas, aponta-se que ele está errado e que tem que se reciclar e modificar os seus valores e os novos conceitos. É a modernidade! Ele tem que lutar dia a dia e se engrenar nesta mística existencial. Seu emprego vai ser substituído pela máquina. Portanto se diz que ele não está desempregado mas inadequado à nova realidade pois seu emprego está extinto. O mercado é quem decide as tendências. Se o rublo foi desvalorizado, temos que pagar, porque os investidores que estão lá tiveram prejuízo e agora precisam fazer caixa, saindo do nosso mercado. As recomendações de Malthus estão ressurgindo a toda força. Até quando? É preciso pensar e agir. Urge discutirmos e ampliarmos este nível de discussão a todos para que não deixemos
que a cultura da globalização elimine, escravize e aliene a todos os nós. Se porventura alguém achar que isto está bem, que se deve inserir no novo processo sem maiores aprofundamentos recomendo que siga praticando estes princípios anti-filosóficos:
Continue acreditando que está pensando com a sua cabeça.
Por nenhum motivo pare para pensar: o país precisa de técnicos e não de filósofos.
Nunca questione: viva a sua vida em paz e não se meta com nada.
Nunca pergunte, nunca duvide: basta guiar-se pelo bom senso.
Para vencer na vida, vale mais a prática do que a teoria.
É muito importante que se convença que você nada pode fazer.
Não exija uma educação problematizadora; seja um arquivo de conhecimentos a serviço da técnica e em vista de seu futuro profissional.
Diante da injustiça, da violação dos direitos humanos e diante dos problemas e desafiosdo mundo e de sua região, você nada sabe, nada viu, nada ouviu.
Se você porventura discorda de qualquer um dos pontos, organize-se, estude e lute não só como um cidadão comum mas como um cidadão do mundo.
Droga 23/08/2008
Por Grafiteiro
Eternamente mente
...................................
Mente eternamente
....................................
Realidade fantasia
....................................
Fantasia realidade
....................................
Mente realidade
....................................
Mente real idade
....................................
E ter na mente
....................................
Fantasia
....................................
É ter na mente
....................................
Realidade?
....................................
Éter na mente!
....................................
Eternamente mente
...................................
Mente eternamente
....................................
Realidade fantasia
....................................
Fantasia realidade
....................................
Mente realidade
....................................
Mente real idade
....................................
E ter na mente
....................................
Fantasia
....................................
É ter na mente
....................................
Realidade?
....................................
Éter na mente!
....................................
Nicks 09/04/1999
Poe Grafiteiro
Nicks que vão e que vêm...
Conversas com todos e com alguém
Nicks fantásticos: ícones de Narciso
Conversas vão e conversas vem
Estilo, temas, aspecto formal
Nicks a se usar repetindo o banal
Esgotam os temas esgotam a si
Nicks a mudar, a enganar
Somos o que somos
Nicks e suas fantasias
Mudar sem transformar
Nicks não mudam o eu
Nicks que vão e que vêm...
Conversas com todos e com alguém
Nicks fantásticos: ícones de Narciso
Conversas vão e conversas vem
Estilo, temas, aspecto formal
Nicks a se usar repetindo o banal
Esgotam os temas esgotam a si
Nicks a mudar, a enganar
Somos o que somos
Nicks e suas fantasias
Mudar sem transformar
Nicks não mudam o eu
Máscaras
Não deixe se enganar por mim.
Não se engane com
as máscaras que uso,
pois eu uso máscaras que
eu tenho medo de tirar,
e nenhuma delas sou eu.
Fingir é uma arte que se tornou
uma segunda natureza para mim,
mas não se engane.
Eu dou a impressão de que
sou seguro, de que tudo está bem
e em paz comigo,
que meu nome é confiança
e tranqüilidade;
e meu lema é que
as águas do mar
são calmas e eu que
estou no comando
sem precisar de ninguém.
Mas não acredite, por favor.
Minha aparência é tranqüila,
mas é apenas uma aparência,
é uma máscara superficial,
mas é a que sempre varia e esconde.
Por baixo não há tranqüilidade,
complacência ou calma.
Por baixo, está meu mal
em confusão, medo e abandono.
Mas eu oculto tudo isso,
pois eu não quero
que ninguém veja.
Fico em pânico ante a possibilidade
de que minha fraqueza
fique exposta,
e é por isso que eu crio máscaras
atrás das quais eu me escondo.
com a fachada de quem
não se deixa tocar,
para me ocultar do olhar que sabe.
Mas esse olhar é justamente
minha salvação. Eu eu sei disto.
É a única coisa que pode
me libertar de mim mesmo,
dos muros da prisão
que eu mesmo levantei,
das barreiras que eu mesmo
tão dolorosamente construo.
Mas eu não digo isso à você.
Não sorrio, tenho medo.
Tenho medo que seu olhar
não seja de amor e atenção. Tenho
medo que você me menospreze,
que ria de mim, me ferindo.
Tenho medo de que lá dentro
do interior de mim mesmo,
eu não valha nada e que você
acabe vendo e me rejeitando.
Então eu continuo a viver
os meus jogos,
meus jogos de fingimento,
com a fachada de segurança
por fora e sendo uma criança
tremendo por dentro.
Com um desfile de máscaras,
todas vazias,
minha vida se tornou
um campo de batalha.
Eu converso com você
uma conversa infantil e superficial.
Digo à você tudo o que
não tem a menor importância
e calo o que arde dentro de mim.
Por isso, não se deixe
enganar por mim.
Mas por favor, escute e tente ouvir
o que eu não estou dizendo
e que eu gostaria de dizer.
Eu não gosto de me esconder,
honestamente eu não gosto.
Eu tão pouco gosto de jogos tolos
e superficiais que faço.
Eu gostaria mesmo
era de ser genuíno,
espontâneo, eu mesmo,
e você tem que me ajudar,
segurando a minha mão,
mesmo que esta seja a última coisa
que eu aparentemente necessite.
Cada vez que você me ajuda,
um par de asas nasce
no meu coração.
Asas pequenas e frágeis, mas asas.
Com sua sensibilidade, afeto e
compreensão, eu me torno capaz.
Você me transmite vida.
Não vai ser fácil para você.
A idéia de que eu não valho nada
vem de muito tempo
e criou muros fortes.
Mas o amor é mais forte
que todos os muros,
e aí está a minha esperança.
Por favor ajude-me
a destruir esses muros,
com mãos fortes, mas gentis,
pois uma criança é muito sensível
e eu sou uma criança.
E agora, você gostaria lhe perguntar
uma coisa: quem sou eu?
EU SOU UMA PESSOA QUE
VOCÊ CONHECE MUITO BEM
EU SOU TODO HOMEM,
TODA MULHER,
TODA CRIANÇA,
TODO SER HUMANO
QUE VOCÊ ENCONTRA!!!
Não se engane com
as máscaras que uso,
pois eu uso máscaras que
eu tenho medo de tirar,
e nenhuma delas sou eu.
Fingir é uma arte que se tornou
uma segunda natureza para mim,
mas não se engane.
Eu dou a impressão de que
sou seguro, de que tudo está bem
e em paz comigo,
que meu nome é confiança
e tranqüilidade;
e meu lema é que
as águas do mar
são calmas e eu que
estou no comando
sem precisar de ninguém.
Mas não acredite, por favor.
Minha aparência é tranqüila,
mas é apenas uma aparência,
é uma máscara superficial,
mas é a que sempre varia e esconde.
Por baixo não há tranqüilidade,
complacência ou calma.
Por baixo, está meu mal
em confusão, medo e abandono.
Mas eu oculto tudo isso,
pois eu não quero
que ninguém veja.
Fico em pânico ante a possibilidade
de que minha fraqueza
fique exposta,
e é por isso que eu crio máscaras
atrás das quais eu me escondo.
com a fachada de quem
não se deixa tocar,
para me ocultar do olhar que sabe.
Mas esse olhar é justamente
minha salvação. Eu eu sei disto.
É a única coisa que pode
me libertar de mim mesmo,
dos muros da prisão
que eu mesmo levantei,
das barreiras que eu mesmo
tão dolorosamente construo.
Mas eu não digo isso à você.
Não sorrio, tenho medo.
Tenho medo que seu olhar
não seja de amor e atenção. Tenho
medo que você me menospreze,
que ria de mim, me ferindo.
Tenho medo de que lá dentro
do interior de mim mesmo,
eu não valha nada e que você
acabe vendo e me rejeitando.
Então eu continuo a viver
os meus jogos,
meus jogos de fingimento,
com a fachada de segurança
por fora e sendo uma criança
tremendo por dentro.
Com um desfile de máscaras,
todas vazias,
minha vida se tornou
um campo de batalha.
Eu converso com você
uma conversa infantil e superficial.
Digo à você tudo o que
não tem a menor importância
e calo o que arde dentro de mim.
Por isso, não se deixe
enganar por mim.
Mas por favor, escute e tente ouvir
o que eu não estou dizendo
e que eu gostaria de dizer.
Eu não gosto de me esconder,
honestamente eu não gosto.
Eu tão pouco gosto de jogos tolos
e superficiais que faço.
Eu gostaria mesmo
era de ser genuíno,
espontâneo, eu mesmo,
e você tem que me ajudar,
segurando a minha mão,
mesmo que esta seja a última coisa
que eu aparentemente necessite.
Cada vez que você me ajuda,
um par de asas nasce
no meu coração.
Asas pequenas e frágeis, mas asas.
Com sua sensibilidade, afeto e
compreensão, eu me torno capaz.
Você me transmite vida.
Não vai ser fácil para você.
A idéia de que eu não valho nada
vem de muito tempo
e criou muros fortes.
Mas o amor é mais forte
que todos os muros,
e aí está a minha esperança.
Por favor ajude-me
a destruir esses muros,
com mãos fortes, mas gentis,
pois uma criança é muito sensível
e eu sou uma criança.
E agora, você gostaria lhe perguntar
uma coisa: quem sou eu?
EU SOU UMA PESSOA QUE
VOCÊ CONHECE MUITO BEM
EU SOU TODO HOMEM,
TODA MULHER,
TODA CRIANÇA,
TODO SER HUMANO
QUE VOCÊ ENCONTRA!!!
Palavras 23/08/2008
Por Grafiteiro
Não sei o que vai acontecer
Depois de ontem
Estou sofrendo demais
Para avaliar....
Mal dormi
Meu sonho foi embora
Importei o pesadelo
Tanto amor foi jogado fora
Pela incompreensão
Como poderei amar
De novo?
Não sei o que vai acontecer
Depois de ontem
Estou sofrendo demais
Para avaliar....
Mal dormi
Meu sonho foi embora
Importei o pesadelo
Tanto amor foi jogado fora
Pela incompreensão
Como poderei amar
De novo?
SUSSURROS AO VENTO
Por Luiza Carvalhaes Albuquerque
Eu sou de quem mais me gosta
E escrevo os meus momentos
No diário de cada dia
Tenho sempre uma resposta
Às perguntas desta vida.
Mas me entrego ao silêncio
Como sussurros ao vento
Se não me sinto querida.
Escutando a melodia
Que ecoa em meu coração
Me sinto mulher do mundo
Tenho garra e decisão
Sou artista... sou poeta
De um espírito guardião
Sussurro ao vento promessas
Um caminho que gera paixão.
Se percebo a chegada do tempo
Minha alma começa a crescer
E sinto a explosão intensa
Que abala esse meu viver
Olho para papéis em branco
Um convite... sem perceber
Os sussurros que ouço do vento
E que abrigam todo meu ser.
Tudo isso me leva a magia
Um dom de quem sabe o que quer
E escrevo minhas fantasias
Minhas alegrias... de ser mulher.
"Infinitamente mulher....
É o que tu és...
Feminina, quase menina...
Menina, quase mulher!"
Eu sou de quem mais me gosta
E escrevo os meus momentos
No diário de cada dia
Tenho sempre uma resposta
Às perguntas desta vida.
Mas me entrego ao silêncio
Como sussurros ao vento
Se não me sinto querida.
Escutando a melodia
Que ecoa em meu coração
Me sinto mulher do mundo
Tenho garra e decisão
Sou artista... sou poeta
De um espírito guardião
Sussurro ao vento promessas
Um caminho que gera paixão.
Se percebo a chegada do tempo
Minha alma começa a crescer
E sinto a explosão intensa
Que abala esse meu viver
Olho para papéis em branco
Um convite... sem perceber
Os sussurros que ouço do vento
E que abrigam todo meu ser.
Tudo isso me leva a magia
Um dom de quem sabe o que quer
E escrevo minhas fantasias
Minhas alegrias... de ser mulher.
"Infinitamente mulher....
É o que tu és...
Feminina, quase menina...
Menina, quase mulher!"
REALIDADE VIRTUAL
Por Grafiteiro
Toda época implica em mudanças. Sutis, algumas, fortes, outras, mas todas necessárias e, no mais das vezes, dolorosas. Sim, porque mudanças geram conflitos, inseguranças e, o que é pior, capacidade de adaptação.
Estamos hoje convivendo diariamente com um mundo novo. O chamado ‘Virtual’, onde, a despeito de qualquer crítica, alusão menos digna ou preconceito, está se alastrando vertiginosamente.
Mas, paremos um pouco e analisemos, dentro de nossa própria realidade, esse mundo que nos abre suas portas e, na maioria das vezes, nos faz ficar horas frente a uma tela, usando o termo específico: ‘navegando’.
Somos todos frutos de uma época de violências, tanto físicas, morais como emocionais, onde nos aprisionamos em nossos próprios lares, temerosos que somos do que possa acontecer ou advir, às vezes, de um simples passeio. Não há mais aquela interação entre vizinhos, parentes, amigos, exemplificando: visitas, telefonemas, cortesias (tipo mandar um bolo, um doce, será que alguém ainda pratica isso?). Enfim, somos prisioneiros de nossa própria sociedade.
A tecnologia avança dia a dia. A ciência demonstra seu saber (limitado, é verdade) e proliferam-se religiões prometendo aquilo que não poderão cumprir. Sem contar as já existentes, que, ou nos dizem que para estarmos livres dos ‘pecados’, temos de carregar um sentimento de culpa por toda vida, senão fatalmente iremos para o ‘inferno’; ou então se formos ‘corretos’, nos prometem um ‘céu’ de doces e infindas realizações, de eterno contemplamento (???). Será que alguém, em sã consciência, possa se realizar em um eterno contemplamento?
Tudo isso, aliado a muitos outros fatores, tais como miséria social, corrupção, falta de cultura pela grande maioria da população, falta de dignidade ao ser humano, enfim... tragédias, sofrimentos... tudo isso nos leva a uma ‘carência social’ a qual nos faz sofrer e muito, pois somos, em nossa essência, um ser social. Queremos conviver, mais que viver, com outras pessoas, trocarmos, interagirmos, compartilharmos, seja a que nível de relacionamento for.
Mas, eis que surge a Internet. Com uma simples ligação estamos interagindo com o mundo! (será que ele virou mesmo uma aldeia?). Aqui, encontramos tudo aquilo que essa carência social nos trouxe. Amigo(a)s sincero(a)s, irmãos, pessoas que se afinam com nosso ideais, sejam eles quais forem, namorado(a)s, amantes, até companheiro(a)s...
Aqui temos de tudo. Tudo que o mundo ‘real’ nos tirou. E nos sentimos bem, trocando e participando de eventos, passeios, conversas, sem nem mesmo precisarmos sair de nossos lares. Muito se tem criticado esse mundo ‘virtual’. Dizem que, quem o freqüenta, normalmente são pessoas carentes, precisando de algo que não conseguem por si mesmas no ‘real’. Mas cabe aqui uma questão: será mesmo esse mundo tão ‘virtual’ assim?
Vejamos. Quando lemos uma página (muitas das vezes mandada por pessoas amigas e conhecidas), ou um e-mail, os quais nos fazem meditar, rir, chorar, sonhar... estaremos aí sendo reais ou virtuais? Explico-me: tudo aquilo que nos faz sentir, que toca nossos sentimentos é virtual? Então nossos sentimentos são virtuais? Ou aquilo que sentimos é real? Nossas lágrimas são reais? Nossos sorrisos são reais? Nossos pensamentos realmente existem?
Sinceramente, creio que sim. Mesmo porque, atrás dessa tela que agora, nesse exato momento, você, que aí está a ler essas palavras que aqui deposito, deve estar alguma coisa pensando, sentindo... ou seja contra, ou a favor, não importa! E isso é real!
Portanto, sem querer criticar ou defender, deixo aqui essa idéia. Pode ser contestada ou aceita, isso não é o mais importante! O importante é que ela é real, fruto que é de meu pensamento, de minha vivência. E virtual é somente o lugar onde ela está. Mas, mesmo assim, para acessá-lo, temos de nos valer do real: um micro, uma linha telefônica, um provedor e, o mais importante: nossa vontade... claramente real...
Dessa forma, antes de considerar mais profundamente esse mundo chamado ‘virtual’, preferiria chamá-lo de Realidade Virtual. Pois aqui depositamos nossos sonhos, nossas idéias, nossos ideais, nossos mais gratos pensamentos e sentimentos.
Muitos dirão: mas aqui também existem pessoas más, as quais tentam nos enganar, das quais não temos defesas, mudam de nomes ou apelidos a todo instante, usam de mil artifícios, se escondem, mandam vírus, enfim, toda uma série de coisas. Mas eu digo: não temos também e muito no chamado ‘real’ essas mesmas pessoas? Sim, é óbvio. Quantos vírus de inveja, ódio, ciúmes, desamor, nos são mandados dia a dia por pessoas que conosco convivem? Quantos enganos temos de outras muitas que, na maioria das vezes, querem nos prejudicar? Quantas se escondem atrás de si mesmas, usando máscaras, artifícios pelos quais tentam nos enganar?
Portanto, acho que só temos uma arma totalmente acessível a qualquer um desses nossos mundos: O AMOR. Se tivermos uma só conduta, se tivermos respeito àquele ser que sabemos, do outro lado da tela, ter um coração que sente e que merece todo nosso respeito e consideração, se soubermos dignificar a nós mesmos, nada disso nos atingirá. Nem no ‘real’, nem no ‘virtual’.
Sejamos Gente, portanto, acima de qualquer coisa. E vivamos em nossos mundos uma Realidade Virtual, pois só assim conseguiremos alcançar a plenitude de nós mesmos...
Toda época implica em mudanças. Sutis, algumas, fortes, outras, mas todas necessárias e, no mais das vezes, dolorosas. Sim, porque mudanças geram conflitos, inseguranças e, o que é pior, capacidade de adaptação.
Estamos hoje convivendo diariamente com um mundo novo. O chamado ‘Virtual’, onde, a despeito de qualquer crítica, alusão menos digna ou preconceito, está se alastrando vertiginosamente.
Mas, paremos um pouco e analisemos, dentro de nossa própria realidade, esse mundo que nos abre suas portas e, na maioria das vezes, nos faz ficar horas frente a uma tela, usando o termo específico: ‘navegando’.
Somos todos frutos de uma época de violências, tanto físicas, morais como emocionais, onde nos aprisionamos em nossos próprios lares, temerosos que somos do que possa acontecer ou advir, às vezes, de um simples passeio. Não há mais aquela interação entre vizinhos, parentes, amigos, exemplificando: visitas, telefonemas, cortesias (tipo mandar um bolo, um doce, será que alguém ainda pratica isso?). Enfim, somos prisioneiros de nossa própria sociedade.
A tecnologia avança dia a dia. A ciência demonstra seu saber (limitado, é verdade) e proliferam-se religiões prometendo aquilo que não poderão cumprir. Sem contar as já existentes, que, ou nos dizem que para estarmos livres dos ‘pecados’, temos de carregar um sentimento de culpa por toda vida, senão fatalmente iremos para o ‘inferno’; ou então se formos ‘corretos’, nos prometem um ‘céu’ de doces e infindas realizações, de eterno contemplamento (???). Será que alguém, em sã consciência, possa se realizar em um eterno contemplamento?
Tudo isso, aliado a muitos outros fatores, tais como miséria social, corrupção, falta de cultura pela grande maioria da população, falta de dignidade ao ser humano, enfim... tragédias, sofrimentos... tudo isso nos leva a uma ‘carência social’ a qual nos faz sofrer e muito, pois somos, em nossa essência, um ser social. Queremos conviver, mais que viver, com outras pessoas, trocarmos, interagirmos, compartilharmos, seja a que nível de relacionamento for.
Mas, eis que surge a Internet. Com uma simples ligação estamos interagindo com o mundo! (será que ele virou mesmo uma aldeia?). Aqui, encontramos tudo aquilo que essa carência social nos trouxe. Amigo(a)s sincero(a)s, irmãos, pessoas que se afinam com nosso ideais, sejam eles quais forem, namorado(a)s, amantes, até companheiro(a)s...
Aqui temos de tudo. Tudo que o mundo ‘real’ nos tirou. E nos sentimos bem, trocando e participando de eventos, passeios, conversas, sem nem mesmo precisarmos sair de nossos lares. Muito se tem criticado esse mundo ‘virtual’. Dizem que, quem o freqüenta, normalmente são pessoas carentes, precisando de algo que não conseguem por si mesmas no ‘real’. Mas cabe aqui uma questão: será mesmo esse mundo tão ‘virtual’ assim?
Vejamos. Quando lemos uma página (muitas das vezes mandada por pessoas amigas e conhecidas), ou um e-mail, os quais nos fazem meditar, rir, chorar, sonhar... estaremos aí sendo reais ou virtuais? Explico-me: tudo aquilo que nos faz sentir, que toca nossos sentimentos é virtual? Então nossos sentimentos são virtuais? Ou aquilo que sentimos é real? Nossas lágrimas são reais? Nossos sorrisos são reais? Nossos pensamentos realmente existem?
Sinceramente, creio que sim. Mesmo porque, atrás dessa tela que agora, nesse exato momento, você, que aí está a ler essas palavras que aqui deposito, deve estar alguma coisa pensando, sentindo... ou seja contra, ou a favor, não importa! E isso é real!
Portanto, sem querer criticar ou defender, deixo aqui essa idéia. Pode ser contestada ou aceita, isso não é o mais importante! O importante é que ela é real, fruto que é de meu pensamento, de minha vivência. E virtual é somente o lugar onde ela está. Mas, mesmo assim, para acessá-lo, temos de nos valer do real: um micro, uma linha telefônica, um provedor e, o mais importante: nossa vontade... claramente real...
Dessa forma, antes de considerar mais profundamente esse mundo chamado ‘virtual’, preferiria chamá-lo de Realidade Virtual. Pois aqui depositamos nossos sonhos, nossas idéias, nossos ideais, nossos mais gratos pensamentos e sentimentos.
Muitos dirão: mas aqui também existem pessoas más, as quais tentam nos enganar, das quais não temos defesas, mudam de nomes ou apelidos a todo instante, usam de mil artifícios, se escondem, mandam vírus, enfim, toda uma série de coisas. Mas eu digo: não temos também e muito no chamado ‘real’ essas mesmas pessoas? Sim, é óbvio. Quantos vírus de inveja, ódio, ciúmes, desamor, nos são mandados dia a dia por pessoas que conosco convivem? Quantos enganos temos de outras muitas que, na maioria das vezes, querem nos prejudicar? Quantas se escondem atrás de si mesmas, usando máscaras, artifícios pelos quais tentam nos enganar?
Portanto, acho que só temos uma arma totalmente acessível a qualquer um desses nossos mundos: O AMOR. Se tivermos uma só conduta, se tivermos respeito àquele ser que sabemos, do outro lado da tela, ter um coração que sente e que merece todo nosso respeito e consideração, se soubermos dignificar a nós mesmos, nada disso nos atingirá. Nem no ‘real’, nem no ‘virtual’.
Sejamos Gente, portanto, acima de qualquer coisa. E vivamos em nossos mundos uma Realidade Virtual, pois só assim conseguiremos alcançar a plenitude de nós mesmos...
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
A saga de Caim 13-08-2008
Por Grafiteiro
Caim é bem respeitado
por setores maçônicos
contrários aos canônicos
é um fato inusitado
para um sujeito errado
o seu arrependimento
não dirimiu seu tormento
serás peregrino e errante
disse Deus ao retirante
é esse seu julgamento
O Caim matou Abel
que era pastor e irmão
dera a Deus sua oblação
A inveja fez Caim réu
hoje está no beleléu
E Deus ainda o marcou
com sinal o inoculou
para que ninguém matasse
mesmo que lhe encontrasse
Foi vontade do Senhor
Aquele que o matasse
seria amaldiçoado
sete vezes o coitado
não podia mais vingar-se
Caim: peregrino errante
tornou-se mais um vagante
não morreu assassinado
viveu muito desprezado
por matar o semelhante
No Gênese procurei
a estória de Caim
nunca vi sujeito ruim
querer ser maior que o rei
isso tudo é que sei
morreu de velho doente
quem sabe virou demente
este pobre agricultor
da presença do Senhor
anda agora muito ausente!
Caim é bem respeitado
por setores maçônicos
contrários aos canônicos
é um fato inusitado
para um sujeito errado
o seu arrependimento
não dirimiu seu tormento
serás peregrino e errante
disse Deus ao retirante
é esse seu julgamento
O Caim matou Abel
que era pastor e irmão
dera a Deus sua oblação
A inveja fez Caim réu
hoje está no beleléu
E Deus ainda o marcou
com sinal o inoculou
para que ninguém matasse
mesmo que lhe encontrasse
Foi vontade do Senhor
Aquele que o matasse
seria amaldiçoado
sete vezes o coitado
não podia mais vingar-se
Caim: peregrino errante
tornou-se mais um vagante
não morreu assassinado
viveu muito desprezado
por matar o semelhante
No Gênese procurei
a estória de Caim
nunca vi sujeito ruim
querer ser maior que o rei
isso tudo é que sei
morreu de velho doente
quem sabe virou demente
este pobre agricultor
da presença do Senhor
anda agora muito ausente!
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Muhammad Ali-Hadj 14-08-2008
Por Grafiteiro
Era uma vez um menino
Chamado Cassius Clay
Vou lhe contar como sei
Queira Deus que me dê tino
Quando ele fora menino
Foi num congresso pra ver
pra pipoca ir comer
era boa a predileta
roubaram-lhe a bicicleta
começou seu padecer
ele foi buscar ajuda
recuperar o roubado
chorava aperriado
era um deus-nos-acuda
sua dor era graúda,
num ginásio box entrou
e gritando soluçou
para todos procurar
onde a bicicleta tá
vou pegar quem me furtou
mas Joe Martin com esmero
num é melhor preparar
pra poder ir pelejar
esse foi seu desepero
aprender a lutar quero
E foi esse o seu começo
Vencer sem ter tropeço
Treinar lutar combater
nunca não enfraquecer
o sucesso não tem preço
Com 18 anos de idade
Seu sucesso começou
Era sempre vencedor
Dos combates na cidade
Tinha mais capacidade
Nessa arte de lutar
Precisava ampliar
Feitos versos do lusíada
Em Roma na olimpíada
Oito caras fez tombar
Vitorioso ele voltou
com a medalha de ouro
ficou sendo seu tesouro
foi o máximo que chegou.
Outra vez ele chorou
Insultado por racismo
Caiu na real num sismo
Num rio a medalha jogou
E sua conduta mudou
pra política ativista
o seu nome ele trocou
para Mohamed Ali
aderiu a partir dali
A Alah o seu Senhor
Deixou o Box amador
Foi pra o profissional
E o campeão mundial
Liston foi desafiado
deu coice pra todo lado
Até que o derrotou
ele era o campeão
mundial mais badalado
deixava nocauteado
quem queria o cinturão
ele dizia não
tinha técnica da dança
e com cara de criança
terminava o combate
ele com os punhos bate
bate bate mas não cansa
Certa vez o Mohamed
Recusou-se a se alistar
Para guerra ir lutar
E depois o que sucede
O cinturão agora vede
Vai ficar em outra mão
Quase vai para a prisão
Não lutar com vietcong
Procurar uma outra ONG
E aprender nova lição
E o Mohamed Ali
Que teve u’a vida reta
Por causa da bicicleta
Menino eu digo eu vi
Recuperou o cinturão
Por três vezes na ação
Com 56 vitórias
C’o a vida cheia de glórias
Da história campeão
Uma coisa ainda não sei
Quem roubou a bicicleta
Não perguntei a sua neta
O antigo Cassius Clay
Agora é do box rei
Mohamed Ali-hadj é
O maior do pugilismo
Que está no catecismo
Que cada um deseja e quer
Era uma vez um menino
Chamado Cassius Clay
Vou lhe contar como sei
Queira Deus que me dê tino
Quando ele fora menino
Foi num congresso pra ver
pra pipoca ir comer
era boa a predileta
roubaram-lhe a bicicleta
começou seu padecer
ele foi buscar ajuda
recuperar o roubado
chorava aperriado
era um deus-nos-acuda
sua dor era graúda,
num ginásio box entrou
e gritando soluçou
para todos procurar
onde a bicicleta tá
vou pegar quem me furtou
mas Joe Martin com esmero
num é melhor preparar
pra poder ir pelejar
esse foi seu desepero
aprender a lutar quero
E foi esse o seu começo
Vencer sem ter tropeço
Treinar lutar combater
nunca não enfraquecer
o sucesso não tem preço
Com 18 anos de idade
Seu sucesso começou
Era sempre vencedor
Dos combates na cidade
Tinha mais capacidade
Nessa arte de lutar
Precisava ampliar
Feitos versos do lusíada
Em Roma na olimpíada
Oito caras fez tombar
Vitorioso ele voltou
com a medalha de ouro
ficou sendo seu tesouro
foi o máximo que chegou.
Outra vez ele chorou
Insultado por racismo
Caiu na real num sismo
Num rio a medalha jogou
E sua conduta mudou
pra política ativista
o seu nome ele trocou
para Mohamed Ali
aderiu a partir dali
A Alah o seu Senhor
Deixou o Box amador
Foi pra o profissional
E o campeão mundial
Liston foi desafiado
deu coice pra todo lado
Até que o derrotou
ele era o campeão
mundial mais badalado
deixava nocauteado
quem queria o cinturão
ele dizia não
tinha técnica da dança
e com cara de criança
terminava o combate
ele com os punhos bate
bate bate mas não cansa
Certa vez o Mohamed
Recusou-se a se alistar
Para guerra ir lutar
E depois o que sucede
O cinturão agora vede
Vai ficar em outra mão
Quase vai para a prisão
Não lutar com vietcong
Procurar uma outra ONG
E aprender nova lição
E o Mohamed Ali
Que teve u’a vida reta
Por causa da bicicleta
Menino eu digo eu vi
Recuperou o cinturão
Por três vezes na ação
Com 56 vitórias
C’o a vida cheia de glórias
Da história campeão
Uma coisa ainda não sei
Quem roubou a bicicleta
Não perguntei a sua neta
O antigo Cassius Clay
Agora é do box rei
Mohamed Ali-hadj é
O maior do pugilismo
Que está no catecismo
Que cada um deseja e quer
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Carta de amor 12-08-2008
Por Grafiteiro
Bom dia princesa minha
venha cá vou te abraçar
quero louco te beijar
e te levar pra caminha
amar, amar sem picuinha
ficar com corpo dormente
sair fluir diferente
sentir pulsar o meu sangue
quando derramar meu yang
tando em ti minha serpente
despertar a Kundalini
é o desejo do amante
vê-se logo no semblante
pulsando lhe determine
e assim lhe aglutine
é seu denominador
possuindo-a com amor
devagarinho feito papa
bola certa na caçapa
acalmando seu ardor
Quero neste destemor
não se tem regras que siga
e todas regras abriga
o que vale é o amor
lágrima que vem com dor
e alegria intermitente
quero cê experiente
com Carezzo e Dianna
derrubar-me numa cama
fazer-me feliz somente
Bom dia princesa minha
venha cá vou te abraçar
quero louco te beijar
e te levar pra caminha
amar, amar sem picuinha
ficar com corpo dormente
sair fluir diferente
sentir pulsar o meu sangue
quando derramar meu yang
tando em ti minha serpente
despertar a Kundalini
é o desejo do amante
vê-se logo no semblante
pulsando lhe determine
e assim lhe aglutine
é seu denominador
possuindo-a com amor
devagarinho feito papa
bola certa na caçapa
acalmando seu ardor
Quero neste destemor
não se tem regras que siga
e todas regras abriga
o que vale é o amor
lágrima que vem com dor
e alegria intermitente
quero cê experiente
com Carezzo e Dianna
derrubar-me numa cama
fazer-me feliz somente
Poesia de Cordel
por Grafiteiro
Anus ebrium not domino
já dizia o latim
pelo não e pelo sim
agora eu determino
não faça um desatino
aprenda sempre a beber
tenha sempre o saber
não ficar embriagado
e abusar tomando trago
por isso desfalecer
Insisto amigo cuidado
O álcool da aguardente
deixa todo corpo quente
quando vê tá arriado
muitas vezes desmaiado
nem parece que é sono
fica bebo no abandono
não quero ser pessimista
pergunto pois ao artista
cu de bebo num tem dono?
Veja o embate nessa comunidade:
http://www.orkut.com.br/CommMsgs.aspx?cmm=45940750&tid=5229578718216468638&na=2&nst=18
Anus ebrium not domino
já dizia o latim
pelo não e pelo sim
agora eu determino
não faça um desatino
aprenda sempre a beber
tenha sempre o saber
não ficar embriagado
e abusar tomando trago
por isso desfalecer
Insisto amigo cuidado
O álcool da aguardente
deixa todo corpo quente
quando vê tá arriado
muitas vezes desmaiado
nem parece que é sono
fica bebo no abandono
não quero ser pessimista
pergunto pois ao artista
cu de bebo num tem dono?
Veja o embate nessa comunidade:
http://www.orkut.com.br/CommMsgs.aspx?cmm=45940750&tid=5229578718216468638&na=2&nst=18
domingo, 10 de agosto de 2008
HOMENAGEM AO CADÁVER DESCONHECIDO
Á turma “Um Olhar Especial”
Prof. Gerson Odilon Pereira
Inicialmente quero agradecê-los
Pelo convite para esta homenagem
A emoção me assaltou a coragem
Sinto-me feliz por agora revê-los
Não vou dar aula e nem dar conselhos
Pois não é própria a ocasião
E para expressar essa gratidão
Farei, no entanto, o que puder,
Dignamente cumprirei o mister
Para externar a minha emoção.
Nada mais melancólico do que falar
Dos mortos aos que vivos estão
Daqueles que não pulsam o coração
Para aqueles que o tem a palpitar
Nada mais desolador do que enxergar
Um corpo morto, frio e enrijecido,
Inerte, sem alma e recolhido
Nas profundezas da misteriosa morte
E por na vida não ter tanta sorte
Agora é um cadáver desconhecido.
Como é triste e doloroso comparar
A vida dançarina, alegre e fugidia
Ansiosa ao ruído que irradia
Do intrínseco movimento a borbulhar
Já a morte que no vazio está
Cabisbaixa, soturna e mergulhada
No abismo imensurável do nada
E porfia apenas encontrar a paz
Nas valas impenetráveis do não-é-mais
Ou na cova silenciosa sepultada
Prezados alunos, portanto prestais
Total atenção ao que tu percebes
As doutas lições que agora recebes
De um corpo inerte, sem nome e que jaz
Na humildade da morte ele traz
Através de mágico pensamento
Para vida este ensinamento
“O ser humano é um contraditório”
E após ouvires o seu falatório
Tereis, por certo, o entendimento:
“Vejam: tudo e nada é o ser humano
Enquanto vivo tudo é vaidade,
É ansioso e tem necessidade,
Conhece a virtude e o desengano.
Já sem o sopro - em eterno sono
Por ser um nada de nada precisa
Não sente falta nem mesmo da brisa
Não exige saúde, nem água nem pão.
Por ira ou pecado não faz oração
E fazer o mal não idealiza.
Amigos formandos a vocês eu digo
Que em mim Deus fez cumprir a lei
Eu já fui pó, porém ao pó voltei
E após minha morte eu fui promovido
De miserável a cadáver desconhecido
E nesse simbolismo pude entender
Qual foi a razão do meu nascer
Por que a fome teve meu endereço
Não podendo recordar o meu começo
Lembro apenas do fim - após morrer.
Morri só, triste, abandonado,
Sem uma vela de luz tremulante
Nenhuma lágrima, nenhum semblante
De um rosto terno ou desesperado
Sem flores e nu fui transportado
Para esta sala de anatomia
Tamanha foi a surpresa e a alegria,
Diante a apreensão e espanto
Festa geral ao invés de pranto
Quando vocês para mim sorriam.
O meu corpo inteiro foi prestado
A servir a Medicina e a humanidade
Meu espírito que não tinha claridade
Ficou totalmente iluminado
Vi que DEUS me havia preparado
Em vida pra cumprir uma missão
Depois de morto tive a compreensão
Que minha dor, meu sofrer e fome
Ensinariam a vocês corretos nomes
Aplicados em prol de outro irmão.
O meu corpo rijo, álgido e dissecado
Meus tecidos e órgãos deram um dia
Exaustivas lições de Anatomia.
Na mesa fria onde foi depositado
As peças do meu corpo retalhado
Foram objetos da tua formação
Para a cura, o alívio ou salvação
Do homem, da mulher e da criança.
Na minha alma ficará doce lembrança
Agradecida desta magna ocasião.
Peço-te apenas que diante de um doente
Mesmo miserável, triste e sofrido
Reviverás este imortal desconhecido
Se atender e respeitar tal paciente
Ama-o como se fosse o teu parente
Teu pai, teu filho ou o teu maior amigo
Conforte-o, cure-o e o dê abrigo
Como forma do teu agradecimento
Então serei teu anjo e luz no firmamento
Além de ser o cadáver desconhecido”.
Assim homenageamos, doutores,
Aquele que em vida desconheceu
A própria sorte e nunca recebeu
Casa, fortuna, nem amores...
Viveu nas trevas, sofrendo suas dores.
Bem-aventurado aquele que ilumina
Bem-aventurado aquele que ensina
Com corpo rijo e de formol ressequido
Extrai lições de vida e dá sentido
Ao amor que se tem a Medicina.
Maceió, 22 de janeiro de 2008
Prof. Gerson Odilon Pereira
Inicialmente quero agradecê-los
Pelo convite para esta homenagem
A emoção me assaltou a coragem
Sinto-me feliz por agora revê-los
Não vou dar aula e nem dar conselhos
Pois não é própria a ocasião
E para expressar essa gratidão
Farei, no entanto, o que puder,
Dignamente cumprirei o mister
Para externar a minha emoção.
Nada mais melancólico do que falar
Dos mortos aos que vivos estão
Daqueles que não pulsam o coração
Para aqueles que o tem a palpitar
Nada mais desolador do que enxergar
Um corpo morto, frio e enrijecido,
Inerte, sem alma e recolhido
Nas profundezas da misteriosa morte
E por na vida não ter tanta sorte
Agora é um cadáver desconhecido.
Como é triste e doloroso comparar
A vida dançarina, alegre e fugidia
Ansiosa ao ruído que irradia
Do intrínseco movimento a borbulhar
Já a morte que no vazio está
Cabisbaixa, soturna e mergulhada
No abismo imensurável do nada
E porfia apenas encontrar a paz
Nas valas impenetráveis do não-é-mais
Ou na cova silenciosa sepultada
Prezados alunos, portanto prestais
Total atenção ao que tu percebes
As doutas lições que agora recebes
De um corpo inerte, sem nome e que jaz
Na humildade da morte ele traz
Através de mágico pensamento
Para vida este ensinamento
“O ser humano é um contraditório”
E após ouvires o seu falatório
Tereis, por certo, o entendimento:
“Vejam: tudo e nada é o ser humano
Enquanto vivo tudo é vaidade,
É ansioso e tem necessidade,
Conhece a virtude e o desengano.
Já sem o sopro - em eterno sono
Por ser um nada de nada precisa
Não sente falta nem mesmo da brisa
Não exige saúde, nem água nem pão.
Por ira ou pecado não faz oração
E fazer o mal não idealiza.
Amigos formandos a vocês eu digo
Que em mim Deus fez cumprir a lei
Eu já fui pó, porém ao pó voltei
E após minha morte eu fui promovido
De miserável a cadáver desconhecido
E nesse simbolismo pude entender
Qual foi a razão do meu nascer
Por que a fome teve meu endereço
Não podendo recordar o meu começo
Lembro apenas do fim - após morrer.
Morri só, triste, abandonado,
Sem uma vela de luz tremulante
Nenhuma lágrima, nenhum semblante
De um rosto terno ou desesperado
Sem flores e nu fui transportado
Para esta sala de anatomia
Tamanha foi a surpresa e a alegria,
Diante a apreensão e espanto
Festa geral ao invés de pranto
Quando vocês para mim sorriam.
O meu corpo inteiro foi prestado
A servir a Medicina e a humanidade
Meu espírito que não tinha claridade
Ficou totalmente iluminado
Vi que DEUS me havia preparado
Em vida pra cumprir uma missão
Depois de morto tive a compreensão
Que minha dor, meu sofrer e fome
Ensinariam a vocês corretos nomes
Aplicados em prol de outro irmão.
O meu corpo rijo, álgido e dissecado
Meus tecidos e órgãos deram um dia
Exaustivas lições de Anatomia.
Na mesa fria onde foi depositado
As peças do meu corpo retalhado
Foram objetos da tua formação
Para a cura, o alívio ou salvação
Do homem, da mulher e da criança.
Na minha alma ficará doce lembrança
Agradecida desta magna ocasião.
Peço-te apenas que diante de um doente
Mesmo miserável, triste e sofrido
Reviverás este imortal desconhecido
Se atender e respeitar tal paciente
Ama-o como se fosse o teu parente
Teu pai, teu filho ou o teu maior amigo
Conforte-o, cure-o e o dê abrigo
Como forma do teu agradecimento
Então serei teu anjo e luz no firmamento
Além de ser o cadáver desconhecido”.
Assim homenageamos, doutores,
Aquele que em vida desconheceu
A própria sorte e nunca recebeu
Casa, fortuna, nem amores...
Viveu nas trevas, sofrendo suas dores.
Bem-aventurado aquele que ilumina
Bem-aventurado aquele que ensina
Com corpo rijo e de formol ressequido
Extrai lições de vida e dá sentido
Ao amor que se tem a Medicina.
Maceió, 22 de janeiro de 2008
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