Enviada por Un@ em: Sep 24 1998 4:41PM
"Venho falar sobre nossos conhecimentos. Nossa
sabedoria não tem papel, está toda na cabeça."
Com essas palavras o Xamã ianomâni, Davi
Kopenawa, pontuou sua participação na abertura do
ciclo "Brasil 500 anos", evento que aconteceu no
início de setembro, promovido pela FUNARTE e
Ministério da Cultura. A parte da oferta de
compartilhar seu saber e sua cultura, o
representante dos povos da floresta também trouxe
a tona as diversas diferenças que separam o índio
do homem "civilizado" a começar pela língua, as
relações com a terra e com a natureza, as relações
de poder e de parentesco e os aspectos da vivência
do sagrado. Ressaltou também as dificuldades que
os índios encontram para sobreviver como cultura e
como grupo, denunciando o descaso das autoridades
para com as condições de vida e para com a
problemática enfrentada por eles - como demarcação
de terras, doenças, esterilização, exploração etc.
De fato, o saber do índio, sua cultura, sua
visão de mundo, seu modo de produção estão todos
em sua cabeça. Coisas difíceis de compartilhar com
uma civilização consciente de uma superioridade
técnico-mecanicista, cujos sentidos embotados são
incapazes de perceber a visão do outro. A história
da humanidade fecha um ciclo de quinhentos anos
que poderia ter significado muitas mudanças, mas
que no entanto reproduziu a mesma violência do
passado, quando as práticas de genocídio eram
constantes. À parte às inúmeras discussões em
torno da diversidade e das conseqüências
positivas de sua realização, até agora o mundo
não demonstrou nenhum exemplo concreto de como
isso possa ser feito. O Xamã faz a sua oferta,
assim como a natureza a cada mudança de
estação... mas nenhuma dessas ofertas é levada em
consideração. Assim cada índio que morre, cada
espécie que se extingue, leva consigo parte de sua
memória - que deveria ser nossa... parte de uma
herança cultural que a era dos descobrimentos
possibilitou à civilização resgatar, mas que ao
contrário... perverteu de novo.
Renata (Un@)
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Zé Limeira, o Poeta do Absurdo
Do Grafiteiro
Dentre os poetas que gosto e aprecio, tem um, o Zé Limeira, chamado poeta do absurdo, conterrâneo de Augusto dos Anjos. Sua poética está em estabelecer ligações em favor da rima ou da métrica rompendo as amarras do tempo, espaço e mesmo de conteúdo. O que vale é a tirada, é o efeito sonoro da rima e o surpreendente contraste da dinâmica da harmonia musical, das palavras. Sempre terei um carinho especial por este trovador dos oito quadrões... Nunca me canso de reler!!! É um verdadeiro desopilador cultural. Extraí do livro de Orlando Tejo, Zé Limeira , o Poeta do Absurdo, os seguintes trechos que deixo abaixo para o deleite do leitor:
I
Eu me chamo Zé Limeira
Da Paraíba falada,
Cantano nas escritura,
Saudando o pai da coaiada,
A lua branca alumia,
Jesus, José e Maria,
Três anjos na farinhada.
II
Eu me chamo limeirinha,
Nascido lá no Tauá,
Entre casca de angico,
Miolo de Jatobá,
Bico de mato vadio,
Picilone z-a zá.
Aonde Limeira canta,
O povo não aborrece,
Marrã de moça donzela
Suspira que o bucho cresce,
Velha de setenta ano
Cochila que a baba desce.
III
Zé Limeira quando canta
Estremece o cariri,
As estrelas trinca os dentes,
Leão chupa abacaxi,
Com trinta dias depois
Estoura a guerra civi !
IV
Eu briguei com um cabra macho,
Mas não sei o que se deu:
Eu entrei por dentro dele.
E ele por dentro deu,
E num zuadão daquele
Não sei se eu era ele,
Nem sei se ele era eu.
V
São José de Mipibu
Era o pai de Jesus Cristo,
Mas quando Ele soube disto
Já tava em Caruaru,
O mundo ficou azul,
Começou um pé-de-vento,
Correndo atrás duma lebre,
Quem for podre que se quebre,
Diz o Novo Testamento.
VI
Numa noite de sol quente
Matei Lourisvá Bandeira,
Enterrei o corpo dele
Dentro de uma bananeira,
Botei quatro pá de terra,
Inda hoje o cabra berra,
Pensando que é brincadeira.
VII
Não deixo a minha rocinha
Pelas festança da praça,
Cavalo magro não corre,
Cachorro doido não caça.
Conheço o pai do menino
Pela barguia da calsa.
VIII
O velho Tomé de Souza,
Governador da Bahia,
Casou-se e no mesmo dia
Passou a pica na esposa.
Ele fez que nem raposa:
Comeu na frente e atrás,
Chegou na beira do cais,
Onde o navio trefega
Comeu o Padre Nobréga,
Os tempos não voltam mais.
IX
O que eu dixé você note
No caderno do futuro:
Limeira canta seguro
E sabe acochá o mote,
Cascavé que não dá bote
Guachinin chupando cana,
Já passei uma semana
Só vendendo catrevage,
Trago nalma tatuagens
Da minha origem cigana.
X
Do topo da serrania
Eu disse para o meu amor:
Olha o santo esplendor
A natureza irradia!
Ela, em êxtase pedia
Que lhe beijasse na fronte...
O resto eu nem sei se conte...
Mas, naquela noite de lua,
Eu vi os seios da lua
No decote do horizonte.
Dentre os poetas que gosto e aprecio, tem um, o Zé Limeira, chamado poeta do absurdo, conterrâneo de Augusto dos Anjos. Sua poética está em estabelecer ligações em favor da rima ou da métrica rompendo as amarras do tempo, espaço e mesmo de conteúdo. O que vale é a tirada, é o efeito sonoro da rima e o surpreendente contraste da dinâmica da harmonia musical, das palavras. Sempre terei um carinho especial por este trovador dos oito quadrões... Nunca me canso de reler!!! É um verdadeiro desopilador cultural. Extraí do livro de Orlando Tejo, Zé Limeira , o Poeta do Absurdo, os seguintes trechos que deixo abaixo para o deleite do leitor:
I
Eu me chamo Zé Limeira
Da Paraíba falada,
Cantano nas escritura,
Saudando o pai da coaiada,
A lua branca alumia,
Jesus, José e Maria,
Três anjos na farinhada.
II
Eu me chamo limeirinha,
Nascido lá no Tauá,
Entre casca de angico,
Miolo de Jatobá,
Bico de mato vadio,
Picilone z-a zá.
Aonde Limeira canta,
O povo não aborrece,
Marrã de moça donzela
Suspira que o bucho cresce,
Velha de setenta ano
Cochila que a baba desce.
III
Zé Limeira quando canta
Estremece o cariri,
As estrelas trinca os dentes,
Leão chupa abacaxi,
Com trinta dias depois
Estoura a guerra civi !
IV
Eu briguei com um cabra macho,
Mas não sei o que se deu:
Eu entrei por dentro dele.
E ele por dentro deu,
E num zuadão daquele
Não sei se eu era ele,
Nem sei se ele era eu.
V
São José de Mipibu
Era o pai de Jesus Cristo,
Mas quando Ele soube disto
Já tava em Caruaru,
O mundo ficou azul,
Começou um pé-de-vento,
Correndo atrás duma lebre,
Quem for podre que se quebre,
Diz o Novo Testamento.
VI
Numa noite de sol quente
Matei Lourisvá Bandeira,
Enterrei o corpo dele
Dentro de uma bananeira,
Botei quatro pá de terra,
Inda hoje o cabra berra,
Pensando que é brincadeira.
VII
Não deixo a minha rocinha
Pelas festança da praça,
Cavalo magro não corre,
Cachorro doido não caça.
Conheço o pai do menino
Pela barguia da calsa.
VIII
O velho Tomé de Souza,
Governador da Bahia,
Casou-se e no mesmo dia
Passou a pica na esposa.
Ele fez que nem raposa:
Comeu na frente e atrás,
Chegou na beira do cais,
Onde o navio trefega
Comeu o Padre Nobréga,
Os tempos não voltam mais.
IX
O que eu dixé você note
No caderno do futuro:
Limeira canta seguro
E sabe acochá o mote,
Cascavé que não dá bote
Guachinin chupando cana,
Já passei uma semana
Só vendendo catrevage,
Trago nalma tatuagens
Da minha origem cigana.
X
Do topo da serrania
Eu disse para o meu amor:
Olha o santo esplendor
A natureza irradia!
Ela, em êxtase pedia
Que lhe beijasse na fronte...
O resto eu nem sei se conte...
Mas, naquela noite de lua,
Eu vi os seios da lua
No decote do horizonte.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Excisão da Genitália Feminina
Por Grafiteiro
É lamentável que nos dias de hoje, haja ainda práticas de mutilação da mulher por países africanos. Geralmente estes países formam parte de uma das variedades do maometanismo. As mutilações consistem na extração do clítoris e dos pequenos lábios da genitália. É incrível como isto acontece. Diariamente, cerca de 6 000 operações por dia são realizadas ou uma operação a cada 15 segundos. Segundo a Anistia Interrnacional existe atualmente cerca de 135 milhões de mulheres mutiladas. É imperativo que a ONU tome medidas de censura a este ato de violação dos direitos humanos. Não há justificativa para tais mutilações....Pura tradição machista já abolida em muitos estados árabes mais sectários como o Irã. O direito de escolha é cerceado! Como pode as associações médicas aprovarem ou não censurarem ? Provavelmente compactuam dessas atividades criminosas e mesmo tiram proveito dessas excisões, economicamente! Urge que se proteste e que se faça moções de censura a este ato de selvageria! Onde estão as feministas? Os defensores dos direitos humanos? Muitas medidas podem ser tomadas a âmbito internacional contra esta aberração....É preciso se tomar providências!!!! Para se Ter uma ideia a Conveção da Onu ainda não reconhece este ato, como foi apresentado pela Anistia Internacional , como uma forma de perseguição no que diz respeito ao estatuto dos refugiados. Não é possível que a cada ano dois milhões de meninas sofram agressões desta natureza!
É lamentável que nos dias de hoje, haja ainda práticas de mutilação da mulher por países africanos. Geralmente estes países formam parte de uma das variedades do maometanismo. As mutilações consistem na extração do clítoris e dos pequenos lábios da genitália. É incrível como isto acontece. Diariamente, cerca de 6 000 operações por dia são realizadas ou uma operação a cada 15 segundos. Segundo a Anistia Interrnacional existe atualmente cerca de 135 milhões de mulheres mutiladas. É imperativo que a ONU tome medidas de censura a este ato de violação dos direitos humanos. Não há justificativa para tais mutilações....Pura tradição machista já abolida em muitos estados árabes mais sectários como o Irã. O direito de escolha é cerceado! Como pode as associações médicas aprovarem ou não censurarem ? Provavelmente compactuam dessas atividades criminosas e mesmo tiram proveito dessas excisões, economicamente! Urge que se proteste e que se faça moções de censura a este ato de selvageria! Onde estão as feministas? Os defensores dos direitos humanos? Muitas medidas podem ser tomadas a âmbito internacional contra esta aberração....É preciso se tomar providências!!!! Para se Ter uma ideia a Conveção da Onu ainda não reconhece este ato, como foi apresentado pela Anistia Internacional , como uma forma de perseguição no que diz respeito ao estatuto dos refugiados. Não é possível que a cada ano dois milhões de meninas sofram agressões desta natureza!
Declaração Universal dos Direitos Humanos
Por Grafiteiro {(em: Oct 10 1998 5:07PM ) Republicado em homenagem aos 50 anos de proclamação pedla ONU}
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOSA 10 de dezembro de 1948, a Assembléia Geral das Nações Unidas adotou e proclamou a Declaração Universal dos Direitos dos Direitos do Homemcujo texto integral está incluído nesta página. Depois de tão histórica medida, a Assembléia solicitou a todos os países Membros que publicassem o texto da Declaração"para que fosse disseminado, mostrado, lido e explicado, principalmente nas escolas e outras instituições educacionais, sem distinção nenhuma baseada na situação política dos países ou territórios.""DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM"Aprovada em resolução da III sessão ordinária daAssembléia Geral das Nações Unidas. Preâmbulo Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todosos membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveisé o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo, Considerando que o desprezo e o desrespeito pelos direitos do homemresultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da Humanidadee que o advento de um mundo em que os homens gozem de liberdade de palavra,de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidadefoi proclamado como a mais alta aspiração do homem comum, Considerando ser essencial que os direitos do homem sejam protegidospelo império da lei, para que o homem não seja compelido,como último recurso, à rebelião contra a tirania e a opressão, Considerando ser essencial promover o desenvolvimento derelações amistosas entre as nações, Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta, sua fénos direitos fundamentais do homem, na dignidade e no valorda pessoa humana e na igualdade de direitos do homem e da mulher,e que decidiram promover o progresso social e melhorescondições de vida em uma liberdade mais ampla, Considerando que os Estados membros se comprometeram a promover,em cooperação com as Nações Unidas, o respeito universal aos direitose liberdades fundamentais do homem e a observância desses direitos e liberdades, Considerando que uma compreensão comum desses direitos e liberdadesé da mais alta importância para o pleno cumprimento desse compromisso, Agora portantoA ASSEMBLÉIA GERAL proclama A PRESENTE DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensinoe da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universais e efetivos, tanto entre os povos dos próprios Estados Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição. Artigo I. Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade. Artigo II.1. Todo homem tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.2. Não será também feita nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente, sob tutela,sem Governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania. Artigo III. Todo homem tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.Artigo IV. Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas. Artigo V. Ninguém será submetido à tortura nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante. Artigo VI.Todo homem tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei. Artigo VII. Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção,a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contraqualquer discriminação que viole a presente Declaração econtra qualquer incitamento a tal discriminação. Artigo VIII. Todo homem tem direito a receber dos tribunais nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei. Artigo IX. Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado. Artigo X. Todo homem tem direito, em plena igualdade, a uma justa e pública audiência por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir de seus direitos e deveres ou do fundamentode qualquer acusação criminal contra ele. Artigo XI.1. Todo homem acusado de um ato delituoso tem o direito de ser presumido inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provadade acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa.2. Ninguém poderá ser culpado por qualquer ação ou omissão que, no momento,não constituíam delito perante o direito nacional ou internacional. Também não será imposta pena mais forte do que aquela que, no momento da prática, era aplicável ao ato delituoso. Artigo XII. Ninguém será sujeito à interferência na sua vida privada, na sua família,no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataque à sua honra e reputação.Todo homem tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques. Artigo XIII. 1. Todo homem tem direito à liberdade de lomoçãoe residência dentro das fronteiras de cada Estado.2. Todo homem tem o direito de deixar qualquer país,inclusive o próprio, e a este regressar. Artigo XIV.1. Todo homem, vítima de perseguição, tem o direito de procurare de gozar asilo em outros países.2. Este direito não pode ser invocado em caso de perseguição legitimamente motivada por crimes de direito comum ou por atos contráriosaos objetivos e princípios das Nações Unidas.Artigo XV.1. Todo homem tem direito a uma nacionalidade.2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade,nem do direito de mudar de nacionalidade.Artigo XVI.1. Os homens e mulheres de maior idade, sem qualquer restrição de raça, nacionalidade ou religião, têm o direito de contrair matrimônioe fundar uma família. Gozam de iguais direitos em relação ao casamento, sua duração e sua dissolução.2. O casamento não será válido senão com o livre e pleno consentimento dos nubentes.3. A família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção da sociedade e do Estado.Artigo XVII.1. Todo homem tem direito à propriedade, só ou em sociedade com outros.2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua propriedade. Artigo XVIII. Todo homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudarde religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, em público ou em particular.
Artigo XIX. Todo homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direitoinclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meiose independentemente de fronteiras. Artigo XX.1. Todo homem tem direito à liberdade de reunião e associação pacífica.2. Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação. Artigo XXI.1. Todo homem tem o direito de tomar parte no Governo de seu país diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos.2. Todo homem tem igual direito de acesso ao serviço público do seu país.3. A vontade do povo será a base da autoridade do Governo; esta vontade será expressa em eleições periódicas e legítimas, por sufrágio universal,por voto secreto ou processo equivalente que assegure a liberdade de voto. Artigo XXII. Todo homem, como membro da sociedade, tem direito à segurançasocial, à realização pelo esforço nacional, pela cooperação internacional e de acordo com a organização e recursos de cada Estado,dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis à sua dignidade e ao livre desenvolvimento da sua personalidade.Artigo XXIII.1. Todo homem tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego.2. Todo homem, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho.3. Todo homem que trabalha tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana, e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social.4. Todo homem tem direito a organizar sindicatos e a neles ingressar para proteção de seus interesses. Artigo XXIV. Todo homem tem direito a repouso e lazer, inclusive a limitação razoável das horas de trabalho e a férias remuneradas periódicas. Artigo XXV.1. Todo homem tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem-estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurançaem caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outroscasos de perda dos meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle.2. A maternidade e a infância têm direito a cuidados e assistência especiais.Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimônio gozarão da mesma proteção social.
Artigo XXVI.1. Todo homem tem direito à instrução.A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais.A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos,bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.2. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimentoda personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos do homem e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.3. Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instruçãoque será ministrada a seus filhos. Artigo XXVII.1. Todo homem tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participardo progresso científico e de seus benefícios.2. Todo homem tem direito à proteção dos interesses morais e materiais decorrentes de qualquer produção científica literária ou artística da qual seja autor. Artigo XXVIII. Todo homem tem direito a uma ordem social e internacional em que os direitos e liberdades estabelecidos na presente Declaração possam ser plenamente realizados. Artigo XXIX.1. Todo homem tem deveres para com a comunidade, na qual o livre e pleno desenvolvimento de sua personalidade é possível.2. No exercício de seus direitos e liberdades, todo homem estará sujeito apenas às limitações determinadas pela lei, exclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito dos direitos e liberdades de outrem e de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade democrática.3. Esses direitos e liberdades não podem, em hipótese alguma, ser exercidos contrariamente aos objetivos e princípios das Nações Unidas. Artigo XXX. Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer dos direitose liberdades aqui estabelecidos.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOSA 10 de dezembro de 1948, a Assembléia Geral das Nações Unidas adotou e proclamou a Declaração Universal dos Direitos dos Direitos do Homemcujo texto integral está incluído nesta página. Depois de tão histórica medida, a Assembléia solicitou a todos os países Membros que publicassem o texto da Declaração"para que fosse disseminado, mostrado, lido e explicado, principalmente nas escolas e outras instituições educacionais, sem distinção nenhuma baseada na situação política dos países ou territórios.""DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM"Aprovada em resolução da III sessão ordinária daAssembléia Geral das Nações Unidas. Preâmbulo Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todosos membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveisé o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo, Considerando que o desprezo e o desrespeito pelos direitos do homemresultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da Humanidadee que o advento de um mundo em que os homens gozem de liberdade de palavra,de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidadefoi proclamado como a mais alta aspiração do homem comum, Considerando ser essencial que os direitos do homem sejam protegidospelo império da lei, para que o homem não seja compelido,como último recurso, à rebelião contra a tirania e a opressão, Considerando ser essencial promover o desenvolvimento derelações amistosas entre as nações, Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta, sua fénos direitos fundamentais do homem, na dignidade e no valorda pessoa humana e na igualdade de direitos do homem e da mulher,e que decidiram promover o progresso social e melhorescondições de vida em uma liberdade mais ampla, Considerando que os Estados membros se comprometeram a promover,em cooperação com as Nações Unidas, o respeito universal aos direitose liberdades fundamentais do homem e a observância desses direitos e liberdades, Considerando que uma compreensão comum desses direitos e liberdadesé da mais alta importância para o pleno cumprimento desse compromisso, Agora portantoA ASSEMBLÉIA GERAL proclama A PRESENTE DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensinoe da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universais e efetivos, tanto entre os povos dos próprios Estados Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição. Artigo I. Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade. Artigo II.1. Todo homem tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.2. Não será também feita nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente, sob tutela,sem Governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania. Artigo III. Todo homem tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.Artigo IV. Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas. Artigo V. Ninguém será submetido à tortura nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante. Artigo VI.Todo homem tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei. Artigo VII. Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção,a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contraqualquer discriminação que viole a presente Declaração econtra qualquer incitamento a tal discriminação. Artigo VIII. Todo homem tem direito a receber dos tribunais nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei. Artigo IX. Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado. Artigo X. Todo homem tem direito, em plena igualdade, a uma justa e pública audiência por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir de seus direitos e deveres ou do fundamentode qualquer acusação criminal contra ele. Artigo XI.1. Todo homem acusado de um ato delituoso tem o direito de ser presumido inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provadade acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa.2. Ninguém poderá ser culpado por qualquer ação ou omissão que, no momento,não constituíam delito perante o direito nacional ou internacional. Também não será imposta pena mais forte do que aquela que, no momento da prática, era aplicável ao ato delituoso. Artigo XII. Ninguém será sujeito à interferência na sua vida privada, na sua família,no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataque à sua honra e reputação.Todo homem tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques. Artigo XIII. 1. Todo homem tem direito à liberdade de lomoçãoe residência dentro das fronteiras de cada Estado.2. Todo homem tem o direito de deixar qualquer país,inclusive o próprio, e a este regressar. Artigo XIV.1. Todo homem, vítima de perseguição, tem o direito de procurare de gozar asilo em outros países.2. Este direito não pode ser invocado em caso de perseguição legitimamente motivada por crimes de direito comum ou por atos contráriosaos objetivos e princípios das Nações Unidas.Artigo XV.1. Todo homem tem direito a uma nacionalidade.2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade,nem do direito de mudar de nacionalidade.Artigo XVI.1. Os homens e mulheres de maior idade, sem qualquer restrição de raça, nacionalidade ou religião, têm o direito de contrair matrimônioe fundar uma família. Gozam de iguais direitos em relação ao casamento, sua duração e sua dissolução.2. O casamento não será válido senão com o livre e pleno consentimento dos nubentes.3. A família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção da sociedade e do Estado.Artigo XVII.1. Todo homem tem direito à propriedade, só ou em sociedade com outros.2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua propriedade. Artigo XVIII. Todo homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudarde religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, em público ou em particular.
Artigo XIX. Todo homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direitoinclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meiose independentemente de fronteiras. Artigo XX.1. Todo homem tem direito à liberdade de reunião e associação pacífica.2. Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação. Artigo XXI.1. Todo homem tem o direito de tomar parte no Governo de seu país diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos.2. Todo homem tem igual direito de acesso ao serviço público do seu país.3. A vontade do povo será a base da autoridade do Governo; esta vontade será expressa em eleições periódicas e legítimas, por sufrágio universal,por voto secreto ou processo equivalente que assegure a liberdade de voto. Artigo XXII. Todo homem, como membro da sociedade, tem direito à segurançasocial, à realização pelo esforço nacional, pela cooperação internacional e de acordo com a organização e recursos de cada Estado,dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis à sua dignidade e ao livre desenvolvimento da sua personalidade.Artigo XXIII.1. Todo homem tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego.2. Todo homem, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho.3. Todo homem que trabalha tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana, e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social.4. Todo homem tem direito a organizar sindicatos e a neles ingressar para proteção de seus interesses. Artigo XXIV. Todo homem tem direito a repouso e lazer, inclusive a limitação razoável das horas de trabalho e a férias remuneradas periódicas. Artigo XXV.1. Todo homem tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem-estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurançaem caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outroscasos de perda dos meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle.2. A maternidade e a infância têm direito a cuidados e assistência especiais.Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimônio gozarão da mesma proteção social.
Artigo XXVI.1. Todo homem tem direito à instrução.A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais.A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos,bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.2. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimentoda personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos do homem e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.3. Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instruçãoque será ministrada a seus filhos. Artigo XXVII.1. Todo homem tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participardo progresso científico e de seus benefícios.2. Todo homem tem direito à proteção dos interesses morais e materiais decorrentes de qualquer produção científica literária ou artística da qual seja autor. Artigo XXVIII. Todo homem tem direito a uma ordem social e internacional em que os direitos e liberdades estabelecidos na presente Declaração possam ser plenamente realizados. Artigo XXIX.1. Todo homem tem deveres para com a comunidade, na qual o livre e pleno desenvolvimento de sua personalidade é possível.2. No exercício de seus direitos e liberdades, todo homem estará sujeito apenas às limitações determinadas pela lei, exclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito dos direitos e liberdades de outrem e de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade democrática.3. Esses direitos e liberdades não podem, em hipótese alguma, ser exercidos contrariamente aos objetivos e princípios das Nações Unidas. Artigo XXX. Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer dos direitose liberdades aqui estabelecidos.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
HOMENAGEM AO CADÁVER DESCONHECIDO
Á turma “Um Olhar Especial”
Prof. Gerson Odilon Pereira
Inicialmente quero agradecê-los
Pelo convite para esta homenagem
A emoção me assaltou a coragem
Sinto-me feliz por agora revê-los
Não vou dar aula e nem dar conselhos
Pois não é própria a ocasião
E para expressar essa gratidão
Farei, no entanto, o que puder,
Dignamente cumprirei o mister
Para externar a minha emoção.
Nada mais melancólico do que falar
Dos mortos aos que vivos estão
Daqueles que não pulsam o coração
Para aqueles que o tem a palpitar
Nada mais desolador do que enxergar
Um corpo morto, frio e enrijecido,
Inerte, sem alma e recolhido
Nas profundezas da misteriosa morte
E por na vida não ter tanta sorte
Agora é um cadáver desconhecido.
Como é triste e doloroso comparar
A vida dançarina, alegre e fugidia
Ansiosa ao ruído que irradia
Do intrínseco movimento a borbulhar
Já a morte que no vazio está
Cabisbaixa, soturna e mergulhada
No abismo imensurável do nada
E porfia apenas encontrar a paz
Nas valas impenetráveis do não-é-mais
Ou na cova silenciosa sepultada
Prezados alunos, portanto prestais
Total atenção ao que tu percebes
As doutas lições que agora recebes
De um corpo inerte, sem nome e que jaz
Na humildade da morte ele traz
Através de mágico pensamento
Para vida este ensinamento
“O ser humano é um contraditório”
E após ouvires o seu falatório
Tereis, por certo, o entendimento:
“Vejam: tudo e nada é o ser humano
Enquanto vivo tudo é vaidade,
É ansioso e tem necessidade,
Conhece a virtude e o desengano.
Já sem o sopro - em eterno sono
Por ser um nada de nada precisa
Não sente falta nem mesmo da brisa
Não exige saúde, nem água nem pão.
Por ira ou pecado não faz oração
E fazer o mal não idealiza.
Amigos formandos a vocês eu digo
Que em mim Deus fez cumprir a lei
Eu já fui pó, porém ao pó voltei
E após minha morte eu fui promovido
De miserável a cadáver desconhecido
E nesse simbolismo pude entender
Qual foi a razão do meu nascer
Por que a fome teve meu endereço
Não podendo recordar o meu começo
Lembro apenas do fim - após morrer.
Morri só, triste, abandonado,
Sem uma vela de luz tremulante
Nenhuma lágrima, nenhum semblante
De um rosto terno ou desesperado
Sem flores e nu fui transportado
Para esta sala de anatomia
Tamanha foi a surpresa e a alegria,
Diante a apreensão e espanto
Festa geral ao invés de pranto
Quando vocês para mim sorriam.
O meu corpo inteiro foi prestado
A servir a Medicina e a humanidade
Meu espírito que não tinha claridade
Ficou totalmente iluminado
Vi que DEUS me havia preparado
Em vida pra cumprir uma missão
Depois de morto tive a compreensão
Que minha dor, meu sofrer e fome
Ensinariam a vocês corretos nomes
Aplicados em prol de outro irmão.
O meu corpo rijo, álgido e dissecado
Meus tecidos e órgãos deram um dia
Exaustivas lições de Anatomia.
Na mesa fria onde foi depositado
As peças do meu corpo retalhado
Foram objetos da tua formação
Para a cura, o alívio ou salvação
Do homem, da mulher e da criança.
Na minha alma ficará doce lembrança
Agradecida desta magna ocasião.
Peço-te apenas que diante de um doente
Mesmo miserável, triste e sofrido
Reviverás este imortal desconhecido
Se atender e respeitar tal paciente
Ama-o como se fosse o teu parente
Teu pai, teu filho ou o teu maior amigo
Conforte-o, cure-o e o dê abrigo
Como forma do teu agradecimento
Então serei teu anjo e luz no firmamento
Além de ser o cadáver desconhecido”.
Assim homenageamos, doutores,
Aquele que em vida desconheceu
A própria sorte e nunca recebeu
Casa, fortuna, nem amores...
Viveu nas trevas, sofrendo suas dores.
Bem-aventurado aquele que ilumina
Bem-aventurado aquele que ensina
Com corpo rijo e de formol ressequido
Extrai lições de vida e dá sentido
Ao amor que se tem a Medicina.
Maceió, 22 de janeiro de 2008
Prof. Gerson Odilon Pereira
Inicialmente quero agradecê-los
Pelo convite para esta homenagem
A emoção me assaltou a coragem
Sinto-me feliz por agora revê-los
Não vou dar aula e nem dar conselhos
Pois não é própria a ocasião
E para expressar essa gratidão
Farei, no entanto, o que puder,
Dignamente cumprirei o mister
Para externar a minha emoção.
Nada mais melancólico do que falar
Dos mortos aos que vivos estão
Daqueles que não pulsam o coração
Para aqueles que o tem a palpitar
Nada mais desolador do que enxergar
Um corpo morto, frio e enrijecido,
Inerte, sem alma e recolhido
Nas profundezas da misteriosa morte
E por na vida não ter tanta sorte
Agora é um cadáver desconhecido.
Como é triste e doloroso comparar
A vida dançarina, alegre e fugidia
Ansiosa ao ruído que irradia
Do intrínseco movimento a borbulhar
Já a morte que no vazio está
Cabisbaixa, soturna e mergulhada
No abismo imensurável do nada
E porfia apenas encontrar a paz
Nas valas impenetráveis do não-é-mais
Ou na cova silenciosa sepultada
Prezados alunos, portanto prestais
Total atenção ao que tu percebes
As doutas lições que agora recebes
De um corpo inerte, sem nome e que jaz
Na humildade da morte ele traz
Através de mágico pensamento
Para vida este ensinamento
“O ser humano é um contraditório”
E após ouvires o seu falatório
Tereis, por certo, o entendimento:
“Vejam: tudo e nada é o ser humano
Enquanto vivo tudo é vaidade,
É ansioso e tem necessidade,
Conhece a virtude e o desengano.
Já sem o sopro - em eterno sono
Por ser um nada de nada precisa
Não sente falta nem mesmo da brisa
Não exige saúde, nem água nem pão.
Por ira ou pecado não faz oração
E fazer o mal não idealiza.
Amigos formandos a vocês eu digo
Que em mim Deus fez cumprir a lei
Eu já fui pó, porém ao pó voltei
E após minha morte eu fui promovido
De miserável a cadáver desconhecido
E nesse simbolismo pude entender
Qual foi a razão do meu nascer
Por que a fome teve meu endereço
Não podendo recordar o meu começo
Lembro apenas do fim - após morrer.
Morri só, triste, abandonado,
Sem uma vela de luz tremulante
Nenhuma lágrima, nenhum semblante
De um rosto terno ou desesperado
Sem flores e nu fui transportado
Para esta sala de anatomia
Tamanha foi a surpresa e a alegria,
Diante a apreensão e espanto
Festa geral ao invés de pranto
Quando vocês para mim sorriam.
O meu corpo inteiro foi prestado
A servir a Medicina e a humanidade
Meu espírito que não tinha claridade
Ficou totalmente iluminado
Vi que DEUS me havia preparado
Em vida pra cumprir uma missão
Depois de morto tive a compreensão
Que minha dor, meu sofrer e fome
Ensinariam a vocês corretos nomes
Aplicados em prol de outro irmão.
O meu corpo rijo, álgido e dissecado
Meus tecidos e órgãos deram um dia
Exaustivas lições de Anatomia.
Na mesa fria onde foi depositado
As peças do meu corpo retalhado
Foram objetos da tua formação
Para a cura, o alívio ou salvação
Do homem, da mulher e da criança.
Na minha alma ficará doce lembrança
Agradecida desta magna ocasião.
Peço-te apenas que diante de um doente
Mesmo miserável, triste e sofrido
Reviverás este imortal desconhecido
Se atender e respeitar tal paciente
Ama-o como se fosse o teu parente
Teu pai, teu filho ou o teu maior amigo
Conforte-o, cure-o e o dê abrigo
Como forma do teu agradecimento
Então serei teu anjo e luz no firmamento
Além de ser o cadáver desconhecido”.
Assim homenageamos, doutores,
Aquele que em vida desconheceu
A própria sorte e nunca recebeu
Casa, fortuna, nem amores...
Viveu nas trevas, sofrendo suas dores.
Bem-aventurado aquele que ilumina
Bem-aventurado aquele que ensina
Com corpo rijo e de formol ressequido
Extrai lições de vida e dá sentido
Ao amor que se tem a Medicina.
Maceió, 22 de janeiro de 2008
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Como colocar figuras nas comunidades
[b]Por Grafiteiro[/b]
[red]Para postar imagens ou figuras na sua comunidade tem que ser adotadas os procedimentos:[/red]
a) Só o [Green]dono da comunidade[/Green] pode fazer alteração; moderadores são excluídos.
b) O [Green]dono da comunidade[/Green] deve editar em perfil (da comunidade), e não os moderadores.
c) Só comunidades fechadas podem admitir as imagens.
d) Para habilitar, o [Green]dono da comunidade[/Green] deverá [b]permitir postagens com HTML no fórum.[/b]
[purple]Procedimentos para Postar Imagens[/purple]
a) Escolha a sua própria imagem no seu computador;
b) Vá na sua página de recados clique em [b] “adicionar fotos”[/b]
c) Abre uma janela: Clique em [b]“Procurar”;[/b]
d) Uma vez escolhida clique em [b]“Fazer Upload Picture”.[/b]
e) Vai surgir um amontoado de letras. Copie e vá ao local onde deverá aplicar.
Agora é ficar satisfeito com as figuras ilustrando o seu texto.
[red]Para postar imagens ou figuras na sua comunidade tem que ser adotadas os procedimentos:[/red]
a) Só o [Green]dono da comunidade[/Green] pode fazer alteração; moderadores são excluídos.
b) O [Green]dono da comunidade[/Green] deve editar em perfil (da comunidade), e não os moderadores.
c) Só comunidades fechadas podem admitir as imagens.
d) Para habilitar, o [Green]dono da comunidade[/Green] deverá [b]permitir postagens com HTML no fórum.[/b]
[purple]Procedimentos para Postar Imagens[/purple]
a) Escolha a sua própria imagem no seu computador;
b) Vá na sua página de recados clique em [b] “adicionar fotos”[/b]
c) Abre uma janela: Clique em [b]“Procurar”;[/b]
d) Uma vez escolhida clique em [b]“Fazer Upload Picture”.[/b]
e) Vai surgir um amontoado de letras. Copie e vá ao local onde deverá aplicar.
Agora é ficar satisfeito com as figuras ilustrando o seu texto.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
ONIATUANTE SIMPLICIDADE
Paulo Ponce de Leon Filho
Grandeza, Proporção, Numérica Harmonia
são dimensões estéticas características
do Ato Criador que o Belo irradia,
às Artes imanentes, jamais casuísticas.
Nas Ciências Básicas e nas demais,
Procedimentos, Leis e Teorias são
permeados de fortes elos naturais
que Lhe concedem ter Clareza e Coesão.
Mais simples e geral, por sua natureza,
dela cabe dizer-me em justa conclusão
da mais franca maneira, com toda vereza
porque nos faz notar quaisquer incongruências,
condenáveis em toda humana criação:
Matemática, Mãe das Artes e Ciências.
Grandeza, Proporção, Numérica Harmonia
são dimensões estéticas características
do Ato Criador que o Belo irradia,
às Artes imanentes, jamais casuísticas.
Nas Ciências Básicas e nas demais,
Procedimentos, Leis e Teorias são
permeados de fortes elos naturais
que Lhe concedem ter Clareza e Coesão.
Mais simples e geral, por sua natureza,
dela cabe dizer-me em justa conclusão
da mais franca maneira, com toda vereza
porque nos faz notar quaisquer incongruências,
condenáveis em toda humana criação:
Matemática, Mãe das Artes e Ciências.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
A Criação da Xoxota
Mario Quintana
Sete bons homens de fino saber
Criaram a xoxota, como se pode ver:
Chegando na frente, veio um açougueiro
Com a faca afiada deu talho certeiro
Um bom marceneiro, com dedicação.
Fez furo no centro com malho e formão
Em terceiro, o alfaiate, capaz e moderno.
Forrou com veludo o lado interno
Um bom caçador, chegando na hora.
Forrou com raposa a parte de fora.
Em quinto chegou, sagaz pescador
Esfregando um peixe, deu-lhe odor
Em sexto, o bom padre da igreja daqui.
Benzeu-a dizendo: ‘É só pra fazer xixi!’.
Por fim o marujo, zarolho e perneta.
Chupou-a, fodeu-a e chamou-a ... boceta!
Sete bons homens de fino saber
Criaram a xoxota, como se pode ver:
Chegando na frente, veio um açougueiro
Com a faca afiada deu talho certeiro
Um bom marceneiro, com dedicação.
Fez furo no centro com malho e formão
Em terceiro, o alfaiate, capaz e moderno.
Forrou com veludo o lado interno
Um bom caçador, chegando na hora.
Forrou com raposa a parte de fora.
Em quinto chegou, sagaz pescador
Esfregando um peixe, deu-lhe odor
Em sexto, o bom padre da igreja daqui.
Benzeu-a dizendo: ‘É só pra fazer xixi!’.
Por fim o marujo, zarolho e perneta.
Chupou-a, fodeu-a e chamou-a ... boceta!
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
O Peixe
Patativa de Assaré
Tendo por berço o lago cristalino,
Folga o peixe, a nadar todo inocente,
Medo ou receio do porvir não sente,
Pois vive incauto do fatal destino.
Se na ponta de um fio longo e fino
A isca avista, ferra-a inconsciente,
Ficando o pobre peixe, de repente,
Preso ao anzol do pescador ladino.
O camponês também do nosso Estado
Ante a campanha eleitoral, coitado!
Daquele peixe tem a mesma sorte.
Antes do pleito, festa, riso e gosto,
Depois do pleito, imposto e mais imposto
Pobre matuto do sertão do norte!
Tendo por berço o lago cristalino,
Folga o peixe, a nadar todo inocente,
Medo ou receio do porvir não sente,
Pois vive incauto do fatal destino.
Se na ponta de um fio longo e fino
A isca avista, ferra-a inconsciente,
Ficando o pobre peixe, de repente,
Preso ao anzol do pescador ladino.
O camponês também do nosso Estado
Ante a campanha eleitoral, coitado!
Daquele peixe tem a mesma sorte.
Antes do pleito, festa, riso e gosto,
Depois do pleito, imposto e mais imposto
Pobre matuto do sertão do norte!
Sobre a Pré-História do Esoterismo
Por Grafiteiro
É sabido que o esoterismo moderno nasceu após o
Renascentismo. Antes o que existia era estudo
fechados chamados hermetismo que estudava métodos
de se aproximar a Deus. Inicialmente com Hermes o
Trismegistro que tinha herdado do Deus Thot
egípcio. DEpois os gregos absorveram e
desenvolveram o exoterismo. Os romanos só se
aprofundaram depois do cristianismo através do
gnosticismo e outras práticas teosóficas. Com
Paracelso veio o desenvolvimento da Alquimia e com
Euclides a materialização da mística matemática,
mais profética. Mas apenas, após de John Dee, no
renascentismo foi que surgiu um conceito mais
abrangente do esoterismo moderno. Com sua obra
' monas hieroglyphicas ' surgiu a orientação
encampada por todos os movimentos esotéricos como
o Rosa Cruz ( AMORC que é bem recente ), a
francomaçonaria e outras sociedades secretas ...
John Dee tb foi um grande matemático, com seu
Dicionário Enochiano desenvolveu os fundamentos
da criptografia moderna tão útil antes da última
grande guerra mundial aos ingleses. É importante
deslumbrar que o iluminismo foi uma abertura a
ciência moderna. Com seguidores como Francis
Bacon, Locke, Newton, Lyebnitz, Goeth, Kant e
outros do século XVIII como Voltaire e Diderot...
É preciso resgatar Estas obras e estes autores que
ajudaram a difundir novas concepções da prática do
esoterismo moderno.
É sabido que o esoterismo moderno nasceu após o
Renascentismo. Antes o que existia era estudo
fechados chamados hermetismo que estudava métodos
de se aproximar a Deus. Inicialmente com Hermes o
Trismegistro que tinha herdado do Deus Thot
egípcio. DEpois os gregos absorveram e
desenvolveram o exoterismo. Os romanos só se
aprofundaram depois do cristianismo através do
gnosticismo e outras práticas teosóficas. Com
Paracelso veio o desenvolvimento da Alquimia e com
Euclides a materialização da mística matemática,
mais profética. Mas apenas, após de John Dee, no
renascentismo foi que surgiu um conceito mais
abrangente do esoterismo moderno. Com sua obra
' monas hieroglyphicas ' surgiu a orientação
encampada por todos os movimentos esotéricos como
o Rosa Cruz ( AMORC que é bem recente ), a
francomaçonaria e outras sociedades secretas ...
John Dee tb foi um grande matemático, com seu
Dicionário Enochiano desenvolveu os fundamentos
da criptografia moderna tão útil antes da última
grande guerra mundial aos ingleses. É importante
deslumbrar que o iluminismo foi uma abertura a
ciência moderna. Com seguidores como Francis
Bacon, Locke, Newton, Lyebnitz, Goeth, Kant e
outros do século XVIII como Voltaire e Diderot...
É preciso resgatar Estas obras e estes autores que
ajudaram a difundir novas concepções da prática do
esoterismo moderno.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
O HermetismoIII
Por Grafiteiro
Para o hermetismo, o cosmo é uma unidade, cujos elementos são todos interdependentes. O conhecimento também é unitário, e as diversas ciências se prendem uma às outras por vínculos de profunda afinidade, como a filosofia em relação à astrologia, à medicina, à magia, etc. O ser do homem ( microcosmo) encontra correspondência, ou ressonância, no mundo ( macrocosmo). Sua cabeça corresponde ao céu; seus olhos, ao Sol e a Lua; seu peito, ao ar; seu ventre , a terra, e seu coração, à inteligência e à sabedoria. A unidade do cosmo explica a influência dos astros na conduta dos homens, objeto da astrologia e dos presságios, que, inacessíveis à razão, só podem ser conhecidos pela revelação. A distinção entre religião e filosofia, filosofia e ciência, tende a apagar-se, sendo substituída por uma única ciência, que consiste no conhecimento do mundo em sua totalidade. O Deus do hermetismo é um deus de amor, e a pessoa é considerada de um ponto de vista escatológico. O mundo é mau, e é em outro mundo que se deve encontrar o 'deus absconditus', que só se revela a aqueles que o procuram. O destino da alma imortal é unir-se a Deus e contemplá-lo na eternidade. Deus é a origem da alma, que, enclausurada no corpo e no mundo, deve passar pela morte mística, a fim de retornar ao seu princípio. A criação das almas, de que se ocupa o 'Koré kosmou' , é semelhante a um processo alquímico que, em momentos sucessivos, as distribui em diversas categorias, pois embora sejam eternas, as almas são todas diferentes umas das outras. Como se vê, o hermetismo permeia as concepções religiosas, filosóficas e científicas. O hermetismo enquanto se desprende do conceito religioso, teosófico e filosófico, passou a significar, na linguagem corrente, a característica do que é fechado, secreto, oculto, impenetrável, indecifrável, quer se trate de conhecimento, quer de técnica ou de criação artística.
Para o hermetismo, o cosmo é uma unidade, cujos elementos são todos interdependentes. O conhecimento também é unitário, e as diversas ciências se prendem uma às outras por vínculos de profunda afinidade, como a filosofia em relação à astrologia, à medicina, à magia, etc. O ser do homem ( microcosmo) encontra correspondência, ou ressonância, no mundo ( macrocosmo). Sua cabeça corresponde ao céu; seus olhos, ao Sol e a Lua; seu peito, ao ar; seu ventre , a terra, e seu coração, à inteligência e à sabedoria. A unidade do cosmo explica a influência dos astros na conduta dos homens, objeto da astrologia e dos presságios, que, inacessíveis à razão, só podem ser conhecidos pela revelação. A distinção entre religião e filosofia, filosofia e ciência, tende a apagar-se, sendo substituída por uma única ciência, que consiste no conhecimento do mundo em sua totalidade. O Deus do hermetismo é um deus de amor, e a pessoa é considerada de um ponto de vista escatológico. O mundo é mau, e é em outro mundo que se deve encontrar o 'deus absconditus', que só se revela a aqueles que o procuram. O destino da alma imortal é unir-se a Deus e contemplá-lo na eternidade. Deus é a origem da alma, que, enclausurada no corpo e no mundo, deve passar pela morte mística, a fim de retornar ao seu princípio. A criação das almas, de que se ocupa o 'Koré kosmou' , é semelhante a um processo alquímico que, em momentos sucessivos, as distribui em diversas categorias, pois embora sejam eternas, as almas são todas diferentes umas das outras. Como se vê, o hermetismo permeia as concepções religiosas, filosóficas e científicas. O hermetismo enquanto se desprende do conceito religioso, teosófico e filosófico, passou a significar, na linguagem corrente, a característica do que é fechado, secreto, oculto, impenetrável, indecifrável, quer se trate de conhecimento, quer de técnica ou de criação artística.
Decálogo Erótico (José de Castro - Natal/RN, 08/03/08)
Este poema singular foi dedicado
a poetisa Cherry Blossom
1.Você me acende o desejo:
teus seios, tuas coxas,
teus lábios, tua língua e teus molhados beijos.
2.Meus dedos
mágicos, em sinfonia,
arrepiam você.
3.Minha língua travessa
afia o gume
dos teus delírios de prazer.
4.Minha boca arteira,
ávida e gulosa,
te devora inteira.
5.Vem pra minha cama
preguiçar e espreguiçar
longos gozos de nunca mais se acabar.
6Vamos juntos ecoar
a doce melodia
de gemidos de amor ao luar.
7.Nos teus macios lençóis,
na seda dos teus lábios,
nas tuas coxas a estremecer,
anoiteço em orgasmos pra valer.
8.Em suave amanhecer,
teu beijo-sol
inaugura mais um dia de prazer.
9.A cada novo dia,
teu beijo apaixonado me arrepia:
prazer, gozo, alegria.
10.Viver sempre ao teu lado
é uma funda alegria,
loucamente apaixonado,
no tesão de cada dia
a poetisa Cherry Blossom
1.Você me acende o desejo:
teus seios, tuas coxas,
teus lábios, tua língua e teus molhados beijos.
2.Meus dedos
mágicos, em sinfonia,
arrepiam você.
3.Minha língua travessa
afia o gume
dos teus delírios de prazer.
4.Minha boca arteira,
ávida e gulosa,
te devora inteira.
5.Vem pra minha cama
preguiçar e espreguiçar
longos gozos de nunca mais se acabar.
6Vamos juntos ecoar
a doce melodia
de gemidos de amor ao luar.
7.Nos teus macios lençóis,
na seda dos teus lábios,
nas tuas coxas a estremecer,
anoiteço em orgasmos pra valer.
8.Em suave amanhecer,
teu beijo-sol
inaugura mais um dia de prazer.
9.A cada novo dia,
teu beijo apaixonado me arrepia:
prazer, gozo, alegria.
10.Viver sempre ao teu lado
é uma funda alegria,
loucamente apaixonado,
no tesão de cada dia
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Regras de oficina para escritores
Por Grafiteiro
Estas observações foram registradas por mim, como de extrema utilidade na arte de escrever
Regras da arte de fazer contos
A) Evitar sempre o uso dos pronomes possessivos.
B) Evitar o uso de excessivos advérbios de modo.
C) Disciplinar o uso dos artigos.
D) Não dê pistas ao usuário. Deixe fluir a narrativa.
E) Ter cuidado com as cacofonias.
F) Verificar o uso excessivo de conectivos “e” e “mas”.
G) O uso de sinais como exclamação devem ser evitados.
H) A harmonia e o equilíbrio sempre realçam o texto.
I) O uso da ladainha (palavras repetidas) deve ser evitado.
J) O segredo da narrativa é o condicional.
K) Toda cena tem pulso, respeite seu movimento.
L) Itálico e negrito deve ser condenável.
M) É livre o diálogo indireto.
N) Palavra boa é aquela que não requer muleta.
O) Na construção dos personagens o autor deve ser um pouco “esquizofrênico”.
P) O narrador pode tudo menos ser onisciente.
Q) A abertura de um texto é fundamental no contexto da obra. Prende o leitor.
R) Não explique nada; o leitor é quem fará a interpretação.
Estas observações foram registradas por mim, como de extrema utilidade na arte de escrever
Regras da arte de fazer contos
A) Evitar sempre o uso dos pronomes possessivos.
B) Evitar o uso de excessivos advérbios de modo.
C) Disciplinar o uso dos artigos.
D) Não dê pistas ao usuário. Deixe fluir a narrativa.
E) Ter cuidado com as cacofonias.
F) Verificar o uso excessivo de conectivos “e” e “mas”.
G) O uso de sinais como exclamação devem ser evitados.
H) A harmonia e o equilíbrio sempre realçam o texto.
I) O uso da ladainha (palavras repetidas) deve ser evitado.
J) O segredo da narrativa é o condicional.
K) Toda cena tem pulso, respeite seu movimento.
L) Itálico e negrito deve ser condenável.
M) É livre o diálogo indireto.
N) Palavra boa é aquela que não requer muleta.
O) Na construção dos personagens o autor deve ser um pouco “esquizofrênico”.
P) O narrador pode tudo menos ser onisciente.
Q) A abertura de um texto é fundamental no contexto da obra. Prende o leitor.
R) Não explique nada; o leitor é quem fará a interpretação.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Epitáfio ( Manoel M. B. Du Bocage)
Por Grafiteiro
Lá, quando em mim perder a humanidade
Mais um daqueles, que não fazem falta,
Verbi-gratia – teólogo, o peralta,
Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade
Não quero funeral comunidade,
Que engorde sub-vernites em voz alta;
Pigados gatarrões, gente de malta.
Eu também vos dispenso a caridade:
Mas quando fumagenta enxada idosa
Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:
“Aqui dorme, Bocage , o putanheiro,
Passou vida folgada, e milagrosa;
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro”.
Lá, quando em mim perder a humanidade
Mais um daqueles, que não fazem falta,
Verbi-gratia – teólogo, o peralta,
Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade
Não quero funeral comunidade,
Que engorde sub-vernites em voz alta;
Pigados gatarrões, gente de malta.
Eu também vos dispenso a caridade:
Mas quando fumagenta enxada idosa
Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:
“Aqui dorme, Bocage , o putanheiro,
Passou vida folgada, e milagrosa;
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro”.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
O Sábado 22/09/2008
Se não conheces a magia do sábado
não conheces a magia do amor.
Por Grafiteiro
Os relacionamentos não tem regras
se procuram
se acham
conversam
nada haverá que os limitem
da intimidade
das artes
do lirismo
tudo lhes são permitido
mas para mim
existe algo simbólico:
o sábado,
sem ele
sem...
não conheces a magia do amor.
Por Grafiteiro
Os relacionamentos não tem regras
se procuram
se acham
conversam
nada haverá que os limitem
da intimidade
das artes
do lirismo
tudo lhes são permitido
mas para mim
existe algo simbólico:
o sábado,
sem ele
sem...
O Ponto 22/09/2008
Por Grafiteiro
Hoje passaste para me dizer
Que tinha se lembrado de mim
Enviaste um beijo.
E eis que chegou a mim
Quando abri o PC e o detectei num cantinho
Foi aquele beijo acanhado
Sincopado, magro.
Só consoantes
Me lembro dos áureos tempos
Desconfiava de um e-mail
Com um ponto
Apenas um ponto
E nada mais
A vela apagou
Nós sabemos disso
Nada a reclamar
Tudo já foi dito
Sua ausência em cima
De outras ausências
Deixou saudades
Aquele ponto
Ponto final
Hoje passaste para me dizer
Que tinha se lembrado de mim
Enviaste um beijo.
E eis que chegou a mim
Quando abri o PC e o detectei num cantinho
Foi aquele beijo acanhado
Sincopado, magro.
Só consoantes
Me lembro dos áureos tempos
Desconfiava de um e-mail
Com um ponto
Apenas um ponto
E nada mais
A vela apagou
Nós sabemos disso
Nada a reclamar
Tudo já foi dito
Sua ausência em cima
De outras ausências
Deixou saudades
Aquele ponto
Ponto final
domingo, 21 de setembro de 2008
Não Demore (22 de setembro de 2008)
Por Grafiteiro
Diria errei, assumo
Tentar acertar, esqueci
Acostumo
Deixaste, senti.
........................
Espera levar
Querendo
Saiba amar
Sonhando.
..........................
Pressa.
Sigo esperando
Perdeu
Retorna devagar,
venho remando
Chorar esquecer.
Diria errei, assumo
Tentar acertar, esqueci
Acostumo
Deixaste, senti.
........................
Espera levar
Querendo
Saiba amar
Sonhando.
..........................
Pressa.
Sigo esperando
Perdeu
Retorna devagar,
venho remando
Chorar esquecer.
Oração aos Deuses
Por Grafiteiro
Oh Deuses e todas Forças da Natureza ....que estais em toda parte, santificados sejam os vossos nomes, aqui nesta Cidade Virtual como nos cosmos, sejam feitas as suasvontades... abençoai-nos a cada dia.... Fazei com que a fraternidade, a tolerância e o amor pairem entre nós, que as forças mágicas penetrem na vida de cada um para sermos justos; livrem-nos da desonra, das perseguições e de toda iniquidade; dai-nos coragem, determinação e firmeza em nossos compromissos..... Não deixais cair na tentação da fraude, do desrespeito e da usurpação e do que não nos são próprios....Ainda que andemos pelas sendas das ruas de cada bairro não tenhamos medo algum....sintamos as vossas presenças protetoras a guiarmos dentro da sabedoria... Oh! Céus! Oh! Deuses e todas as Forças da Natureza...
Oh Deuses e todas Forças da Natureza ....que estais em toda parte, santificados sejam os vossos nomes, aqui nesta Cidade Virtual como nos cosmos, sejam feitas as suasvontades... abençoai-nos a cada dia.... Fazei com que a fraternidade, a tolerância e o amor pairem entre nós, que as forças mágicas penetrem na vida de cada um para sermos justos; livrem-nos da desonra, das perseguições e de toda iniquidade; dai-nos coragem, determinação e firmeza em nossos compromissos..... Não deixais cair na tentação da fraude, do desrespeito e da usurpação e do que não nos são próprios....Ainda que andemos pelas sendas das ruas de cada bairro não tenhamos medo algum....sintamos as vossas presenças protetoras a guiarmos dentro da sabedoria... Oh! Céus! Oh! Deuses e todas as Forças da Natureza...
Defendei-nos dos nossos inimigos, ( ), iluminai a nossa compreensão para podermos lutar e ter paciência para esperar por suas divinas benevolências e misericórdias pelos nossos atos abusivos... Tendes piedades de nós! Tende Piedade de nós! Tende piedade de nós. .. Oh! Céus! Oh! Deuses e todas as Forças da Natureza...
A cada dia nos dai forças e energias para podermos ser criativos, produtivos e harmoniosos com tudo e com todos... Tende piedade de nós! Tende piedade de nós! Tende piedade de nós! Oh! Céus! Oh! Deuses e todas as Forças da Natureza... Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoarmos a aqueles que nos tem ofendido... rogais por nós, pecadores... Dai-nos saúde para o nosso corpo e mente para termos firmeza a cada dia para o trabalho, a dignidade e o amor... Oh! Céus! Oh! Deuses e todas as Forças da Natureza Dai-nos humildade, e consciência de nossa limitação; afastai a arrogância, o egoísmo e a indiferença do nosso seio; porque todos os nossos atos constituem o poder e a glória de nossos Deuses e de nossa Comunidade. E, que todos aqueles que crerem não pereçam, e tenham uma vida eterna, mas para aqueles descrentes, desobedientes e iníquos tenham tilts, sejam travados e sejam detonados do nosso meio... Amém!
Digressão sobre o Futuro
Por Grafiteiro
Existe uma preocupação em se buscar informação sobre o futuro. Um verdadeiro fascínio e mistério desperta todas as atenções do ser humano. Desde a ciência quando quer saber,por exemplo, uma futura rota de um meteoro com as suas coordenadas espaço, velocidade e tempo, Neste caso haveria uma e somente uma ocorrência previsível. Assim, se procura desenvolver todas as ciências ditas exatas. Por outro lado, dentro desta mesma perspectiva,existe outras ciências voltadas ao passado como a História, a Arqueologia e a Paleontologia..Há uma busca e um determinismo em suas aspirações. No campo metafísico existe a religião, a filosofia e os estudos ocultistas de campos relegados pela conduta da ciência....Tanto uns como outros se voltam a uma perspectiva futura. Profecias. promessas, vatciníos e destinos são exemplos dessa busca em todos os campos de conhecimento humano. É uma necessidade da natureza humana! Entretanto,com o desenvolvimento da ciência moderna, como a FísicaQuântica, com o os estudos de eisemberg sobre o Princípio da Incerteza, trouxe uma verdadeira revolução nos conceitos de todas as ciências... muito embora a religião tenha pouco prosperado e relute em admitira dinâmica das coisas, mantendo, pois arrogante no tempo, seus dogmas imutáveis....Se para o Princípio da Incerteza quando se consegue determinar a posição de uma partícula,não se pode determinar à sua velocidade e vice versa.. E que o próprio instrumento de medida perturba a leitura eficaz e eficiente. Há umaindeterminação precisa! O resultadoagora é restrito à possibilidade estatística---- a um campo limitado da ocorrência. É neste ponto que passamos a indagar se o futuro édeterminado ou não. Melhor, existe um futuro ou vários futuros? Por paradoxal que seja, devivermos querendo o determinismo das coisas creio na impossibilidade de sermos exatos, perfeitos e tudo que leve a isto...Sempre ocorrerá novos dados, novas situações....como diziam os gregos, o oráculo indica a realidade,mas todos temos o arbítrio de multitraçar o futuro.
Existe uma preocupação em se buscar informação sobre o futuro. Um verdadeiro fascínio e mistério desperta todas as atenções do ser humano. Desde a ciência quando quer saber,por exemplo, uma futura rota de um meteoro com as suas coordenadas espaço, velocidade e tempo, Neste caso haveria uma e somente uma ocorrência previsível. Assim, se procura desenvolver todas as ciências ditas exatas. Por outro lado, dentro desta mesma perspectiva,existe outras ciências voltadas ao passado como a História, a Arqueologia e a Paleontologia..Há uma busca e um determinismo em suas aspirações. No campo metafísico existe a religião, a filosofia e os estudos ocultistas de campos relegados pela conduta da ciência....Tanto uns como outros se voltam a uma perspectiva futura. Profecias. promessas, vatciníos e destinos são exemplos dessa busca em todos os campos de conhecimento humano. É uma necessidade da natureza humana! Entretanto,com o desenvolvimento da ciência moderna, como a FísicaQuântica, com o os estudos de eisemberg sobre o Princípio da Incerteza, trouxe uma verdadeira revolução nos conceitos de todas as ciências... muito embora a religião tenha pouco prosperado e relute em admitira dinâmica das coisas, mantendo, pois arrogante no tempo, seus dogmas imutáveis....Se para o Princípio da Incerteza quando se consegue determinar a posição de uma partícula,não se pode determinar à sua velocidade e vice versa.. E que o próprio instrumento de medida perturba a leitura eficaz e eficiente. Há umaindeterminação precisa! O resultadoagora é restrito à possibilidade estatística---- a um campo limitado da ocorrência. É neste ponto que passamos a indagar se o futuro édeterminado ou não. Melhor, existe um futuro ou vários futuros? Por paradoxal que seja, devivermos querendo o determinismo das coisas creio na impossibilidade de sermos exatos, perfeitos e tudo que leve a isto...Sempre ocorrerá novos dados, novas situações....como diziam os gregos, o oráculo indica a realidade,mas todos temos o arbítrio de multitraçar o futuro.
Paracelso
Por Grafiteiro
Filipe Bombast von Hohenheim , cognominado Paracelso foi um médico suíço que nasceu em 1493 e morreu em 1541.Ele é um dos mais admirados alquimistas de todos os tempos, sendo considerado o Pai da Medicina Hermética. As suas doutrinas que chegaram aos nossos dias, tem como fundamento na correspondência entre o mundo exterior ao corpo como o meio ambiente e até mesmo as influências astrais ( macrocosmo ) com o mundo interior das diferentes partes do organismo dos seres humanos ( microcosmo ). A saúde do ser humano consistia em um perfeito equilíbrio entre estes dois campos. Quando havia desigualdades proporcionavam o surgimento de doenças, pregava ele que a longevidade estava assentada na harmonia do homem e o seu meio. Pode-se assim se dizer que ele foi precursor do holismo no mundo ocidental. Ele foi quem introduziu as concepções de Hermes o Trismegistro para o domínio aplicado ao ocultismo iluminista do Renascentismo. Para melhor compreendermos os baluartes do ocultismo é necessário que procuremos desvendar suas biografias, seus textos e seus ensinamentos.Assim contribuiremos para o enriquecimento cultural de nossa comunidade Magia Virtual. Se você tem alguma literatura sobre estes tão insignes homens do passado, indique, faça sumário e publique neste espaço que constitui uma tribuna da Magia Virtual.
Filipe Bombast von Hohenheim , cognominado Paracelso foi um médico suíço que nasceu em 1493 e morreu em 1541.Ele é um dos mais admirados alquimistas de todos os tempos, sendo considerado o Pai da Medicina Hermética. As suas doutrinas que chegaram aos nossos dias, tem como fundamento na correspondência entre o mundo exterior ao corpo como o meio ambiente e até mesmo as influências astrais ( macrocosmo ) com o mundo interior das diferentes partes do organismo dos seres humanos ( microcosmo ). A saúde do ser humano consistia em um perfeito equilíbrio entre estes dois campos. Quando havia desigualdades proporcionavam o surgimento de doenças, pregava ele que a longevidade estava assentada na harmonia do homem e o seu meio. Pode-se assim se dizer que ele foi precursor do holismo no mundo ocidental. Ele foi quem introduziu as concepções de Hermes o Trismegistro para o domínio aplicado ao ocultismo iluminista do Renascentismo. Para melhor compreendermos os baluartes do ocultismo é necessário que procuremos desvendar suas biografias, seus textos e seus ensinamentos.Assim contribuiremos para o enriquecimento cultural de nossa comunidade Magia Virtual. Se você tem alguma literatura sobre estes tão insignes homens do passado, indique, faça sumário e publique neste espaço que constitui uma tribuna da Magia Virtual.
O Hermetismo II
Por Grafiteiro
O hermetismo é uma doutrina religiosa e secreta, impregnada de astrologia, cultivada nos templos egípcios e em círculos de iniciados, distinguindo-se da filosofia grega, racional e exotérica. A tradição hermética, que se transmitiria à idade Média e ao Renascimento, particularmente no que se refere às ciências ocultas e à prática da magia, é entendida como a 'arte real', ou fabricação do ouro. Essa arte, porém, não se propõe a fabricação do ouro apenas no crisol, como metal precioso, mas principalmente no homem, que livre da ganga, da escória, se torna capaz de emergir para luz. Desentranhando no homem o ouro que nele contém, e tornando-o ser luminoso, a alquimia se revela uma arte essencialmente iniciática. Entende-se que esta separação do ouro da ganga que o envolve, a alquimia é um processo de despojamento, ou de purificação, que liberta o homem dos desejos representados pela humanidade. Promovendo o acesso do espesso ao sutil, permite que as partes superiores da alma recuperem sua leveza, sua volatilidade, constituindo-se a separação alquímica, a libertação do espírito de sua prisão corpórea, na qual se acha como se estivesse morto, promovendo a sua ressurreição. O hermetismo utiliza símbolos que, à maneira das metáforas, exprimem o que a palavra é incapaz de significar, como a árvore, por exemplo, que representa a vida universal. Estranho a qualquer ideia de confraria religiosa, ou de Igreja, o hermetismo não tem sacramentos, e aqueles que o aceitam e praticam fazem-no de acordo com sua capacidade, independentemente de hierarquias. É feito com relação à prática da oração, que também não está ligada a nenhum culto determinado.
O hermetismo é uma doutrina religiosa e secreta, impregnada de astrologia, cultivada nos templos egípcios e em círculos de iniciados, distinguindo-se da filosofia grega, racional e exotérica. A tradição hermética, que se transmitiria à idade Média e ao Renascimento, particularmente no que se refere às ciências ocultas e à prática da magia, é entendida como a 'arte real', ou fabricação do ouro. Essa arte, porém, não se propõe a fabricação do ouro apenas no crisol, como metal precioso, mas principalmente no homem, que livre da ganga, da escória, se torna capaz de emergir para luz. Desentranhando no homem o ouro que nele contém, e tornando-o ser luminoso, a alquimia se revela uma arte essencialmente iniciática. Entende-se que esta separação do ouro da ganga que o envolve, a alquimia é um processo de despojamento, ou de purificação, que liberta o homem dos desejos representados pela humanidade. Promovendo o acesso do espesso ao sutil, permite que as partes superiores da alma recuperem sua leveza, sua volatilidade, constituindo-se a separação alquímica, a libertação do espírito de sua prisão corpórea, na qual se acha como se estivesse morto, promovendo a sua ressurreição. O hermetismo utiliza símbolos que, à maneira das metáforas, exprimem o que a palavra é incapaz de significar, como a árvore, por exemplo, que representa a vida universal. Estranho a qualquer ideia de confraria religiosa, ou de Igreja, o hermetismo não tem sacramentos, e aqueles que o aceitam e praticam fazem-no de acordo com sua capacidade, independentemente de hierarquias. É feito com relação à prática da oração, que também não está ligada a nenhum culto determinado.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Ocultismo, Religião e Cência
Por Grafiteiro
A verdade e o conhecimento, não estão apenas lá fora,
mas também dentro de cada um de nós. Grafiteiro
Muita gente pergunta o que vem a ser o Ocultismo? Outros acreditam que o ocultismo faça parte do estudo das religiões. Porém muitos sentem um fascínio pelo desconhecido e pelo insólito, mas padecem de uma fundamentação para explicar a sua atuação dentro do Ocultismo. Vamos tentar fazer uma digressão entre o que vem a ser Ocultismo, Religião e Ciência. Não para confundir ou sobrepor umas com as outras, mas para dirimir espectativas que possam desnortear o significado próprio da Ciência, da Religião e...enfim do Ocultismo! Primeiramente é necessário conceituar cada uma, a fim de tornar mais plausível à sua compreensão pois são campos distintos, apesar de suas intersecções e justaposições.
A Ciência significa a busca pelo saber metódico a partir das observações, deduções e demonstrações que podem ser teóricas ou práticas de natureza experimental. O conhecimento da verdade científica é construída em cima de modelos físicos e seus significados são conceituados pela linguagem quer escrita, falada ou reproduzida eletromecanicamente, bem como pela linguagem matemática. Quando ocorre uma evidência que se excetua, cria-se um novo modelo mais abrangente incorporando valores antigos somados aos novos conhecimentos. O comportamento científico é baseado na refutabilidade, ou seja, no poder da negação. Enquanto a verdade científica puder resistir às críticas, permanecerá como a verdade do presente. Amanhã, poderá sofrer novas mudanças. A essência da Ciência está na interligação de todos os conhecimentos materiais, o que chamou Newton, Einstein e outros de "mecânica"; de que tudo pode mudar, tudo está em movimento, permeado por uma crescente somatória de novos conhecimentos mensuráveis, num desenvolvimento sem fim, denominado como progresso ou evolução. A Religião etmologicamente está assentada nos vocábulos latinos religione e religari, que significa a união do homem com Deus, no seu sentido mais amplo. Todas as religiões partem do princípio que todos somos pecadores, isto é, culpados, portanto devedores espiritualmente. A moral associada a Religião induz ou promete uma remissão dos pecados e uma busca da perfeição em vida para o gozo pós-morte. A religião se fundamenta nas coisas que se dizem espirituais e morais. Geralmente alguém recebe uma revelação do Divino, e torna pública a perspectiva das novas ideias para vencer seu estado natural que é viver em pecado. Mostra-se métodos e preceitos para atingir a perfeição ou viver melhor a partir de exemplos de pessoas que lutaram pela fé... A promessa de uma satisfação pós-morte faz parte do seus ideais. Sem ele o Homem se reduziria a nada. Teria apenas uma morte final sem necessariamente auferir das vantagens de viver com Deus! O corpo das ideias reveladas são descritos, geralmente por um livro dito sagrado que contêm os seus deveres para com Deus, e estatui que Ele possa perdoar com sua imensa misericórdia as transgressões dos pecadores. O ideário religioso não aceita críticas ou questionamentos, mas de uma adesão incondicional. Todos os preceitos, regras e mandamentos são considerados dogmas acima de qualquer variável com o espaço e o tempo. Quando surge reinterpretações desses dogmas, criam-se outros e formam-se novas religiões. Entretanto, são considerados religiões quando os preceitos são unilateralmente aceitos e pregados por toda a comunidade religiosa. Quando não, são chamados de seitas, que por sua vez formam federações que preservam a autonomia litúrgica. Portanto não existe uma teologia uníssona, mas de variações sobre o mesmo tema, mesmo que seja organizacionalmente. O Ocultismo significa a doutrina do oculto, ou seja, o conjunto de artes, ciência e métodos ocultos. Essencialmente busca fazer análises e predições do presente passado e futuro, bem como criar condições para uma melhor ampliação do poder do homem. Faz parte da sobrevivência das concepções primitivas da humanidade numa suposição que existe uma causalidade ou um nexo entre os fenômenos desconhecidos perpetrados por agentes misteriosos ou forças desconhecidas que escapam de toda compreensão lógica e formal para uma explicação racional. O Ocultismo compreende a Magia, a Astrologia e Alquimia bem como dos diferentes processos adivinhatórios. O Ocultismo sempre foi condenado ou criticado tanto pela ciência como pela Religião, muito, embora, estas disponham de valores similares, quer morais, místicos ou científicos. O Ocultismo não promete, indica as possibilidades futuras em função de uma exegese passada, fazendo com que haja uma interferência do homem com o seu livre arbítrio, contra os desígnios e possibilidades que ameaçam o seu presente e futuro. Há controvérsia em torno de sua metodologia e comportamentos de muitos dos que se dizem ocultistas, isto faz penar este segmento do conhecimento humano tão mal estudado, mal desenvolvidos e deveras criticado, combatido e segregado. O Ocultismo não contradiz a religião nem tampouco despreza a ciência formal. Ela pode ser encarada como um estado intermediário entre tanto a Ciência como a Religião.Quando se estuda ou se desenvolve organizadamente são chamadas de Ordens. Isto é, o esoterismo no seu sentido estrictu sensu. Estes conhecimentos são reservados para os iniciados que sob juramento, tornam-se reservados. Quando os conhecimentos admitidos são possíveis de exposição pública, sem quebra de juramento, são chamados de conhecimentos exotéricos, portanto disponíveis à sociedade. Geralmente os conhecimentos são empíricos e estruturados em paradigmas dos quais se retiram os sortilégios norteadores das sinas individuais do ser humano. Não existe necessariamente uma generalidade de acontecimentos previstos para todos, mas sim de possibilidades, probabilidades e psicologia aplicada. O Ocultismo, a Religião e a Ciência na verdade não se contrapõe , apenas se conflitam nas metodologias aplicadas. A Ciência opera com os fenômenos materiais que exigem mensuração, a Religião opera espiritualmente, colimando com uma perspectiva futura de uma integração do homem com Deus. E o Ocultismo opera dentro de um presente, instruindo uma análise alternativa diante das possíveis perspectivas futuras. Cabe ao homem discernir estes campos tão próximos e tão distantes, desenvolvendo uma consciência crítica de convívio, sem querer interpor os conceitos de uns sobre os outros, já que envolve metodologias e objetivos diferentes!
A verdade e o conhecimento, não estão apenas lá fora,
mas também dentro de cada um de nós. Grafiteiro
Muita gente pergunta o que vem a ser o Ocultismo? Outros acreditam que o ocultismo faça parte do estudo das religiões. Porém muitos sentem um fascínio pelo desconhecido e pelo insólito, mas padecem de uma fundamentação para explicar a sua atuação dentro do Ocultismo. Vamos tentar fazer uma digressão entre o que vem a ser Ocultismo, Religião e Ciência. Não para confundir ou sobrepor umas com as outras, mas para dirimir espectativas que possam desnortear o significado próprio da Ciência, da Religião e...enfim do Ocultismo! Primeiramente é necessário conceituar cada uma, a fim de tornar mais plausível à sua compreensão pois são campos distintos, apesar de suas intersecções e justaposições.
A Ciência significa a busca pelo saber metódico a partir das observações, deduções e demonstrações que podem ser teóricas ou práticas de natureza experimental. O conhecimento da verdade científica é construída em cima de modelos físicos e seus significados são conceituados pela linguagem quer escrita, falada ou reproduzida eletromecanicamente, bem como pela linguagem matemática. Quando ocorre uma evidência que se excetua, cria-se um novo modelo mais abrangente incorporando valores antigos somados aos novos conhecimentos. O comportamento científico é baseado na refutabilidade, ou seja, no poder da negação. Enquanto a verdade científica puder resistir às críticas, permanecerá como a verdade do presente. Amanhã, poderá sofrer novas mudanças. A essência da Ciência está na interligação de todos os conhecimentos materiais, o que chamou Newton, Einstein e outros de "mecânica"; de que tudo pode mudar, tudo está em movimento, permeado por uma crescente somatória de novos conhecimentos mensuráveis, num desenvolvimento sem fim, denominado como progresso ou evolução. A Religião etmologicamente está assentada nos vocábulos latinos religione e religari, que significa a união do homem com Deus, no seu sentido mais amplo. Todas as religiões partem do princípio que todos somos pecadores, isto é, culpados, portanto devedores espiritualmente. A moral associada a Religião induz ou promete uma remissão dos pecados e uma busca da perfeição em vida para o gozo pós-morte. A religião se fundamenta nas coisas que se dizem espirituais e morais. Geralmente alguém recebe uma revelação do Divino, e torna pública a perspectiva das novas ideias para vencer seu estado natural que é viver em pecado. Mostra-se métodos e preceitos para atingir a perfeição ou viver melhor a partir de exemplos de pessoas que lutaram pela fé... A promessa de uma satisfação pós-morte faz parte do seus ideais. Sem ele o Homem se reduziria a nada. Teria apenas uma morte final sem necessariamente auferir das vantagens de viver com Deus! O corpo das ideias reveladas são descritos, geralmente por um livro dito sagrado que contêm os seus deveres para com Deus, e estatui que Ele possa perdoar com sua imensa misericórdia as transgressões dos pecadores. O ideário religioso não aceita críticas ou questionamentos, mas de uma adesão incondicional. Todos os preceitos, regras e mandamentos são considerados dogmas acima de qualquer variável com o espaço e o tempo. Quando surge reinterpretações desses dogmas, criam-se outros e formam-se novas religiões. Entretanto, são considerados religiões quando os preceitos são unilateralmente aceitos e pregados por toda a comunidade religiosa. Quando não, são chamados de seitas, que por sua vez formam federações que preservam a autonomia litúrgica. Portanto não existe uma teologia uníssona, mas de variações sobre o mesmo tema, mesmo que seja organizacionalmente. O Ocultismo significa a doutrina do oculto, ou seja, o conjunto de artes, ciência e métodos ocultos. Essencialmente busca fazer análises e predições do presente passado e futuro, bem como criar condições para uma melhor ampliação do poder do homem. Faz parte da sobrevivência das concepções primitivas da humanidade numa suposição que existe uma causalidade ou um nexo entre os fenômenos desconhecidos perpetrados por agentes misteriosos ou forças desconhecidas que escapam de toda compreensão lógica e formal para uma explicação racional. O Ocultismo compreende a Magia, a Astrologia e Alquimia bem como dos diferentes processos adivinhatórios. O Ocultismo sempre foi condenado ou criticado tanto pela ciência como pela Religião, muito, embora, estas disponham de valores similares, quer morais, místicos ou científicos. O Ocultismo não promete, indica as possibilidades futuras em função de uma exegese passada, fazendo com que haja uma interferência do homem com o seu livre arbítrio, contra os desígnios e possibilidades que ameaçam o seu presente e futuro. Há controvérsia em torno de sua metodologia e comportamentos de muitos dos que se dizem ocultistas, isto faz penar este segmento do conhecimento humano tão mal estudado, mal desenvolvidos e deveras criticado, combatido e segregado. O Ocultismo não contradiz a religião nem tampouco despreza a ciência formal. Ela pode ser encarada como um estado intermediário entre tanto a Ciência como a Religião.Quando se estuda ou se desenvolve organizadamente são chamadas de Ordens. Isto é, o esoterismo no seu sentido estrictu sensu. Estes conhecimentos são reservados para os iniciados que sob juramento, tornam-se reservados. Quando os conhecimentos admitidos são possíveis de exposição pública, sem quebra de juramento, são chamados de conhecimentos exotéricos, portanto disponíveis à sociedade. Geralmente os conhecimentos são empíricos e estruturados em paradigmas dos quais se retiram os sortilégios norteadores das sinas individuais do ser humano. Não existe necessariamente uma generalidade de acontecimentos previstos para todos, mas sim de possibilidades, probabilidades e psicologia aplicada. O Ocultismo, a Religião e a Ciência na verdade não se contrapõe , apenas se conflitam nas metodologias aplicadas. A Ciência opera com os fenômenos materiais que exigem mensuração, a Religião opera espiritualmente, colimando com uma perspectiva futura de uma integração do homem com Deus. E o Ocultismo opera dentro de um presente, instruindo uma análise alternativa diante das possíveis perspectivas futuras. Cabe ao homem discernir estes campos tão próximos e tão distantes, desenvolvendo uma consciência crítica de convívio, sem querer interpor os conceitos de uns sobre os outros, já que envolve metodologias e objetivos diferentes!
Cometas e Estrelas
Por Grafiteiro
Há pessoas estrelas; Há pessoas cometas. Os cometas passam. Apenas são lembrados pelas datas que passam e retornam. As estrelas permanecem. Os cometas desaparecem. Há muita gente cometa. Passam pela vida da gente apenas por instantes, gente que não prende ninguém e a ninguém se prende. Gente sem amigos. Gente que passa pela vida sem iluminar, sem aquecer, sem marcar presença. Há muita gente cometa. Assim são muitos e muitos artistas. Brilham apenas por instantes nos palcos da vida. E com a mesma rapidez com que aparecem, também desaparecem. Assim são muitos reis e rainhas de todos os tipos. Reis de nações, rainhas de clubes ou concurso de beleza. Assim rapazes e moças que se enamoram e se deixam com a maior facilidade. Assim são pessoas que vivem numa mesma família e que passam pelo outro sem serem presença. Importante é ser estrela. Estar presente. Marcar presença. Estar junto. Ser luz. Ser calor. Ser vida. Amigo é estrela. Podem passar os anos, podem surgir distâncias, mas a marca fica no coração. Coração que não quer enamorar-se de cometas que apenas atraem olhares passageiros. E muitos são cometas por um momento. Passam, a gente bate palma e desaparecem. Ser cometa é não ser amigo. É ser companheiro por instantes. É explorar sentimentos. É ser aproveitador das pessoas e das situações. É fazer acreditar e desacreditar ao mesmo tempo. A solidão de muitas pessoas é conseqüência de que não podem contar com ninguém. A solidão é resultado de uma vida cometa. Ninguém fica. Todos passam. E a gente também passa pelos outros. Há necessidade de criar um mundo de estrelas. Todos os dias poder vê-las e senti-las. Todos os dias poder contar com elas. Todos os dias ver sua luz e calor. Assim são os amigos. Estrelas na vida da gente. Pode-se contar com eles. Eles são uma presença. São aragem nos momentos de tensão. São luz nos momentos escuros. São pão nos momentos de fraqueza. São segurança nos momentos de desânimo. Olhando os cometas é bom não sentir-se como eles. Nem desejar prender-se em sua cauda. Olhando os cometas é bom sentir-se estrela. Marcar presença. Ter vivido e construído uma história pessoal. Ter sido luz para muitos amigos. Ter sido calor para muitos amigos. Ter sido calor para muitos corações. Ser estrela neste mundo passageiro, neste mundo cheio de pessoas cometas, é um desafio, mas acima de tudo uma recompensa. É nascer e ter vivido e não apenas existido.
Há pessoas estrelas; Há pessoas cometas. Os cometas passam. Apenas são lembrados pelas datas que passam e retornam. As estrelas permanecem. Os cometas desaparecem. Há muita gente cometa. Passam pela vida da gente apenas por instantes, gente que não prende ninguém e a ninguém se prende. Gente sem amigos. Gente que passa pela vida sem iluminar, sem aquecer, sem marcar presença. Há muita gente cometa. Assim são muitos e muitos artistas. Brilham apenas por instantes nos palcos da vida. E com a mesma rapidez com que aparecem, também desaparecem. Assim são muitos reis e rainhas de todos os tipos. Reis de nações, rainhas de clubes ou concurso de beleza. Assim rapazes e moças que se enamoram e se deixam com a maior facilidade. Assim são pessoas que vivem numa mesma família e que passam pelo outro sem serem presença. Importante é ser estrela. Estar presente. Marcar presença. Estar junto. Ser luz. Ser calor. Ser vida. Amigo é estrela. Podem passar os anos, podem surgir distâncias, mas a marca fica no coração. Coração que não quer enamorar-se de cometas que apenas atraem olhares passageiros. E muitos são cometas por um momento. Passam, a gente bate palma e desaparecem. Ser cometa é não ser amigo. É ser companheiro por instantes. É explorar sentimentos. É ser aproveitador das pessoas e das situações. É fazer acreditar e desacreditar ao mesmo tempo. A solidão de muitas pessoas é conseqüência de que não podem contar com ninguém. A solidão é resultado de uma vida cometa. Ninguém fica. Todos passam. E a gente também passa pelos outros. Há necessidade de criar um mundo de estrelas. Todos os dias poder vê-las e senti-las. Todos os dias poder contar com elas. Todos os dias ver sua luz e calor. Assim são os amigos. Estrelas na vida da gente. Pode-se contar com eles. Eles são uma presença. São aragem nos momentos de tensão. São luz nos momentos escuros. São pão nos momentos de fraqueza. São segurança nos momentos de desânimo. Olhando os cometas é bom não sentir-se como eles. Nem desejar prender-se em sua cauda. Olhando os cometas é bom sentir-se estrela. Marcar presença. Ter vivido e construído uma história pessoal. Ter sido luz para muitos amigos. Ter sido calor para muitos amigos. Ter sido calor para muitos corações. Ser estrela neste mundo passageiro, neste mundo cheio de pessoas cometas, é um desafio, mas acima de tudo uma recompensa. É nascer e ter vivido e não apenas existido.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Decálogo Político
Por Grafiteiro
Neste decálogo nada falta relativo às atualizações aos dias de hoje.
DESCRIÇÃO FIDEDIGNA DOS CONSELHOS CONCEDIDOS AO FIEL PUPILO ARISTEMES PELO TRIBUNO LUDOVICO, DITO “O LADINO”, HÁ DOIS MIL ANOS ATRÁS.
Eis aqui, meu discípulo, em poucas e concisas idéias, toda a arte de enganar a quem a ti sufragar. Não te acanhes, nem te comovas, com a sorte do eleitorado, pois deles só queremos o voto e o mandato derivado. O povo é só o povo e como gado será tratado.
1º Prometas aos eleitores mundos-e-fundos e alguns trocados também, para conseguir os seus votos e dos seus familiares idem. Depois de eleito, então, ficará mais fácil arranjar uma desculpa qualquer para enfim justificar o não cumprimento das vossas promessas e penhores.
2º Cuidas de arrecadar uma vultosa quantia com aqueles que simpatizam com o teu jeito de trabalhar para que possas gastar uma parte na campanha, outra parte vais guardar sem declarar. Esses mesmos colaboradores devem depois te cobrar o quinhão correspondente à parcela que gastaram, nas contas que obtiveres do erário popular.
3º Aos olhos dos eleitores sê cortês e educado. Ajuda apertar as mãos, posar com crianças de lado, comer em qualquer birosca, mas sempre é bom ter cuidado. Lave depois as mãos com álcool e cuidado pra não pegar piolhos que isso é muito chato!
4º Fazes coligações e conchavos sem te preocupares com tradições ou fidelidades partidárias, pois o que importa é a vitória e o conseqüente butim.
5º As amizades são para serem usadas em bom proveito próprio. Não titubeies em passar por cima de quem te afrontar. Se precisar sacrifiques qualquer parente também, pois parentes só existem pra ser usado e bem!
6º Depois que fores eleito e diplomado então, terás para te deleitar a imunidade do parlatório. Usas e abusas desse nobre mandamento que é cousa de fino trato, para o teu contentamento.
7º Quando sentires então o poder na tua mão fazes o que for preciso, mas com moderação e ciso, para te empanturrares com as burras do tesouro. E presta bem atenção! Dá para ficares rico se não fores um glutão. Mames devagar e sempre, um pouquinho(uma tetinha) de cada vez, que a loba-mater tem leite pra sustentar mais de cem.
8º Tratas de apagar as provas e as pegadas que tu porventura deixares nessas proveitosas empreitadas, que não te acharão os traços, nem o cheiro também.
9º Estejais sempre aberto às novas formas de agir e sempre te cerques de gente que muito bajulem a ti. Mas não confies em nada e muito menos em alguém que a ti não faça o bem.
10º Espero que estes conselhos te tragam a sorte, o sucesso e a fortuna,e que sejais abençoado com a impunidade também! E lembrai sempre desse antigo e eqüestre lema: Quem encontra bestas só compra cavalos se for burro!
Neste decálogo nada falta relativo às atualizações aos dias de hoje.
DESCRIÇÃO FIDEDIGNA DOS CONSELHOS CONCEDIDOS AO FIEL PUPILO ARISTEMES PELO TRIBUNO LUDOVICO, DITO “O LADINO”, HÁ DOIS MIL ANOS ATRÁS.
Eis aqui, meu discípulo, em poucas e concisas idéias, toda a arte de enganar a quem a ti sufragar. Não te acanhes, nem te comovas, com a sorte do eleitorado, pois deles só queremos o voto e o mandato derivado. O povo é só o povo e como gado será tratado.
1º Prometas aos eleitores mundos-e-fundos e alguns trocados também, para conseguir os seus votos e dos seus familiares idem. Depois de eleito, então, ficará mais fácil arranjar uma desculpa qualquer para enfim justificar o não cumprimento das vossas promessas e penhores.
2º Cuidas de arrecadar uma vultosa quantia com aqueles que simpatizam com o teu jeito de trabalhar para que possas gastar uma parte na campanha, outra parte vais guardar sem declarar. Esses mesmos colaboradores devem depois te cobrar o quinhão correspondente à parcela que gastaram, nas contas que obtiveres do erário popular.
3º Aos olhos dos eleitores sê cortês e educado. Ajuda apertar as mãos, posar com crianças de lado, comer em qualquer birosca, mas sempre é bom ter cuidado. Lave depois as mãos com álcool e cuidado pra não pegar piolhos que isso é muito chato!
4º Fazes coligações e conchavos sem te preocupares com tradições ou fidelidades partidárias, pois o que importa é a vitória e o conseqüente butim.
5º As amizades são para serem usadas em bom proveito próprio. Não titubeies em passar por cima de quem te afrontar. Se precisar sacrifiques qualquer parente também, pois parentes só existem pra ser usado e bem!
6º Depois que fores eleito e diplomado então, terás para te deleitar a imunidade do parlatório. Usas e abusas desse nobre mandamento que é cousa de fino trato, para o teu contentamento.
7º Quando sentires então o poder na tua mão fazes o que for preciso, mas com moderação e ciso, para te empanturrares com as burras do tesouro. E presta bem atenção! Dá para ficares rico se não fores um glutão. Mames devagar e sempre, um pouquinho(uma tetinha) de cada vez, que a loba-mater tem leite pra sustentar mais de cem.
8º Tratas de apagar as provas e as pegadas que tu porventura deixares nessas proveitosas empreitadas, que não te acharão os traços, nem o cheiro também.
9º Estejais sempre aberto às novas formas de agir e sempre te cerques de gente que muito bajulem a ti. Mas não confies em nada e muito menos em alguém que a ti não faça o bem.
10º Espero que estes conselhos te tragam a sorte, o sucesso e a fortuna,e que sejais abençoado com a impunidade também! E lembrai sempre desse antigo e eqüestre lema: Quem encontra bestas só compra cavalos se for burro!
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Livro dos Magos
Aleister Crowley
Faze o que tu queres há de ser toda a Lei
00. Um é o Magus: duas Suas forças: quatro Suas
armas. Estes são os Sete Espíritos da iniqüidade;
os sete vultures do mal. Portanto, é a arte e o
ofício do Magus apenas sedução. Como ele irá
destruir-se?
0. Contudo, o Magus tem poder sobre a Mãe,
diretamente e através do Amor. E o Magus é Amor,
e cinge Isto e Aquilo em Sua conjuração.
1. No início deve o Magus falar a Verdade, e
lançar Ilusão e Mentira para escravizar a alma.
Contudo, eis aqui o Mistério da Redenção.
2. Por Sua Sabedoria fez Ele os Mundos; a Palavra
que é Deus não é outra que Ele.
3. Como irá Ele, então, concluir Seu discurso com
o Silêncio? Pois Ele é Expressão.
4. Ele é o Primeiro e o Último. Como irá Ele
deixar de numerar-se?
5. Por um Magus este escrito é dado a conhecer
pela mente de um Magister. Um profere claramente,
e o outro compreende; contudo, a Palavra é
mentira, e a Compreensão trevas. E este adagio é
De Todo Verdade.
6. Entretanto, está escrito; pois são tempos de
trevas, e isto é como uma lâmpada.
7. Com a Baqueta Ele cria.
8. Com a Taça Ele preserva.
9. Com a Adaga Ele destrói.
10. Com a Moeda Ele redime.
11. Suas armas cumprem a roda; e em Qual Eixo ela
gira, não é de Seu saber.
12. De todos estes atos deve Ele cessar antes da
maldição de Seu Grau ser retirada Dele. Antes de
Ele atingir Aquilo que existe sem Forma.
13. E se neste momento Ele estiver manifestado
sobre a terra como um Homem, e, portanto, este
presente escrito, que o mesmo seja Seu método,
que a maldição de Seu grau, e o fardo de Sua
consecução, seja retirado Dele.
14. Que Ele se acautele da abstinência de ação.
Pois a maldição de Seu grau é que Ele deve falar
Verdades, que a Mentira disto pode escravizar as
almas dos homens. Que Ele, então, pronuncie
aquilo sem Temor, que a Lei possa ser cumprida. E
de acordo com Sua Natureza Original seja aquela
lei moldada,de modo que uns possam declarar
brandura e repouso, sendo um Hindu; e outro fúria
e servilismo, sendo um Judeu; e ainda outro ardor
e brio, sendo um Árabe. Contudo, este assunto
refere-se ao Mistério da Encarnação, e não cabe
aqui ser declarado.
15. Agora o grau de um Magister ensina o Mistério
do Pesar, e o grau de um Magus o Mistério da
Mutação, e o grau de Ipisíssimus o Mistério da
Abnegação, que é também chamado o Mistério de
Pan.
16. Que o Magus, então, contemple cada um por
vez, erguendo ao poder máximo do Infinito. Onde o
Pesar é Alegria, a Mutação é Estabilidade, e a
Abnegação é Interesse. Pois a interação das
partes não tem ação sobre o todo. E esta
contemplação deverá ser executada não por simples
meditação – quanto menos, então, pela razão! –
mas através do método que deve ter-lhe sido
entregue a Ele em Sua iniciação ao Grau.
17. Seguindo tal método, há de ser fácil para Ele
combinar aquela trindade destacando de seus
elementos, e, ademais, combinar Sat - Chi -
Ananda, e Luz, Amor, Vida, três a três em nove
que são um, no qual o sucesso da meditação será
Aquele que foi primeiramente esboçado para Ele no
grau de Practicus (que reflete Mercúrio no mundo
mais baixo) em Liber XXVII, "Nada há abaixo de
suas três Formas".
18. E isto é a Abertura do Grau de Ipisíssimus, e
pelos Budistas é chamado de o transe Nerodha -
Samâpatti .
19. E pesar, pesar, pesar, sim pesar e ainda
pesar, pesar, pesar por sete vezes seja a Ti, que
não prega Sua lei aos homens!
20. E pesar também seja a Ele que se recusa a
maldição do grau de um Magus, e o fardo de sua
Consecução daquilo.
21. E na palavra CAOS deixe que o livro seja
selado; sim, que o Livro seja selado.
Faze o que tu queres há de ser toda a Lei
00. Um é o Magus: duas Suas forças: quatro Suas
armas. Estes são os Sete Espíritos da iniqüidade;
os sete vultures do mal. Portanto, é a arte e o
ofício do Magus apenas sedução. Como ele irá
destruir-se?
0. Contudo, o Magus tem poder sobre a Mãe,
diretamente e através do Amor. E o Magus é Amor,
e cinge Isto e Aquilo em Sua conjuração.
1. No início deve o Magus falar a Verdade, e
lançar Ilusão e Mentira para escravizar a alma.
Contudo, eis aqui o Mistério da Redenção.
2. Por Sua Sabedoria fez Ele os Mundos; a Palavra
que é Deus não é outra que Ele.
3. Como irá Ele, então, concluir Seu discurso com
o Silêncio? Pois Ele é Expressão.
4. Ele é o Primeiro e o Último. Como irá Ele
deixar de numerar-se?
5. Por um Magus este escrito é dado a conhecer
pela mente de um Magister. Um profere claramente,
e o outro compreende; contudo, a Palavra é
mentira, e a Compreensão trevas. E este adagio é
De Todo Verdade.
6. Entretanto, está escrito; pois são tempos de
trevas, e isto é como uma lâmpada.
7. Com a Baqueta Ele cria.
8. Com a Taça Ele preserva.
9. Com a Adaga Ele destrói.
10. Com a Moeda Ele redime.
11. Suas armas cumprem a roda; e em Qual Eixo ela
gira, não é de Seu saber.
12. De todos estes atos deve Ele cessar antes da
maldição de Seu Grau ser retirada Dele. Antes de
Ele atingir Aquilo que existe sem Forma.
13. E se neste momento Ele estiver manifestado
sobre a terra como um Homem, e, portanto, este
presente escrito, que o mesmo seja Seu método,
que a maldição de Seu grau, e o fardo de Sua
consecução, seja retirado Dele.
14. Que Ele se acautele da abstinência de ação.
Pois a maldição de Seu grau é que Ele deve falar
Verdades, que a Mentira disto pode escravizar as
almas dos homens. Que Ele, então, pronuncie
aquilo sem Temor, que a Lei possa ser cumprida. E
de acordo com Sua Natureza Original seja aquela
lei moldada,de modo que uns possam declarar
brandura e repouso, sendo um Hindu; e outro fúria
e servilismo, sendo um Judeu; e ainda outro ardor
e brio, sendo um Árabe. Contudo, este assunto
refere-se ao Mistério da Encarnação, e não cabe
aqui ser declarado.
15. Agora o grau de um Magister ensina o Mistério
do Pesar, e o grau de um Magus o Mistério da
Mutação, e o grau de Ipisíssimus o Mistério da
Abnegação, que é também chamado o Mistério de
Pan.
16. Que o Magus, então, contemple cada um por
vez, erguendo ao poder máximo do Infinito. Onde o
Pesar é Alegria, a Mutação é Estabilidade, e a
Abnegação é Interesse. Pois a interação das
partes não tem ação sobre o todo. E esta
contemplação deverá ser executada não por simples
meditação – quanto menos, então, pela razão! –
mas através do método que deve ter-lhe sido
entregue a Ele em Sua iniciação ao Grau.
17. Seguindo tal método, há de ser fácil para Ele
combinar aquela trindade destacando de seus
elementos, e, ademais, combinar Sat - Chi -
Ananda, e Luz, Amor, Vida, três a três em nove
que são um, no qual o sucesso da meditação será
Aquele que foi primeiramente esboçado para Ele no
grau de Practicus (que reflete Mercúrio no mundo
mais baixo) em Liber XXVII, "Nada há abaixo de
suas três Formas".
18. E isto é a Abertura do Grau de Ipisíssimus, e
pelos Budistas é chamado de o transe Nerodha -
Samâpatti .
19. E pesar, pesar, pesar, sim pesar e ainda
pesar, pesar, pesar por sete vezes seja a Ti, que
não prega Sua lei aos homens!
20. E pesar também seja a Ele que se recusa a
maldição do grau de um Magus, e o fardo de sua
Consecução daquilo.
21. E na palavra CAOS deixe que o livro seja
selado; sim, que o Livro seja selado.
Que Acha Disso?
Por Grafiteiro
Sócrates fazia uma proposição polêmica. Dizia: " é impossível procurar tanto o que se sabe quanto o que não se sabe. O que se sabe, porque sabendo-o, não há que procurá-lo; o que não se sabe, porque, ignorando-o, não se sabe o que procurar". Achei interessante este texto, hehehe, e o deixo aqui para o desafio de suas inteligências....
Saber é a questão...(Comente)
Sócrates fazia uma proposição polêmica. Dizia: " é impossível procurar tanto o que se sabe quanto o que não se sabe. O que se sabe, porque sabendo-o, não há que procurá-lo; o que não se sabe, porque, ignorando-o, não se sabe o que procurar". Achei interessante este texto, hehehe, e o deixo aqui para o desafio de suas inteligências....
Saber é a questão...(Comente)
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
O Hermetismo
Por Grafiteiro
O hermetismo, como filosofia religiosa surgiu no antigo Egito, como uma revelação do deus Toth . O inventor das escritas dos deuses e também o seu escritor, Hermes, é o seu nome grego. Essa identificação já existia no tempo de Heródoto e se tornou oficial no século III a.C. com a Doutrina da Salvação que incluia o conhecimento da teologia e filosofia associados a astrologia, alquimia e ...a magia. Hermes herda pois , os poderes do deus Toth, que mede o tempo, não só do cosmo, mas do homem, determinando a duração de sua existência e dirigindo seu destino. Onisciente, mágico, tem o poder de criar com o sopro, que se assemelha ao lógos grego e à sophía dos judeus alexandrinos. Toth é chamado 'duas vezes grande' e Hermes, ' três vezes grande' ou seja o Trismegisto. Platão já associava o nome de Hermes a hermneneys, que significa intérprete e mensageiro dos deuses. Hermes, identificado com Toth, é considerado o patrono de todas as artes que dependem da escrita, inclusive a medicina, astronomia, magia, e etc., que constitui a gênese embrionária do que mais tarde veio a ser ciência. Segundo Clemente de Alexandria, Hermes Trismegisto, seria o autor ou inspirador de 42 livros, donde 36 conteriam toda a ciência dos egípcios, e os restantes, os conhecimentos de medicina. Na perspectiva do pensamento ocidental, Hermes é apresentado como sendo um profeta pagão, contemporâneo de Moisés. O hermetismo erudito, em detrimento do popular, foi estudado da Renascença até o final do século XIX. Entretanto, a difusão das ideias do hermetismo popular, já nos primeiros tempos do império romano influía na formação conceitual nas culturas e religiões emergentes daquela era. A influência do hermetismo é imensa tanto na filosofia helênica como nos movimentos religiosos da Gnose, da Teosofia e da própria formação do cristianismo moderno. Para semana vou me aprofundar mais na essência do hermetismo, na formação de uma tradição esotérica e sua evolução através dos tempos, na idade média e Renascimento, desdobrando-se na alquimia hermética com os seus simbolismos numa análise mais detalhada do antropocentrismo existencial. A unidade do cosmos, do homem e o conhecimento , bem como na dualidade Deus e alma, e sua relação amorosa com seres humanos, são princípios esotéricos do hermetismo sob ponto de vista escatológico. Vale a pena buscarmos lições no passado que se faz presente ao longo da história do homem.
O hermetismo, como filosofia religiosa surgiu no antigo Egito, como uma revelação do deus Toth . O inventor das escritas dos deuses e também o seu escritor, Hermes, é o seu nome grego. Essa identificação já existia no tempo de Heródoto e se tornou oficial no século III a.C. com a Doutrina da Salvação que incluia o conhecimento da teologia e filosofia associados a astrologia, alquimia e ...a magia. Hermes herda pois , os poderes do deus Toth, que mede o tempo, não só do cosmo, mas do homem, determinando a duração de sua existência e dirigindo seu destino. Onisciente, mágico, tem o poder de criar com o sopro, que se assemelha ao lógos grego e à sophía dos judeus alexandrinos. Toth é chamado 'duas vezes grande' e Hermes, ' três vezes grande' ou seja o Trismegisto. Platão já associava o nome de Hermes a hermneneys, que significa intérprete e mensageiro dos deuses. Hermes, identificado com Toth, é considerado o patrono de todas as artes que dependem da escrita, inclusive a medicina, astronomia, magia, e etc., que constitui a gênese embrionária do que mais tarde veio a ser ciência. Segundo Clemente de Alexandria, Hermes Trismegisto, seria o autor ou inspirador de 42 livros, donde 36 conteriam toda a ciência dos egípcios, e os restantes, os conhecimentos de medicina. Na perspectiva do pensamento ocidental, Hermes é apresentado como sendo um profeta pagão, contemporâneo de Moisés. O hermetismo erudito, em detrimento do popular, foi estudado da Renascença até o final do século XIX. Entretanto, a difusão das ideias do hermetismo popular, já nos primeiros tempos do império romano influía na formação conceitual nas culturas e religiões emergentes daquela era. A influência do hermetismo é imensa tanto na filosofia helênica como nos movimentos religiosos da Gnose, da Teosofia e da própria formação do cristianismo moderno. Para semana vou me aprofundar mais na essência do hermetismo, na formação de uma tradição esotérica e sua evolução através dos tempos, na idade média e Renascimento, desdobrando-se na alquimia hermética com os seus simbolismos numa análise mais detalhada do antropocentrismo existencial. A unidade do cosmos, do homem e o conhecimento , bem como na dualidade Deus e alma, e sua relação amorosa com seres humanos, são princípios esotéricos do hermetismo sob ponto de vista escatológico. Vale a pena buscarmos lições no passado que se faz presente ao longo da história do homem.
A Fábula dos Dois Sapos
Adicionado por Grafiteiro
Numa empresa de laticínios, dois sapos desastradamente saltaram para dentro de um balde de leite cremoso. - É melhor desistir. - coaxou um dos sapos, depois de tentarem vão, sair do balde. - Vamos morrer! - Continua a nadar. - disse o segundo sapo. - Havemos de encontrar maneira de sair deste atoleiro!- Não adianta! - disse o primeiro. - Isto é grosso demais para nadar, mole demais para saltar e escorregadio demais para rastejar. Um dia temos mesmo de morrer, por isso, tanto faz que seja esta noite. Afundou-se no balde e acabou por morrer. O amigo porém, continuou a nadar, a nadar, a nadar, e quando amanheceu, viu-se encarrapitado num monte de manteiga quente, sozinho havia batido. Lá estava o sapo, com um sorriso, comendo as moscas que enxameavam, vindas de todas as direções.
Neil Eskelin.
"Não há conquista sem luta..."
Numa empresa de laticínios, dois sapos desastradamente saltaram para dentro de um balde de leite cremoso. - É melhor desistir. - coaxou um dos sapos, depois de tentarem vão, sair do balde. - Vamos morrer! - Continua a nadar. - disse o segundo sapo. - Havemos de encontrar maneira de sair deste atoleiro!- Não adianta! - disse o primeiro. - Isto é grosso demais para nadar, mole demais para saltar e escorregadio demais para rastejar. Um dia temos mesmo de morrer, por isso, tanto faz que seja esta noite. Afundou-se no balde e acabou por morrer. O amigo porém, continuou a nadar, a nadar, a nadar, e quando amanheceu, viu-se encarrapitado num monte de manteiga quente, sozinho havia batido. Lá estava o sapo, com um sorriso, comendo as moscas que enxameavam, vindas de todas as direções.
Neil Eskelin.
"Não há conquista sem luta..."
sábado, 30 de agosto de 2008
Responda, por favor
Qualquer pessoa pode responder em decassílabo de sete pés. Desse mesmo jeito que estão escritos.
Pergunta
Passei uns dias ausente
Passando a limpo a lição
De volta pra louvação
Exigida ao bom repente
Da métrica ao comprimento
Que traduz o movimento
O artista vem e tece e
É a força da espécie
Dos versos que agora sente
Mexendo na mente humana
Tem coisa em cada lugar
É aqui, ali ou acolá
Por vezes ele se engana
Perde a presteza e a gana
De alguma coisa lembrar
Que pode vir abalar
E causar o sofrimento
Qual maior esquecimento
Que não pode lhe faltar?
Pergunta
Passei uns dias ausente
Passando a limpo a lição
De volta pra louvação
Exigida ao bom repente
Da métrica ao comprimento
Que traduz o movimento
O artista vem e tece e
É a força da espécie
Dos versos que agora sente
Mexendo na mente humana
Tem coisa em cada lugar
É aqui, ali ou acolá
Por vezes ele se engana
Perde a presteza e a gana
De alguma coisa lembrar
Que pode vir abalar
E causar o sofrimento
Qual maior esquecimento
Que não pode lhe faltar?
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
O Sobrado
Por Jailson Queiroz
Havia um sobrado do século XIX com grades de ferro, disposto num terreno plano onde tinha um chafariz ao centro, de onde sangrava água que regava uns anjos rechonchudos
que tinha pedaços carcomidos pelo tempo. Um faltava uma asa, outro tinha uma orelha a menos, enfim no geral as peças graníticas estavam ou quebradas ou deformadas. Formavam o centro das atividades recreativas desde as eras mais remotas. Agora, com o peso dos tempos, reluzia seus azulejos permeado de um verde-musgo o que sugeria um mal trato um estado de decadência depauperada. Era destaque o sobrado que outrora foi morada do Marquês de Olinda, hoje transformada numa pousada desfalecente mostrando o retrato da bancarrota por todos os lados. O senhorio não dispunha de verbas para a manutenção, de modo que quando chovia, poucos eram os locais que não continham goteiras. Era preciso abusar do uso de bacias, baldes e mesmo panelas vazias para aparar a chuva que penetrava pelos interstícios do telhado.
Morava no sobrado uma senhora de negro de gestos lentos e sutis. Ela passava os dias
lendo um romance que nunca terminava, de vez em quando se detendo em olhar um porta retrato com uma foto amarelada com o tempo um pouco descascada. Parecia estar esperando alguém que nunca vinha. Lembro-me dela vinda sempre a minha mercearia
fazer alguma compra pequena, geralmente de mantimentos e sempre dispensava ajuda
para levar os pacotes. Abraçava as compras e compassadamente partia para o sobrado com aquela túnica negra, quem sabe luto que não tinha fim. Essa era a minha lembrança daquele sobrado que morava aquela dama de negro.
Anos se passaram, e o senhorio resolveu pintar e retocar o telhado, dar uma revisão geral. Afinal uma boa reforma certamente iria valorizar o imóvel. Essa era sua pretensão.
Uma vez feita a reforma verificava-se uma mancha escura na pintura. Era um defeito de tempos diferentes na aplicação da pintura. Parecia ter um vulto imóvel. O povo da redondeza dizia que era uma assombração, ou quase isso, o reflexo da antiga moradora do sobrado. Mas era boato. Nada de mais acontecia. Mas com certeza, este foi um dos motivos que o proprietário se desfez do sobrado na primeira oportunidade surgida.
Aqui agora neste local, foi demolido o sobrado e ergueu-se um hospital infantil. Um hospital diferente. Tinha uma projeção de atividades limitadas do ambiente físico. Formava ala de crianças com deficiência física, ala de Ortopedia infantil e ala para deficientes mentais, além de um serviço de puericultura e emergência infantil. As paredes eram pintado de um verde claro e revestido de azulejos alternado com branco e verde. O local da UTI era equivalente ao local que outrora residia a mulher de negro. A noite via-se de longe uma mancha negra circulando naquele ambiente. Dizia-se um anjo negro. O povo da redondeza estava acostumado. Talvez fosse um efeito óptico, com a refração da luz, mas o efeito que produzia era memorável: as crianças que passavam pela UTI restabeleciam sua saúde extremamente rápida. Desde que fora construído o hospital, não havia nenhum óbito de criança no local. Era o fenômeno do anjo negro.
Havia um sobrado do século XIX com grades de ferro, disposto num terreno plano onde tinha um chafariz ao centro, de onde sangrava água que regava uns anjos rechonchudos
que tinha pedaços carcomidos pelo tempo. Um faltava uma asa, outro tinha uma orelha a menos, enfim no geral as peças graníticas estavam ou quebradas ou deformadas. Formavam o centro das atividades recreativas desde as eras mais remotas. Agora, com o peso dos tempos, reluzia seus azulejos permeado de um verde-musgo o que sugeria um mal trato um estado de decadência depauperada. Era destaque o sobrado que outrora foi morada do Marquês de Olinda, hoje transformada numa pousada desfalecente mostrando o retrato da bancarrota por todos os lados. O senhorio não dispunha de verbas para a manutenção, de modo que quando chovia, poucos eram os locais que não continham goteiras. Era preciso abusar do uso de bacias, baldes e mesmo panelas vazias para aparar a chuva que penetrava pelos interstícios do telhado.
Morava no sobrado uma senhora de negro de gestos lentos e sutis. Ela passava os dias
lendo um romance que nunca terminava, de vez em quando se detendo em olhar um porta retrato com uma foto amarelada com o tempo um pouco descascada. Parecia estar esperando alguém que nunca vinha. Lembro-me dela vinda sempre a minha mercearia
fazer alguma compra pequena, geralmente de mantimentos e sempre dispensava ajuda
para levar os pacotes. Abraçava as compras e compassadamente partia para o sobrado com aquela túnica negra, quem sabe luto que não tinha fim. Essa era a minha lembrança daquele sobrado que morava aquela dama de negro.
Anos se passaram, e o senhorio resolveu pintar e retocar o telhado, dar uma revisão geral. Afinal uma boa reforma certamente iria valorizar o imóvel. Essa era sua pretensão.
Uma vez feita a reforma verificava-se uma mancha escura na pintura. Era um defeito de tempos diferentes na aplicação da pintura. Parecia ter um vulto imóvel. O povo da redondeza dizia que era uma assombração, ou quase isso, o reflexo da antiga moradora do sobrado. Mas era boato. Nada de mais acontecia. Mas com certeza, este foi um dos motivos que o proprietário se desfez do sobrado na primeira oportunidade surgida.
Aqui agora neste local, foi demolido o sobrado e ergueu-se um hospital infantil. Um hospital diferente. Tinha uma projeção de atividades limitadas do ambiente físico. Formava ala de crianças com deficiência física, ala de Ortopedia infantil e ala para deficientes mentais, além de um serviço de puericultura e emergência infantil. As paredes eram pintado de um verde claro e revestido de azulejos alternado com branco e verde. O local da UTI era equivalente ao local que outrora residia a mulher de negro. A noite via-se de longe uma mancha negra circulando naquele ambiente. Dizia-se um anjo negro. O povo da redondeza estava acostumado. Talvez fosse um efeito óptico, com a refração da luz, mas o efeito que produzia era memorável: as crianças que passavam pela UTI restabeleciam sua saúde extremamente rápida. Desde que fora construído o hospital, não havia nenhum óbito de criança no local. Era o fenômeno do anjo negro.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Solstício de Verão
Por Jailson Queiroz
Qualquer semelhança é mera coincidência.
Nunca houvera, num passado próximo um solstício de verão na lua cheia. Os convidados estavam de acordo com a iniciação da Santíssima Ordem da Deusa do Amor, do grau IX, e os guardiões estavam atentos, todo cuidado era pouco. Os sinais de toque e as senhas seriam exigidos. O telhamento do IX Grau seria cobrado àqueles visitantes ilustres de outras irmandades.
Para esta celebração, a Venerável Avatar Magnânima, juntamente com o Conselho do IX Grau, da S.O.D.A., tinha feito os preparativos e estabeleceram todos os procedimentos preliminares. O local, a hora, a música e os adereços típicos. A segurança tinha sido discutida detalhadamente. Todo segredo da Ordem seria preservado.
Chegara o dia. Era a oportunidade de colocar todos os itens discutidos em ação. Ao chegar, cada irmão ou irmã dirigia-se aos cômodos específicos, de acordo com o sexo, para vestir a indumentária ritualística e receber o seu número de ordem.
Um dos Guardiões, denominado de vigilante, anunciou a chegada da Venerável Avatar Magnânima para o início dos trabalhos. Chamou dentre os presentes àqueles componentes do ritual, que fizeram a saudação típica da Santíssima Ordem, e se dirigiram para os lugares a eles destinados.
Louvada seja a Deusa Isis, dizia a Avatar ao que todos respondiam: Que esteja entre nós. E repetia-se o jargão por três vezes. A mentora passou a palavra à irmã-oradora que discorreu sobre a Deusa e o significado do solstício e a importância da lua cheia. O valor espiritual dessa ocorrência merecia a congratulação especial que todos esperavam. A atenção era máxima para se obter a maior concentração. Mal se ouvia o respirar das pessoas. O plano de fundo das locuções era o de um silêncio absoluto, não se ouvia som de nenhuma natureza.
Ao retomar a palavra, a Magnânima solicitou o deslocamento para outro ambiente. E num compasso surdo obedeceram. Havia um grande pentágono riscado no chão, com várias velas em cada face do polígono. Só a Venerável pode ficar nele; os outros se acomodavam pelas laterais. Havia uma infinidade de almofadas em redor da mandala. Cada almofada tinha o nome da Ordem e um número que correspondia ao de chegada. Uma guardiã acendeu as velas e outra fez soar um sino, e, logo após, uma música suave surgiu num crescendo rítmico até ouvirem-se sons de pratos. Soara feito gongo.
A mestra retirou a tiara, soltou os cabelos e com voz alta gritou: Louvada seja a Deusa Isis, por três vezes e por três vezes foi respondida. Em seguida, enquanto invocava a deusa, a música emoldurava suas palavras; terminado esse ato que já durava muito tempo, começou a ficar mais interativo o ritual. Gritava a Venerável e todos respondiam:
Louvada a deusa Isis ─ louvada seja;
Louvado seja o novo ano ─ louvado seja;
Louvada seja a terra ─ louvada seja;
Louvado seja o mar ─ louvado seja;
Louvado seja o ar ─ louvado seja;
Louvado seja o fogo ─ louvado seja;
Assim fizeram por três vezes. Agora a Grande Mestra só dizia uma única palavra e todos repetiam. Nesse instante a música era mais intensa e todos sentiam o aroma emanado pelas velas. No início era sândalo agora seriam trocadas por jasmim. E as palavras ecoavam sem cessar.
Terra, Terra, Terra;
Água, Água, Água;
Ar, Ar, Ar;
Fogo, Fogo, Fogo
Amor, Amor, Amor...
Foi então que a Venerável começou a retirar cada peça do seu vestuário até ficar desnuda. Em transe dançava dentro do pentágono. Aproximava-se de um dos vértices e puxava um homem para o interior, despindo-o completamente. E soltos dançavam ao som de uma música alucinante, e, juntamente com a Venerável, puxavam: ela os homens e ele as mulheres até que todos se despiram.
Outra vez ouvia-se o som dos pratos e cada um fora para seus lugares deixando as indumentárias ritualísticas no interior da mandala.
Agora, era a vez do ritual do toque. A Venerável Avatar chamou um homem para o pentágono e após sinais de carinhos eróticos foi introduzida. Com poucos movimentos, saía e se dirigia a uma mulher fazendo o mesmo. Cada homem começava esse rito penetrando por três movimentos com a venerável, e depois com a mulher subseqüente ao seu número.
Todos já tinham estudado os Métodos de Diana, de Carezza e sabiam do controle do despertar da serpente de Kundalini. Esses métodos estudavam-se em graus inferiores, e agora celebravam o amor ao se darem uns aos outros incondicionalmente.
Muitos homens terminavam antes, porque não agüentavam ir até o fim, mas as mulheres participaram sem nada dizerem.
Uma vez terminada essa sessão coletiva, a Venerável Avatar Magnânima conclamou a todos, após as louvações, a meditarem sobre o significado da celebração e que a Deusa Isis abençoasse e os acompanhasse de volta a seus lares.
No céu, entre as nuvens negras, pairava a lua cheia esplendorosa como uma verdadeira rainha da noite.
Qualquer semelhança é mera coincidência.
Nunca houvera, num passado próximo um solstício de verão na lua cheia. Os convidados estavam de acordo com a iniciação da Santíssima Ordem da Deusa do Amor, do grau IX, e os guardiões estavam atentos, todo cuidado era pouco. Os sinais de toque e as senhas seriam exigidos. O telhamento do IX Grau seria cobrado àqueles visitantes ilustres de outras irmandades.
Para esta celebração, a Venerável Avatar Magnânima, juntamente com o Conselho do IX Grau, da S.O.D.A., tinha feito os preparativos e estabeleceram todos os procedimentos preliminares. O local, a hora, a música e os adereços típicos. A segurança tinha sido discutida detalhadamente. Todo segredo da Ordem seria preservado.
Chegara o dia. Era a oportunidade de colocar todos os itens discutidos em ação. Ao chegar, cada irmão ou irmã dirigia-se aos cômodos específicos, de acordo com o sexo, para vestir a indumentária ritualística e receber o seu número de ordem.
Um dos Guardiões, denominado de vigilante, anunciou a chegada da Venerável Avatar Magnânima para o início dos trabalhos. Chamou dentre os presentes àqueles componentes do ritual, que fizeram a saudação típica da Santíssima Ordem, e se dirigiram para os lugares a eles destinados.
Louvada seja a Deusa Isis, dizia a Avatar ao que todos respondiam: Que esteja entre nós. E repetia-se o jargão por três vezes. A mentora passou a palavra à irmã-oradora que discorreu sobre a Deusa e o significado do solstício e a importância da lua cheia. O valor espiritual dessa ocorrência merecia a congratulação especial que todos esperavam. A atenção era máxima para se obter a maior concentração. Mal se ouvia o respirar das pessoas. O plano de fundo das locuções era o de um silêncio absoluto, não se ouvia som de nenhuma natureza.
Ao retomar a palavra, a Magnânima solicitou o deslocamento para outro ambiente. E num compasso surdo obedeceram. Havia um grande pentágono riscado no chão, com várias velas em cada face do polígono. Só a Venerável pode ficar nele; os outros se acomodavam pelas laterais. Havia uma infinidade de almofadas em redor da mandala. Cada almofada tinha o nome da Ordem e um número que correspondia ao de chegada. Uma guardiã acendeu as velas e outra fez soar um sino, e, logo após, uma música suave surgiu num crescendo rítmico até ouvirem-se sons de pratos. Soara feito gongo.
A mestra retirou a tiara, soltou os cabelos e com voz alta gritou: Louvada seja a Deusa Isis, por três vezes e por três vezes foi respondida. Em seguida, enquanto invocava a deusa, a música emoldurava suas palavras; terminado esse ato que já durava muito tempo, começou a ficar mais interativo o ritual. Gritava a Venerável e todos respondiam:
Louvada a deusa Isis ─ louvada seja;
Louvado seja o novo ano ─ louvado seja;
Louvada seja a terra ─ louvada seja;
Louvado seja o mar ─ louvado seja;
Louvado seja o ar ─ louvado seja;
Louvado seja o fogo ─ louvado seja;
Assim fizeram por três vezes. Agora a Grande Mestra só dizia uma única palavra e todos repetiam. Nesse instante a música era mais intensa e todos sentiam o aroma emanado pelas velas. No início era sândalo agora seriam trocadas por jasmim. E as palavras ecoavam sem cessar.
Terra, Terra, Terra;
Água, Água, Água;
Ar, Ar, Ar;
Fogo, Fogo, Fogo
Amor, Amor, Amor...
Foi então que a Venerável começou a retirar cada peça do seu vestuário até ficar desnuda. Em transe dançava dentro do pentágono. Aproximava-se de um dos vértices e puxava um homem para o interior, despindo-o completamente. E soltos dançavam ao som de uma música alucinante, e, juntamente com a Venerável, puxavam: ela os homens e ele as mulheres até que todos se despiram.
Outra vez ouvia-se o som dos pratos e cada um fora para seus lugares deixando as indumentárias ritualísticas no interior da mandala.
Agora, era a vez do ritual do toque. A Venerável Avatar chamou um homem para o pentágono e após sinais de carinhos eróticos foi introduzida. Com poucos movimentos, saía e se dirigia a uma mulher fazendo o mesmo. Cada homem começava esse rito penetrando por três movimentos com a venerável, e depois com a mulher subseqüente ao seu número.
Todos já tinham estudado os Métodos de Diana, de Carezza e sabiam do controle do despertar da serpente de Kundalini. Esses métodos estudavam-se em graus inferiores, e agora celebravam o amor ao se darem uns aos outros incondicionalmente.
Muitos homens terminavam antes, porque não agüentavam ir até o fim, mas as mulheres participaram sem nada dizerem.
Uma vez terminada essa sessão coletiva, a Venerável Avatar Magnânima conclamou a todos, após as louvações, a meditarem sobre o significado da celebração e que a Deusa Isis abençoasse e os acompanhasse de volta a seus lares.
No céu, entre as nuvens negras, pairava a lua cheia esplendorosa como uma verdadeira rainha da noite.
sábado, 23 de agosto de 2008
É A CIÊNCIA UMA NOVA FORMA DE RELIGIÃO?
Por Grafiteiro
Tanto no princípio
quanto no fim de todas
as coisas haverá a luz.
Desde o início do século que algo estranho se passou na Física. Ideias modernas, espantosas e bizarras, sobre o espaço e o tempo, espírito e matéria, irromperam na comunidade científica . Só agora essas ideias começam a chegar ao domínio público geral . Os conceitos que intrigaram e inspiraram os físicos durante duas gerações, estão a despertar a atenção do cidadão comum, que não suspeitava que uma importante revolução no pensamento humano tinha acontecido . A física moderna atingiu a maioridade .
Foram apresentadas duas teorias decisivas : a teoria da relatividade e a teoria quântica . De ambas quase derivou toda a física do século vinte. Mas a nova física depressa se revelou mais que um simples modelo aperfeiçoado para o mundo físico. Os físicos começaram a compreender que as descobertas que faziam exigiam uma reformulação total de muitos aspectos da realidade. Aprenderam a abordar os problemas de um modo totalmente novo e inesperado, que parecia tornar-se vulgar e habitual para eles e encontrar vias de concordância mais com o misticismo do que com o materialismo.
Os frutos desta revolução só agora começam a ser colhidos pelos filósofos e teólogos. Muitos cidadãos comuns, em busca de um sentido mais profundo para as suas vidas, acham as suas crenças sobre o mundo muito em sintonia com a física moderna . A perspectiva do físico está até encontrar simpatias entre psicólogos e sociólogos, especialmente os que preconizam uma abordagem holista dos problemas.
A priori, apercebe-se de que a física fundamental indica o caminho para uma nova apreciação do homem e do seu lugar no universo. As questões essenciais da existência — Como apareceu o universo e como terminará ? O que é a matéria ? O que é a vida ? O que é o espírito ?— não são de hoje e nem de ontem . A novidade é que talvez estejamos quase a poder responder-lhes . Esta perspectiva maravilhosa assenta em alguns avanços recentes e espetaculres das ciências físicas — não só da nova física, mas também de uma sua parente próxima , a cosmologia moderna.
Pela primeira vez, uma descrição unificada de toda a criação poderá estar ao nosso alcance. Não existe problema científico mais importante e mais intimidante do que o de como surgiu o universo. Poderia Ter isso acontecido sem nenhuma contribuição do sobrenatural? A física quântica parece fornecer uma forma de passar por cima da antiquíssima suposição que diz 'não se poder tirar nada de coisa nenhuma' . Efetivamente os físicos já falam do ' universo auto-criado ', como sendo, um cosmos que irrompe na existência espontaneamente, de um modo bastante semelhante ao que acontece quando uma sub-partícula nuclear surge do nada, durante certos processos de alta energia. A questão de se saber se os pormenores desta teoria estão ou não corretos importa pouco. O que mais interessa é saber que hoje é possível conceber uma explicação científica para a criação inteira. Será que a física moderna está se transformando em uma religião? Está abolindo as religiões formais? Aí está o ponto controverso entre as concepções ortodoxas e a Ciência.... É a ciência oferecendo um caminho mais coerente para Deus ....Quem poderia ter condições melhor de explicar as grandes perguntas da humanidade, o 'quem é , de onde vem e para onde vai, de todas as coisas' ?
É a convicção que a física está numa posição privilegiada em responder estas perguntas, que resulta do convencimento de que existe mais que qualquer coisa no mundo, além do que estar à vista, que converge para o sobrenatural.... para o questionamento das razões metafísicas ou físicas que determinaram e determinam todos os elementos da natureza..... Se no princípio houve a Luz, no futuro também haverá a Luz?
Tanto no princípio
quanto no fim de todas
as coisas haverá a luz.
Desde o início do século que algo estranho se passou na Física. Ideias modernas, espantosas e bizarras, sobre o espaço e o tempo, espírito e matéria, irromperam na comunidade científica . Só agora essas ideias começam a chegar ao domínio público geral . Os conceitos que intrigaram e inspiraram os físicos durante duas gerações, estão a despertar a atenção do cidadão comum, que não suspeitava que uma importante revolução no pensamento humano tinha acontecido . A física moderna atingiu a maioridade .
Foram apresentadas duas teorias decisivas : a teoria da relatividade e a teoria quântica . De ambas quase derivou toda a física do século vinte. Mas a nova física depressa se revelou mais que um simples modelo aperfeiçoado para o mundo físico. Os físicos começaram a compreender que as descobertas que faziam exigiam uma reformulação total de muitos aspectos da realidade. Aprenderam a abordar os problemas de um modo totalmente novo e inesperado, que parecia tornar-se vulgar e habitual para eles e encontrar vias de concordância mais com o misticismo do que com o materialismo.
Os frutos desta revolução só agora começam a ser colhidos pelos filósofos e teólogos. Muitos cidadãos comuns, em busca de um sentido mais profundo para as suas vidas, acham as suas crenças sobre o mundo muito em sintonia com a física moderna . A perspectiva do físico está até encontrar simpatias entre psicólogos e sociólogos, especialmente os que preconizam uma abordagem holista dos problemas.
A priori, apercebe-se de que a física fundamental indica o caminho para uma nova apreciação do homem e do seu lugar no universo. As questões essenciais da existência — Como apareceu o universo e como terminará ? O que é a matéria ? O que é a vida ? O que é o espírito ?— não são de hoje e nem de ontem . A novidade é que talvez estejamos quase a poder responder-lhes . Esta perspectiva maravilhosa assenta em alguns avanços recentes e espetaculres das ciências físicas — não só da nova física, mas também de uma sua parente próxima , a cosmologia moderna.
Pela primeira vez, uma descrição unificada de toda a criação poderá estar ao nosso alcance. Não existe problema científico mais importante e mais intimidante do que o de como surgiu o universo. Poderia Ter isso acontecido sem nenhuma contribuição do sobrenatural? A física quântica parece fornecer uma forma de passar por cima da antiquíssima suposição que diz 'não se poder tirar nada de coisa nenhuma' . Efetivamente os físicos já falam do ' universo auto-criado ', como sendo, um cosmos que irrompe na existência espontaneamente, de um modo bastante semelhante ao que acontece quando uma sub-partícula nuclear surge do nada, durante certos processos de alta energia. A questão de se saber se os pormenores desta teoria estão ou não corretos importa pouco. O que mais interessa é saber que hoje é possível conceber uma explicação científica para a criação inteira. Será que a física moderna está se transformando em uma religião? Está abolindo as religiões formais? Aí está o ponto controverso entre as concepções ortodoxas e a Ciência.... É a ciência oferecendo um caminho mais coerente para Deus ....Quem poderia ter condições melhor de explicar as grandes perguntas da humanidade, o 'quem é , de onde vem e para onde vai, de todas as coisas' ?
É a convicção que a física está numa posição privilegiada em responder estas perguntas, que resulta do convencimento de que existe mais que qualquer coisa no mundo, além do que estar à vista, que converge para o sobrenatural.... para o questionamento das razões metafísicas ou físicas que determinaram e determinam todos os elementos da natureza..... Se no princípio houve a Luz, no futuro também haverá a Luz?
Excisão da Genitália Feminina
Por Grafiteiro
É lamentável que nos dias de hoje, haja ainda práticas de mutilação
da mulher por países africanos. Geralmente estes países formam parte
de uma das variedades do maometanismo. As mutilações consistem na
extração do clítoris e dos pequenos lábios da genitália. É incrível como
isto acontece. Diariamente, cerca de 6 000 operações por dia são realizadas
ou uma operação a cada 15 segundos. Segundo a Anistia Interrnacional
existe atualmente cerca de 135 milhões de mulheres mutiladas.
É imperativo que a ONU tome medidas de censura a este ato de violação
dos direitos humanos. Não há justificativa para tais mutilações....Pura tradição
machista já abolida em muitos estados árabes mais sectários como o Irã.
O direito de escolha é cerceado! Como pode as associações médicas aprovarem
ou não censurarem ? Provavelmente compactuam dessas atividades criminosas
e mesmo tiram proveito dessas excisões, economicamente! Urge que se proteste
e que se faça moções de censura a este ato de selvageria! Onde estão as
feministas? Os defensores dos direitos humanos? Muitas medidas podem ser
tomadas a âmbito internacional contra esta aberração....É preciso se tomar
providências!!!! Para se Ter uma ideia a Conveção da Onu ainda não reconhece
este ato, como foi apresentado pela Anistia Internacional , como uma forma de
perseguição no que diz respeito ao estatuto dos refugiados.Não é possível que a
cada ano dois milhões de meninas sofram agressões desse tipo!
É lamentável que nos dias de hoje, haja ainda práticas de mutilação
da mulher por países africanos. Geralmente estes países formam parte
de uma das variedades do maometanismo. As mutilações consistem na
extração do clítoris e dos pequenos lábios da genitália. É incrível como
isto acontece. Diariamente, cerca de 6 000 operações por dia são realizadas
ou uma operação a cada 15 segundos. Segundo a Anistia Interrnacional
existe atualmente cerca de 135 milhões de mulheres mutiladas.
É imperativo que a ONU tome medidas de censura a este ato de violação
dos direitos humanos. Não há justificativa para tais mutilações....Pura tradição
machista já abolida em muitos estados árabes mais sectários como o Irã.
O direito de escolha é cerceado! Como pode as associações médicas aprovarem
ou não censurarem ? Provavelmente compactuam dessas atividades criminosas
e mesmo tiram proveito dessas excisões, economicamente! Urge que se proteste
e que se faça moções de censura a este ato de selvageria! Onde estão as
feministas? Os defensores dos direitos humanos? Muitas medidas podem ser
tomadas a âmbito internacional contra esta aberração....É preciso se tomar
providências!!!! Para se Ter uma ideia a Conveção da Onu ainda não reconhece
este ato, como foi apresentado pela Anistia Internacional , como uma forma de
perseguição no que diz respeito ao estatuto dos refugiados.Não é possível que a
cada ano dois milhões de meninas sofram agressões desse tipo!
O Eu, a Sociedade e o Mundo
Por Grafiteiro
Hoje em dia, estamos atravessando uma crise sobre o valor e a importância das ideologias, novos paradigmas surgem outros são demolidos e desprezados. É a cultura da funcionalidade. Se a coisa funciona é boa, se não é má. Os conceitos e atitudes passam pelos 'politicamente corretos' quando se analisa o indivíduo em si mesmo em sua conduta, e quando o indivíduo sofre conflitos em suas aspirações básicas, aponta-se que ele está errado e que tem que se reciclar e modificar os seus valores e os novos conceitos. É a modernidade! Ele tem que lutar dia a dia e se engrenar nesta mística existencial. Seu emprego vai ser substituído pela máquina. Portanto se diz que ele não está desempregado mas inadequado à nova realidade pois seu emprego está extinto. O mercado é quem decide as tendências. Se o rublo foi desvalorizado, temos que pagar, porque os investidores que estão lá tiveram prejuízo e agora precisam fazer caixa, saindo do nosso mercado. As recomendações de Malthus estão ressurgindo a toda força. Até quando? É preciso pensar e agir. Urge discutirmos e ampliarmos este nível de discussão a todos para que não deixemos
que a cultura da globalização elimine, escravize e aliene a todos os nós. Se porventura alguém achar que isto está bem, que se deve inserir no novo processo sem maiores aprofundamentos recomendo que siga praticando estes princípios anti-filosóficos:
Continue acreditando que está pensando com a sua cabeça.
Por nenhum motivo pare para pensar: o país precisa de técnicos e não de filósofos.
Nunca questione: viva a sua vida em paz e não se meta com nada.
Nunca pergunte, nunca duvide: basta guiar-se pelo bom senso.
Para vencer na vida, vale mais a prática do que a teoria.
É muito importante que se convença que você nada pode fazer.
Não exija uma educação problematizadora; seja um arquivo de conhecimentos a serviço da técnica e em vista de seu futuro profissional.
Diante da injustiça, da violação dos direitos humanos e diante dos problemas e desafiosdo mundo e de sua região, você nada sabe, nada viu, nada ouviu.
Se você porventura discorda de qualquer um dos pontos, organize-se, estude e lute não só como um cidadão comum mas como um cidadão do mundo.
Hoje em dia, estamos atravessando uma crise sobre o valor e a importância das ideologias, novos paradigmas surgem outros são demolidos e desprezados. É a cultura da funcionalidade. Se a coisa funciona é boa, se não é má. Os conceitos e atitudes passam pelos 'politicamente corretos' quando se analisa o indivíduo em si mesmo em sua conduta, e quando o indivíduo sofre conflitos em suas aspirações básicas, aponta-se que ele está errado e que tem que se reciclar e modificar os seus valores e os novos conceitos. É a modernidade! Ele tem que lutar dia a dia e se engrenar nesta mística existencial. Seu emprego vai ser substituído pela máquina. Portanto se diz que ele não está desempregado mas inadequado à nova realidade pois seu emprego está extinto. O mercado é quem decide as tendências. Se o rublo foi desvalorizado, temos que pagar, porque os investidores que estão lá tiveram prejuízo e agora precisam fazer caixa, saindo do nosso mercado. As recomendações de Malthus estão ressurgindo a toda força. Até quando? É preciso pensar e agir. Urge discutirmos e ampliarmos este nível de discussão a todos para que não deixemos
que a cultura da globalização elimine, escravize e aliene a todos os nós. Se porventura alguém achar que isto está bem, que se deve inserir no novo processo sem maiores aprofundamentos recomendo que siga praticando estes princípios anti-filosóficos:
Continue acreditando que está pensando com a sua cabeça.
Por nenhum motivo pare para pensar: o país precisa de técnicos e não de filósofos.
Nunca questione: viva a sua vida em paz e não se meta com nada.
Nunca pergunte, nunca duvide: basta guiar-se pelo bom senso.
Para vencer na vida, vale mais a prática do que a teoria.
É muito importante que se convença que você nada pode fazer.
Não exija uma educação problematizadora; seja um arquivo de conhecimentos a serviço da técnica e em vista de seu futuro profissional.
Diante da injustiça, da violação dos direitos humanos e diante dos problemas e desafiosdo mundo e de sua região, você nada sabe, nada viu, nada ouviu.
Se você porventura discorda de qualquer um dos pontos, organize-se, estude e lute não só como um cidadão comum mas como um cidadão do mundo.
Droga 23/08/2008
Por Grafiteiro
Eternamente mente
...................................
Mente eternamente
....................................
Realidade fantasia
....................................
Fantasia realidade
....................................
Mente realidade
....................................
Mente real idade
....................................
E ter na mente
....................................
Fantasia
....................................
É ter na mente
....................................
Realidade?
....................................
Éter na mente!
....................................
Eternamente mente
...................................
Mente eternamente
....................................
Realidade fantasia
....................................
Fantasia realidade
....................................
Mente realidade
....................................
Mente real idade
....................................
E ter na mente
....................................
Fantasia
....................................
É ter na mente
....................................
Realidade?
....................................
Éter na mente!
....................................
Nicks 09/04/1999
Poe Grafiteiro
Nicks que vão e que vêm...
Conversas com todos e com alguém
Nicks fantásticos: ícones de Narciso
Conversas vão e conversas vem
Estilo, temas, aspecto formal
Nicks a se usar repetindo o banal
Esgotam os temas esgotam a si
Nicks a mudar, a enganar
Somos o que somos
Nicks e suas fantasias
Mudar sem transformar
Nicks não mudam o eu
Nicks que vão e que vêm...
Conversas com todos e com alguém
Nicks fantásticos: ícones de Narciso
Conversas vão e conversas vem
Estilo, temas, aspecto formal
Nicks a se usar repetindo o banal
Esgotam os temas esgotam a si
Nicks a mudar, a enganar
Somos o que somos
Nicks e suas fantasias
Mudar sem transformar
Nicks não mudam o eu
Máscaras
Não deixe se enganar por mim.
Não se engane com
as máscaras que uso,
pois eu uso máscaras que
eu tenho medo de tirar,
e nenhuma delas sou eu.
Fingir é uma arte que se tornou
uma segunda natureza para mim,
mas não se engane.
Eu dou a impressão de que
sou seguro, de que tudo está bem
e em paz comigo,
que meu nome é confiança
e tranqüilidade;
e meu lema é que
as águas do mar
são calmas e eu que
estou no comando
sem precisar de ninguém.
Mas não acredite, por favor.
Minha aparência é tranqüila,
mas é apenas uma aparência,
é uma máscara superficial,
mas é a que sempre varia e esconde.
Por baixo não há tranqüilidade,
complacência ou calma.
Por baixo, está meu mal
em confusão, medo e abandono.
Mas eu oculto tudo isso,
pois eu não quero
que ninguém veja.
Fico em pânico ante a possibilidade
de que minha fraqueza
fique exposta,
e é por isso que eu crio máscaras
atrás das quais eu me escondo.
com a fachada de quem
não se deixa tocar,
para me ocultar do olhar que sabe.
Mas esse olhar é justamente
minha salvação. Eu eu sei disto.
É a única coisa que pode
me libertar de mim mesmo,
dos muros da prisão
que eu mesmo levantei,
das barreiras que eu mesmo
tão dolorosamente construo.
Mas eu não digo isso à você.
Não sorrio, tenho medo.
Tenho medo que seu olhar
não seja de amor e atenção. Tenho
medo que você me menospreze,
que ria de mim, me ferindo.
Tenho medo de que lá dentro
do interior de mim mesmo,
eu não valha nada e que você
acabe vendo e me rejeitando.
Então eu continuo a viver
os meus jogos,
meus jogos de fingimento,
com a fachada de segurança
por fora e sendo uma criança
tremendo por dentro.
Com um desfile de máscaras,
todas vazias,
minha vida se tornou
um campo de batalha.
Eu converso com você
uma conversa infantil e superficial.
Digo à você tudo o que
não tem a menor importância
e calo o que arde dentro de mim.
Por isso, não se deixe
enganar por mim.
Mas por favor, escute e tente ouvir
o que eu não estou dizendo
e que eu gostaria de dizer.
Eu não gosto de me esconder,
honestamente eu não gosto.
Eu tão pouco gosto de jogos tolos
e superficiais que faço.
Eu gostaria mesmo
era de ser genuíno,
espontâneo, eu mesmo,
e você tem que me ajudar,
segurando a minha mão,
mesmo que esta seja a última coisa
que eu aparentemente necessite.
Cada vez que você me ajuda,
um par de asas nasce
no meu coração.
Asas pequenas e frágeis, mas asas.
Com sua sensibilidade, afeto e
compreensão, eu me torno capaz.
Você me transmite vida.
Não vai ser fácil para você.
A idéia de que eu não valho nada
vem de muito tempo
e criou muros fortes.
Mas o amor é mais forte
que todos os muros,
e aí está a minha esperança.
Por favor ajude-me
a destruir esses muros,
com mãos fortes, mas gentis,
pois uma criança é muito sensível
e eu sou uma criança.
E agora, você gostaria lhe perguntar
uma coisa: quem sou eu?
EU SOU UMA PESSOA QUE
VOCÊ CONHECE MUITO BEM
EU SOU TODO HOMEM,
TODA MULHER,
TODA CRIANÇA,
TODO SER HUMANO
QUE VOCÊ ENCONTRA!!!
Não se engane com
as máscaras que uso,
pois eu uso máscaras que
eu tenho medo de tirar,
e nenhuma delas sou eu.
Fingir é uma arte que se tornou
uma segunda natureza para mim,
mas não se engane.
Eu dou a impressão de que
sou seguro, de que tudo está bem
e em paz comigo,
que meu nome é confiança
e tranqüilidade;
e meu lema é que
as águas do mar
são calmas e eu que
estou no comando
sem precisar de ninguém.
Mas não acredite, por favor.
Minha aparência é tranqüila,
mas é apenas uma aparência,
é uma máscara superficial,
mas é a que sempre varia e esconde.
Por baixo não há tranqüilidade,
complacência ou calma.
Por baixo, está meu mal
em confusão, medo e abandono.
Mas eu oculto tudo isso,
pois eu não quero
que ninguém veja.
Fico em pânico ante a possibilidade
de que minha fraqueza
fique exposta,
e é por isso que eu crio máscaras
atrás das quais eu me escondo.
com a fachada de quem
não se deixa tocar,
para me ocultar do olhar que sabe.
Mas esse olhar é justamente
minha salvação. Eu eu sei disto.
É a única coisa que pode
me libertar de mim mesmo,
dos muros da prisão
que eu mesmo levantei,
das barreiras que eu mesmo
tão dolorosamente construo.
Mas eu não digo isso à você.
Não sorrio, tenho medo.
Tenho medo que seu olhar
não seja de amor e atenção. Tenho
medo que você me menospreze,
que ria de mim, me ferindo.
Tenho medo de que lá dentro
do interior de mim mesmo,
eu não valha nada e que você
acabe vendo e me rejeitando.
Então eu continuo a viver
os meus jogos,
meus jogos de fingimento,
com a fachada de segurança
por fora e sendo uma criança
tremendo por dentro.
Com um desfile de máscaras,
todas vazias,
minha vida se tornou
um campo de batalha.
Eu converso com você
uma conversa infantil e superficial.
Digo à você tudo o que
não tem a menor importância
e calo o que arde dentro de mim.
Por isso, não se deixe
enganar por mim.
Mas por favor, escute e tente ouvir
o que eu não estou dizendo
e que eu gostaria de dizer.
Eu não gosto de me esconder,
honestamente eu não gosto.
Eu tão pouco gosto de jogos tolos
e superficiais que faço.
Eu gostaria mesmo
era de ser genuíno,
espontâneo, eu mesmo,
e você tem que me ajudar,
segurando a minha mão,
mesmo que esta seja a última coisa
que eu aparentemente necessite.
Cada vez que você me ajuda,
um par de asas nasce
no meu coração.
Asas pequenas e frágeis, mas asas.
Com sua sensibilidade, afeto e
compreensão, eu me torno capaz.
Você me transmite vida.
Não vai ser fácil para você.
A idéia de que eu não valho nada
vem de muito tempo
e criou muros fortes.
Mas o amor é mais forte
que todos os muros,
e aí está a minha esperança.
Por favor ajude-me
a destruir esses muros,
com mãos fortes, mas gentis,
pois uma criança é muito sensível
e eu sou uma criança.
E agora, você gostaria lhe perguntar
uma coisa: quem sou eu?
EU SOU UMA PESSOA QUE
VOCÊ CONHECE MUITO BEM
EU SOU TODO HOMEM,
TODA MULHER,
TODA CRIANÇA,
TODO SER HUMANO
QUE VOCÊ ENCONTRA!!!
Palavras 23/08/2008
Por Grafiteiro
Não sei o que vai acontecer
Depois de ontem
Estou sofrendo demais
Para avaliar....
Mal dormi
Meu sonho foi embora
Importei o pesadelo
Tanto amor foi jogado fora
Pela incompreensão
Como poderei amar
De novo?
Não sei o que vai acontecer
Depois de ontem
Estou sofrendo demais
Para avaliar....
Mal dormi
Meu sonho foi embora
Importei o pesadelo
Tanto amor foi jogado fora
Pela incompreensão
Como poderei amar
De novo?
SUSSURROS AO VENTO
Por Luiza Carvalhaes Albuquerque
Eu sou de quem mais me gosta
E escrevo os meus momentos
No diário de cada dia
Tenho sempre uma resposta
Às perguntas desta vida.
Mas me entrego ao silêncio
Como sussurros ao vento
Se não me sinto querida.
Escutando a melodia
Que ecoa em meu coração
Me sinto mulher do mundo
Tenho garra e decisão
Sou artista... sou poeta
De um espírito guardião
Sussurro ao vento promessas
Um caminho que gera paixão.
Se percebo a chegada do tempo
Minha alma começa a crescer
E sinto a explosão intensa
Que abala esse meu viver
Olho para papéis em branco
Um convite... sem perceber
Os sussurros que ouço do vento
E que abrigam todo meu ser.
Tudo isso me leva a magia
Um dom de quem sabe o que quer
E escrevo minhas fantasias
Minhas alegrias... de ser mulher.
"Infinitamente mulher....
É o que tu és...
Feminina, quase menina...
Menina, quase mulher!"
Eu sou de quem mais me gosta
E escrevo os meus momentos
No diário de cada dia
Tenho sempre uma resposta
Às perguntas desta vida.
Mas me entrego ao silêncio
Como sussurros ao vento
Se não me sinto querida.
Escutando a melodia
Que ecoa em meu coração
Me sinto mulher do mundo
Tenho garra e decisão
Sou artista... sou poeta
De um espírito guardião
Sussurro ao vento promessas
Um caminho que gera paixão.
Se percebo a chegada do tempo
Minha alma começa a crescer
E sinto a explosão intensa
Que abala esse meu viver
Olho para papéis em branco
Um convite... sem perceber
Os sussurros que ouço do vento
E que abrigam todo meu ser.
Tudo isso me leva a magia
Um dom de quem sabe o que quer
E escrevo minhas fantasias
Minhas alegrias... de ser mulher.
"Infinitamente mulher....
É o que tu és...
Feminina, quase menina...
Menina, quase mulher!"
REALIDADE VIRTUAL
Por Grafiteiro
Toda época implica em mudanças. Sutis, algumas, fortes, outras, mas todas necessárias e, no mais das vezes, dolorosas. Sim, porque mudanças geram conflitos, inseguranças e, o que é pior, capacidade de adaptação.
Estamos hoje convivendo diariamente com um mundo novo. O chamado ‘Virtual’, onde, a despeito de qualquer crítica, alusão menos digna ou preconceito, está se alastrando vertiginosamente.
Mas, paremos um pouco e analisemos, dentro de nossa própria realidade, esse mundo que nos abre suas portas e, na maioria das vezes, nos faz ficar horas frente a uma tela, usando o termo específico: ‘navegando’.
Somos todos frutos de uma época de violências, tanto físicas, morais como emocionais, onde nos aprisionamos em nossos próprios lares, temerosos que somos do que possa acontecer ou advir, às vezes, de um simples passeio. Não há mais aquela interação entre vizinhos, parentes, amigos, exemplificando: visitas, telefonemas, cortesias (tipo mandar um bolo, um doce, será que alguém ainda pratica isso?). Enfim, somos prisioneiros de nossa própria sociedade.
A tecnologia avança dia a dia. A ciência demonstra seu saber (limitado, é verdade) e proliferam-se religiões prometendo aquilo que não poderão cumprir. Sem contar as já existentes, que, ou nos dizem que para estarmos livres dos ‘pecados’, temos de carregar um sentimento de culpa por toda vida, senão fatalmente iremos para o ‘inferno’; ou então se formos ‘corretos’, nos prometem um ‘céu’ de doces e infindas realizações, de eterno contemplamento (???). Será que alguém, em sã consciência, possa se realizar em um eterno contemplamento?
Tudo isso, aliado a muitos outros fatores, tais como miséria social, corrupção, falta de cultura pela grande maioria da população, falta de dignidade ao ser humano, enfim... tragédias, sofrimentos... tudo isso nos leva a uma ‘carência social’ a qual nos faz sofrer e muito, pois somos, em nossa essência, um ser social. Queremos conviver, mais que viver, com outras pessoas, trocarmos, interagirmos, compartilharmos, seja a que nível de relacionamento for.
Mas, eis que surge a Internet. Com uma simples ligação estamos interagindo com o mundo! (será que ele virou mesmo uma aldeia?). Aqui, encontramos tudo aquilo que essa carência social nos trouxe. Amigo(a)s sincero(a)s, irmãos, pessoas que se afinam com nosso ideais, sejam eles quais forem, namorado(a)s, amantes, até companheiro(a)s...
Aqui temos de tudo. Tudo que o mundo ‘real’ nos tirou. E nos sentimos bem, trocando e participando de eventos, passeios, conversas, sem nem mesmo precisarmos sair de nossos lares. Muito se tem criticado esse mundo ‘virtual’. Dizem que, quem o freqüenta, normalmente são pessoas carentes, precisando de algo que não conseguem por si mesmas no ‘real’. Mas cabe aqui uma questão: será mesmo esse mundo tão ‘virtual’ assim?
Vejamos. Quando lemos uma página (muitas das vezes mandada por pessoas amigas e conhecidas), ou um e-mail, os quais nos fazem meditar, rir, chorar, sonhar... estaremos aí sendo reais ou virtuais? Explico-me: tudo aquilo que nos faz sentir, que toca nossos sentimentos é virtual? Então nossos sentimentos são virtuais? Ou aquilo que sentimos é real? Nossas lágrimas são reais? Nossos sorrisos são reais? Nossos pensamentos realmente existem?
Sinceramente, creio que sim. Mesmo porque, atrás dessa tela que agora, nesse exato momento, você, que aí está a ler essas palavras que aqui deposito, deve estar alguma coisa pensando, sentindo... ou seja contra, ou a favor, não importa! E isso é real!
Portanto, sem querer criticar ou defender, deixo aqui essa idéia. Pode ser contestada ou aceita, isso não é o mais importante! O importante é que ela é real, fruto que é de meu pensamento, de minha vivência. E virtual é somente o lugar onde ela está. Mas, mesmo assim, para acessá-lo, temos de nos valer do real: um micro, uma linha telefônica, um provedor e, o mais importante: nossa vontade... claramente real...
Dessa forma, antes de considerar mais profundamente esse mundo chamado ‘virtual’, preferiria chamá-lo de Realidade Virtual. Pois aqui depositamos nossos sonhos, nossas idéias, nossos ideais, nossos mais gratos pensamentos e sentimentos.
Muitos dirão: mas aqui também existem pessoas más, as quais tentam nos enganar, das quais não temos defesas, mudam de nomes ou apelidos a todo instante, usam de mil artifícios, se escondem, mandam vírus, enfim, toda uma série de coisas. Mas eu digo: não temos também e muito no chamado ‘real’ essas mesmas pessoas? Sim, é óbvio. Quantos vírus de inveja, ódio, ciúmes, desamor, nos são mandados dia a dia por pessoas que conosco convivem? Quantos enganos temos de outras muitas que, na maioria das vezes, querem nos prejudicar? Quantas se escondem atrás de si mesmas, usando máscaras, artifícios pelos quais tentam nos enganar?
Portanto, acho que só temos uma arma totalmente acessível a qualquer um desses nossos mundos: O AMOR. Se tivermos uma só conduta, se tivermos respeito àquele ser que sabemos, do outro lado da tela, ter um coração que sente e que merece todo nosso respeito e consideração, se soubermos dignificar a nós mesmos, nada disso nos atingirá. Nem no ‘real’, nem no ‘virtual’.
Sejamos Gente, portanto, acima de qualquer coisa. E vivamos em nossos mundos uma Realidade Virtual, pois só assim conseguiremos alcançar a plenitude de nós mesmos...
Toda época implica em mudanças. Sutis, algumas, fortes, outras, mas todas necessárias e, no mais das vezes, dolorosas. Sim, porque mudanças geram conflitos, inseguranças e, o que é pior, capacidade de adaptação.
Estamos hoje convivendo diariamente com um mundo novo. O chamado ‘Virtual’, onde, a despeito de qualquer crítica, alusão menos digna ou preconceito, está se alastrando vertiginosamente.
Mas, paremos um pouco e analisemos, dentro de nossa própria realidade, esse mundo que nos abre suas portas e, na maioria das vezes, nos faz ficar horas frente a uma tela, usando o termo específico: ‘navegando’.
Somos todos frutos de uma época de violências, tanto físicas, morais como emocionais, onde nos aprisionamos em nossos próprios lares, temerosos que somos do que possa acontecer ou advir, às vezes, de um simples passeio. Não há mais aquela interação entre vizinhos, parentes, amigos, exemplificando: visitas, telefonemas, cortesias (tipo mandar um bolo, um doce, será que alguém ainda pratica isso?). Enfim, somos prisioneiros de nossa própria sociedade.
A tecnologia avança dia a dia. A ciência demonstra seu saber (limitado, é verdade) e proliferam-se religiões prometendo aquilo que não poderão cumprir. Sem contar as já existentes, que, ou nos dizem que para estarmos livres dos ‘pecados’, temos de carregar um sentimento de culpa por toda vida, senão fatalmente iremos para o ‘inferno’; ou então se formos ‘corretos’, nos prometem um ‘céu’ de doces e infindas realizações, de eterno contemplamento (???). Será que alguém, em sã consciência, possa se realizar em um eterno contemplamento?
Tudo isso, aliado a muitos outros fatores, tais como miséria social, corrupção, falta de cultura pela grande maioria da população, falta de dignidade ao ser humano, enfim... tragédias, sofrimentos... tudo isso nos leva a uma ‘carência social’ a qual nos faz sofrer e muito, pois somos, em nossa essência, um ser social. Queremos conviver, mais que viver, com outras pessoas, trocarmos, interagirmos, compartilharmos, seja a que nível de relacionamento for.
Mas, eis que surge a Internet. Com uma simples ligação estamos interagindo com o mundo! (será que ele virou mesmo uma aldeia?). Aqui, encontramos tudo aquilo que essa carência social nos trouxe. Amigo(a)s sincero(a)s, irmãos, pessoas que se afinam com nosso ideais, sejam eles quais forem, namorado(a)s, amantes, até companheiro(a)s...
Aqui temos de tudo. Tudo que o mundo ‘real’ nos tirou. E nos sentimos bem, trocando e participando de eventos, passeios, conversas, sem nem mesmo precisarmos sair de nossos lares. Muito se tem criticado esse mundo ‘virtual’. Dizem que, quem o freqüenta, normalmente são pessoas carentes, precisando de algo que não conseguem por si mesmas no ‘real’. Mas cabe aqui uma questão: será mesmo esse mundo tão ‘virtual’ assim?
Vejamos. Quando lemos uma página (muitas das vezes mandada por pessoas amigas e conhecidas), ou um e-mail, os quais nos fazem meditar, rir, chorar, sonhar... estaremos aí sendo reais ou virtuais? Explico-me: tudo aquilo que nos faz sentir, que toca nossos sentimentos é virtual? Então nossos sentimentos são virtuais? Ou aquilo que sentimos é real? Nossas lágrimas são reais? Nossos sorrisos são reais? Nossos pensamentos realmente existem?
Sinceramente, creio que sim. Mesmo porque, atrás dessa tela que agora, nesse exato momento, você, que aí está a ler essas palavras que aqui deposito, deve estar alguma coisa pensando, sentindo... ou seja contra, ou a favor, não importa! E isso é real!
Portanto, sem querer criticar ou defender, deixo aqui essa idéia. Pode ser contestada ou aceita, isso não é o mais importante! O importante é que ela é real, fruto que é de meu pensamento, de minha vivência. E virtual é somente o lugar onde ela está. Mas, mesmo assim, para acessá-lo, temos de nos valer do real: um micro, uma linha telefônica, um provedor e, o mais importante: nossa vontade... claramente real...
Dessa forma, antes de considerar mais profundamente esse mundo chamado ‘virtual’, preferiria chamá-lo de Realidade Virtual. Pois aqui depositamos nossos sonhos, nossas idéias, nossos ideais, nossos mais gratos pensamentos e sentimentos.
Muitos dirão: mas aqui também existem pessoas más, as quais tentam nos enganar, das quais não temos defesas, mudam de nomes ou apelidos a todo instante, usam de mil artifícios, se escondem, mandam vírus, enfim, toda uma série de coisas. Mas eu digo: não temos também e muito no chamado ‘real’ essas mesmas pessoas? Sim, é óbvio. Quantos vírus de inveja, ódio, ciúmes, desamor, nos são mandados dia a dia por pessoas que conosco convivem? Quantos enganos temos de outras muitas que, na maioria das vezes, querem nos prejudicar? Quantas se escondem atrás de si mesmas, usando máscaras, artifícios pelos quais tentam nos enganar?
Portanto, acho que só temos uma arma totalmente acessível a qualquer um desses nossos mundos: O AMOR. Se tivermos uma só conduta, se tivermos respeito àquele ser que sabemos, do outro lado da tela, ter um coração que sente e que merece todo nosso respeito e consideração, se soubermos dignificar a nós mesmos, nada disso nos atingirá. Nem no ‘real’, nem no ‘virtual’.
Sejamos Gente, portanto, acima de qualquer coisa. E vivamos em nossos mundos uma Realidade Virtual, pois só assim conseguiremos alcançar a plenitude de nós mesmos...
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
A saga de Caim 13-08-2008
Por Grafiteiro
Caim é bem respeitado
por setores maçônicos
contrários aos canônicos
é um fato inusitado
para um sujeito errado
o seu arrependimento
não dirimiu seu tormento
serás peregrino e errante
disse Deus ao retirante
é esse seu julgamento
O Caim matou Abel
que era pastor e irmão
dera a Deus sua oblação
A inveja fez Caim réu
hoje está no beleléu
E Deus ainda o marcou
com sinal o inoculou
para que ninguém matasse
mesmo que lhe encontrasse
Foi vontade do Senhor
Aquele que o matasse
seria amaldiçoado
sete vezes o coitado
não podia mais vingar-se
Caim: peregrino errante
tornou-se mais um vagante
não morreu assassinado
viveu muito desprezado
por matar o semelhante
No Gênese procurei
a estória de Caim
nunca vi sujeito ruim
querer ser maior que o rei
isso tudo é que sei
morreu de velho doente
quem sabe virou demente
este pobre agricultor
da presença do Senhor
anda agora muito ausente!
Caim é bem respeitado
por setores maçônicos
contrários aos canônicos
é um fato inusitado
para um sujeito errado
o seu arrependimento
não dirimiu seu tormento
serás peregrino e errante
disse Deus ao retirante
é esse seu julgamento
O Caim matou Abel
que era pastor e irmão
dera a Deus sua oblação
A inveja fez Caim réu
hoje está no beleléu
E Deus ainda o marcou
com sinal o inoculou
para que ninguém matasse
mesmo que lhe encontrasse
Foi vontade do Senhor
Aquele que o matasse
seria amaldiçoado
sete vezes o coitado
não podia mais vingar-se
Caim: peregrino errante
tornou-se mais um vagante
não morreu assassinado
viveu muito desprezado
por matar o semelhante
No Gênese procurei
a estória de Caim
nunca vi sujeito ruim
querer ser maior que o rei
isso tudo é que sei
morreu de velho doente
quem sabe virou demente
este pobre agricultor
da presença do Senhor
anda agora muito ausente!
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Muhammad Ali-Hadj 14-08-2008
Por Grafiteiro
Era uma vez um menino
Chamado Cassius Clay
Vou lhe contar como sei
Queira Deus que me dê tino
Quando ele fora menino
Foi num congresso pra ver
pra pipoca ir comer
era boa a predileta
roubaram-lhe a bicicleta
começou seu padecer
ele foi buscar ajuda
recuperar o roubado
chorava aperriado
era um deus-nos-acuda
sua dor era graúda,
num ginásio box entrou
e gritando soluçou
para todos procurar
onde a bicicleta tá
vou pegar quem me furtou
mas Joe Martin com esmero
num é melhor preparar
pra poder ir pelejar
esse foi seu desepero
aprender a lutar quero
E foi esse o seu começo
Vencer sem ter tropeço
Treinar lutar combater
nunca não enfraquecer
o sucesso não tem preço
Com 18 anos de idade
Seu sucesso começou
Era sempre vencedor
Dos combates na cidade
Tinha mais capacidade
Nessa arte de lutar
Precisava ampliar
Feitos versos do lusíada
Em Roma na olimpíada
Oito caras fez tombar
Vitorioso ele voltou
com a medalha de ouro
ficou sendo seu tesouro
foi o máximo que chegou.
Outra vez ele chorou
Insultado por racismo
Caiu na real num sismo
Num rio a medalha jogou
E sua conduta mudou
pra política ativista
o seu nome ele trocou
para Mohamed Ali
aderiu a partir dali
A Alah o seu Senhor
Deixou o Box amador
Foi pra o profissional
E o campeão mundial
Liston foi desafiado
deu coice pra todo lado
Até que o derrotou
ele era o campeão
mundial mais badalado
deixava nocauteado
quem queria o cinturão
ele dizia não
tinha técnica da dança
e com cara de criança
terminava o combate
ele com os punhos bate
bate bate mas não cansa
Certa vez o Mohamed
Recusou-se a se alistar
Para guerra ir lutar
E depois o que sucede
O cinturão agora vede
Vai ficar em outra mão
Quase vai para a prisão
Não lutar com vietcong
Procurar uma outra ONG
E aprender nova lição
E o Mohamed Ali
Que teve u’a vida reta
Por causa da bicicleta
Menino eu digo eu vi
Recuperou o cinturão
Por três vezes na ação
Com 56 vitórias
C’o a vida cheia de glórias
Da história campeão
Uma coisa ainda não sei
Quem roubou a bicicleta
Não perguntei a sua neta
O antigo Cassius Clay
Agora é do box rei
Mohamed Ali-hadj é
O maior do pugilismo
Que está no catecismo
Que cada um deseja e quer
Era uma vez um menino
Chamado Cassius Clay
Vou lhe contar como sei
Queira Deus que me dê tino
Quando ele fora menino
Foi num congresso pra ver
pra pipoca ir comer
era boa a predileta
roubaram-lhe a bicicleta
começou seu padecer
ele foi buscar ajuda
recuperar o roubado
chorava aperriado
era um deus-nos-acuda
sua dor era graúda,
num ginásio box entrou
e gritando soluçou
para todos procurar
onde a bicicleta tá
vou pegar quem me furtou
mas Joe Martin com esmero
num é melhor preparar
pra poder ir pelejar
esse foi seu desepero
aprender a lutar quero
E foi esse o seu começo
Vencer sem ter tropeço
Treinar lutar combater
nunca não enfraquecer
o sucesso não tem preço
Com 18 anos de idade
Seu sucesso começou
Era sempre vencedor
Dos combates na cidade
Tinha mais capacidade
Nessa arte de lutar
Precisava ampliar
Feitos versos do lusíada
Em Roma na olimpíada
Oito caras fez tombar
Vitorioso ele voltou
com a medalha de ouro
ficou sendo seu tesouro
foi o máximo que chegou.
Outra vez ele chorou
Insultado por racismo
Caiu na real num sismo
Num rio a medalha jogou
E sua conduta mudou
pra política ativista
o seu nome ele trocou
para Mohamed Ali
aderiu a partir dali
A Alah o seu Senhor
Deixou o Box amador
Foi pra o profissional
E o campeão mundial
Liston foi desafiado
deu coice pra todo lado
Até que o derrotou
ele era o campeão
mundial mais badalado
deixava nocauteado
quem queria o cinturão
ele dizia não
tinha técnica da dança
e com cara de criança
terminava o combate
ele com os punhos bate
bate bate mas não cansa
Certa vez o Mohamed
Recusou-se a se alistar
Para guerra ir lutar
E depois o que sucede
O cinturão agora vede
Vai ficar em outra mão
Quase vai para a prisão
Não lutar com vietcong
Procurar uma outra ONG
E aprender nova lição
E o Mohamed Ali
Que teve u’a vida reta
Por causa da bicicleta
Menino eu digo eu vi
Recuperou o cinturão
Por três vezes na ação
Com 56 vitórias
C’o a vida cheia de glórias
Da história campeão
Uma coisa ainda não sei
Quem roubou a bicicleta
Não perguntei a sua neta
O antigo Cassius Clay
Agora é do box rei
Mohamed Ali-hadj é
O maior do pugilismo
Que está no catecismo
Que cada um deseja e quer
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Carta de amor 12-08-2008
Por Grafiteiro
Bom dia princesa minha
venha cá vou te abraçar
quero louco te beijar
e te levar pra caminha
amar, amar sem picuinha
ficar com corpo dormente
sair fluir diferente
sentir pulsar o meu sangue
quando derramar meu yang
tando em ti minha serpente
despertar a Kundalini
é o desejo do amante
vê-se logo no semblante
pulsando lhe determine
e assim lhe aglutine
é seu denominador
possuindo-a com amor
devagarinho feito papa
bola certa na caçapa
acalmando seu ardor
Quero neste destemor
não se tem regras que siga
e todas regras abriga
o que vale é o amor
lágrima que vem com dor
e alegria intermitente
quero cê experiente
com Carezzo e Dianna
derrubar-me numa cama
fazer-me feliz somente
Bom dia princesa minha
venha cá vou te abraçar
quero louco te beijar
e te levar pra caminha
amar, amar sem picuinha
ficar com corpo dormente
sair fluir diferente
sentir pulsar o meu sangue
quando derramar meu yang
tando em ti minha serpente
despertar a Kundalini
é o desejo do amante
vê-se logo no semblante
pulsando lhe determine
e assim lhe aglutine
é seu denominador
possuindo-a com amor
devagarinho feito papa
bola certa na caçapa
acalmando seu ardor
Quero neste destemor
não se tem regras que siga
e todas regras abriga
o que vale é o amor
lágrima que vem com dor
e alegria intermitente
quero cê experiente
com Carezzo e Dianna
derrubar-me numa cama
fazer-me feliz somente
Poesia de Cordel
por Grafiteiro
Anus ebrium not domino
já dizia o latim
pelo não e pelo sim
agora eu determino
não faça um desatino
aprenda sempre a beber
tenha sempre o saber
não ficar embriagado
e abusar tomando trago
por isso desfalecer
Insisto amigo cuidado
O álcool da aguardente
deixa todo corpo quente
quando vê tá arriado
muitas vezes desmaiado
nem parece que é sono
fica bebo no abandono
não quero ser pessimista
pergunto pois ao artista
cu de bebo num tem dono?
Veja o embate nessa comunidade:
http://www.orkut.com.br/CommMsgs.aspx?cmm=45940750&tid=5229578718216468638&na=2&nst=18
Anus ebrium not domino
já dizia o latim
pelo não e pelo sim
agora eu determino
não faça um desatino
aprenda sempre a beber
tenha sempre o saber
não ficar embriagado
e abusar tomando trago
por isso desfalecer
Insisto amigo cuidado
O álcool da aguardente
deixa todo corpo quente
quando vê tá arriado
muitas vezes desmaiado
nem parece que é sono
fica bebo no abandono
não quero ser pessimista
pergunto pois ao artista
cu de bebo num tem dono?
Veja o embate nessa comunidade:
http://www.orkut.com.br/CommMsgs.aspx?cmm=45940750&tid=5229578718216468638&na=2&nst=18
domingo, 10 de agosto de 2008
HOMENAGEM AO CADÁVER DESCONHECIDO
Á turma “Um Olhar Especial”
Prof. Gerson Odilon Pereira
Inicialmente quero agradecê-los
Pelo convite para esta homenagem
A emoção me assaltou a coragem
Sinto-me feliz por agora revê-los
Não vou dar aula e nem dar conselhos
Pois não é própria a ocasião
E para expressar essa gratidão
Farei, no entanto, o que puder,
Dignamente cumprirei o mister
Para externar a minha emoção.
Nada mais melancólico do que falar
Dos mortos aos que vivos estão
Daqueles que não pulsam o coração
Para aqueles que o tem a palpitar
Nada mais desolador do que enxergar
Um corpo morto, frio e enrijecido,
Inerte, sem alma e recolhido
Nas profundezas da misteriosa morte
E por na vida não ter tanta sorte
Agora é um cadáver desconhecido.
Como é triste e doloroso comparar
A vida dançarina, alegre e fugidia
Ansiosa ao ruído que irradia
Do intrínseco movimento a borbulhar
Já a morte que no vazio está
Cabisbaixa, soturna e mergulhada
No abismo imensurável do nada
E porfia apenas encontrar a paz
Nas valas impenetráveis do não-é-mais
Ou na cova silenciosa sepultada
Prezados alunos, portanto prestais
Total atenção ao que tu percebes
As doutas lições que agora recebes
De um corpo inerte, sem nome e que jaz
Na humildade da morte ele traz
Através de mágico pensamento
Para vida este ensinamento
“O ser humano é um contraditório”
E após ouvires o seu falatório
Tereis, por certo, o entendimento:
“Vejam: tudo e nada é o ser humano
Enquanto vivo tudo é vaidade,
É ansioso e tem necessidade,
Conhece a virtude e o desengano.
Já sem o sopro - em eterno sono
Por ser um nada de nada precisa
Não sente falta nem mesmo da brisa
Não exige saúde, nem água nem pão.
Por ira ou pecado não faz oração
E fazer o mal não idealiza.
Amigos formandos a vocês eu digo
Que em mim Deus fez cumprir a lei
Eu já fui pó, porém ao pó voltei
E após minha morte eu fui promovido
De miserável a cadáver desconhecido
E nesse simbolismo pude entender
Qual foi a razão do meu nascer
Por que a fome teve meu endereço
Não podendo recordar o meu começo
Lembro apenas do fim - após morrer.
Morri só, triste, abandonado,
Sem uma vela de luz tremulante
Nenhuma lágrima, nenhum semblante
De um rosto terno ou desesperado
Sem flores e nu fui transportado
Para esta sala de anatomia
Tamanha foi a surpresa e a alegria,
Diante a apreensão e espanto
Festa geral ao invés de pranto
Quando vocês para mim sorriam.
O meu corpo inteiro foi prestado
A servir a Medicina e a humanidade
Meu espírito que não tinha claridade
Ficou totalmente iluminado
Vi que DEUS me havia preparado
Em vida pra cumprir uma missão
Depois de morto tive a compreensão
Que minha dor, meu sofrer e fome
Ensinariam a vocês corretos nomes
Aplicados em prol de outro irmão.
O meu corpo rijo, álgido e dissecado
Meus tecidos e órgãos deram um dia
Exaustivas lições de Anatomia.
Na mesa fria onde foi depositado
As peças do meu corpo retalhado
Foram objetos da tua formação
Para a cura, o alívio ou salvação
Do homem, da mulher e da criança.
Na minha alma ficará doce lembrança
Agradecida desta magna ocasião.
Peço-te apenas que diante de um doente
Mesmo miserável, triste e sofrido
Reviverás este imortal desconhecido
Se atender e respeitar tal paciente
Ama-o como se fosse o teu parente
Teu pai, teu filho ou o teu maior amigo
Conforte-o, cure-o e o dê abrigo
Como forma do teu agradecimento
Então serei teu anjo e luz no firmamento
Além de ser o cadáver desconhecido”.
Assim homenageamos, doutores,
Aquele que em vida desconheceu
A própria sorte e nunca recebeu
Casa, fortuna, nem amores...
Viveu nas trevas, sofrendo suas dores.
Bem-aventurado aquele que ilumina
Bem-aventurado aquele que ensina
Com corpo rijo e de formol ressequido
Extrai lições de vida e dá sentido
Ao amor que se tem a Medicina.
Maceió, 22 de janeiro de 2008
Prof. Gerson Odilon Pereira
Inicialmente quero agradecê-los
Pelo convite para esta homenagem
A emoção me assaltou a coragem
Sinto-me feliz por agora revê-los
Não vou dar aula e nem dar conselhos
Pois não é própria a ocasião
E para expressar essa gratidão
Farei, no entanto, o que puder,
Dignamente cumprirei o mister
Para externar a minha emoção.
Nada mais melancólico do que falar
Dos mortos aos que vivos estão
Daqueles que não pulsam o coração
Para aqueles que o tem a palpitar
Nada mais desolador do que enxergar
Um corpo morto, frio e enrijecido,
Inerte, sem alma e recolhido
Nas profundezas da misteriosa morte
E por na vida não ter tanta sorte
Agora é um cadáver desconhecido.
Como é triste e doloroso comparar
A vida dançarina, alegre e fugidia
Ansiosa ao ruído que irradia
Do intrínseco movimento a borbulhar
Já a morte que no vazio está
Cabisbaixa, soturna e mergulhada
No abismo imensurável do nada
E porfia apenas encontrar a paz
Nas valas impenetráveis do não-é-mais
Ou na cova silenciosa sepultada
Prezados alunos, portanto prestais
Total atenção ao que tu percebes
As doutas lições que agora recebes
De um corpo inerte, sem nome e que jaz
Na humildade da morte ele traz
Através de mágico pensamento
Para vida este ensinamento
“O ser humano é um contraditório”
E após ouvires o seu falatório
Tereis, por certo, o entendimento:
“Vejam: tudo e nada é o ser humano
Enquanto vivo tudo é vaidade,
É ansioso e tem necessidade,
Conhece a virtude e o desengano.
Já sem o sopro - em eterno sono
Por ser um nada de nada precisa
Não sente falta nem mesmo da brisa
Não exige saúde, nem água nem pão.
Por ira ou pecado não faz oração
E fazer o mal não idealiza.
Amigos formandos a vocês eu digo
Que em mim Deus fez cumprir a lei
Eu já fui pó, porém ao pó voltei
E após minha morte eu fui promovido
De miserável a cadáver desconhecido
E nesse simbolismo pude entender
Qual foi a razão do meu nascer
Por que a fome teve meu endereço
Não podendo recordar o meu começo
Lembro apenas do fim - após morrer.
Morri só, triste, abandonado,
Sem uma vela de luz tremulante
Nenhuma lágrima, nenhum semblante
De um rosto terno ou desesperado
Sem flores e nu fui transportado
Para esta sala de anatomia
Tamanha foi a surpresa e a alegria,
Diante a apreensão e espanto
Festa geral ao invés de pranto
Quando vocês para mim sorriam.
O meu corpo inteiro foi prestado
A servir a Medicina e a humanidade
Meu espírito que não tinha claridade
Ficou totalmente iluminado
Vi que DEUS me havia preparado
Em vida pra cumprir uma missão
Depois de morto tive a compreensão
Que minha dor, meu sofrer e fome
Ensinariam a vocês corretos nomes
Aplicados em prol de outro irmão.
O meu corpo rijo, álgido e dissecado
Meus tecidos e órgãos deram um dia
Exaustivas lições de Anatomia.
Na mesa fria onde foi depositado
As peças do meu corpo retalhado
Foram objetos da tua formação
Para a cura, o alívio ou salvação
Do homem, da mulher e da criança.
Na minha alma ficará doce lembrança
Agradecida desta magna ocasião.
Peço-te apenas que diante de um doente
Mesmo miserável, triste e sofrido
Reviverás este imortal desconhecido
Se atender e respeitar tal paciente
Ama-o como se fosse o teu parente
Teu pai, teu filho ou o teu maior amigo
Conforte-o, cure-o e o dê abrigo
Como forma do teu agradecimento
Então serei teu anjo e luz no firmamento
Além de ser o cadáver desconhecido”.
Assim homenageamos, doutores,
Aquele que em vida desconheceu
A própria sorte e nunca recebeu
Casa, fortuna, nem amores...
Viveu nas trevas, sofrendo suas dores.
Bem-aventurado aquele que ilumina
Bem-aventurado aquele que ensina
Com corpo rijo e de formol ressequido
Extrai lições de vida e dá sentido
Ao amor que se tem a Medicina.
Maceió, 22 de janeiro de 2008
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Amélia 28-07-2008
Por Grafiteiro
Era uma casa com luzes vermelhas, que constituía num bar com músicas de ficha que muitas vezes repetia-se indefinidamente como se estivesse anotando a partitura ou mesmo aprendendo a cantarolar. Amélia Marques fazia o seu ponto. Saia curtíssima com botas cano-longo com blusa aberta decotada, mas presa com um laço marinheiro a mostrar um sutiã colado fazendo ter a sensação que os seios queriam saltar a qualquer momento. Ao se aproximar um homem qualquer, ela retesava os braços favorecendo a exposição de seus belos mamões. Com uma mão balançava um copo de Martini com gelo e dava um gole sutil, quase sugando. Tudo isso fazia parte do seu desempenho de se sobressair visualmente. Sua boca maquiada com vermelho rubi combinava com os olhos assombreados com os cílios artisticamente separados. Não fumava, e sempre dizia que o cigarro estragava a digestão.
Nessa noite entrou no bar um rapaz alto, moreno, e foi logo deslumbrando a Amélia sentada na ponta da mesa. Dirigiu-lhe a palavra, e ela sorriu aceitando, provavelmente algum galanteio. Passaram mais uns momentos e decidiram sair para um motel.E foram satisfeitos um com o outro, dentro da bruma da noite fria e nebulosa.
Chegando lá, se despiram e partiram para a consagração de Afrodite. E assim ficaram se exaurindo... Uma vez, duas vezes, três vezes e, a Amélia insistia faminta. Coitado, se esforçava tentava se sair para um lado ou para o outro, mas ela o prendia vigorosamente e engolia aquele ser, cada vez mais para dentro do seu corpo. Pernas, sexo, o tronco e os braços desesperados a busca de um ponto fixo para agarrar iam sumindo misteriosamente dentro daquele corpo esbelto e viçoso. Era o seu primeiro cliente daquela noite e estava desfrutando num processo de verdadeiro canibalismo. Mexendo, e sacudindo ela o absorvia cada vez mais, melhor acomodando em suas entranhas. Ele gemia, urrava e desesperadamente nada podia deter o desejo e o impulso daquela.mulher.
Por fim Amélia disse Ufa!!! Quando por fim terminou sua relação com o rapaz que não mais resistia e lentamente sumia entra as pernas dela. E quando passava a cabeça dele ela empurrou para dentro como se tivesse sido emperrada pela passagem do nariz. Agora livre, ela vestiu a calcinha e se dirigiu ao banheiro onde se vestiu. Retirou da bolsa um baton vermelho rubi, e passou nos lábios marcando-os com um aperto nos beiços.
Penteou sua cabeleira qual leoa pós-pasto de sua presa e sorriu baixinho.Tinha sido espetacular como abertura dessa noite de aventuras, e saiu lânguida rebolando com os sapatos altos pelas sombras da noite a prenunciar a madrugada.
Era uma casa com luzes vermelhas, que constituía num bar com músicas de ficha que muitas vezes repetia-se indefinidamente como se estivesse anotando a partitura ou mesmo aprendendo a cantarolar. Amélia Marques fazia o seu ponto. Saia curtíssima com botas cano-longo com blusa aberta decotada, mas presa com um laço marinheiro a mostrar um sutiã colado fazendo ter a sensação que os seios queriam saltar a qualquer momento. Ao se aproximar um homem qualquer, ela retesava os braços favorecendo a exposição de seus belos mamões. Com uma mão balançava um copo de Martini com gelo e dava um gole sutil, quase sugando. Tudo isso fazia parte do seu desempenho de se sobressair visualmente. Sua boca maquiada com vermelho rubi combinava com os olhos assombreados com os cílios artisticamente separados. Não fumava, e sempre dizia que o cigarro estragava a digestão.
Nessa noite entrou no bar um rapaz alto, moreno, e foi logo deslumbrando a Amélia sentada na ponta da mesa. Dirigiu-lhe a palavra, e ela sorriu aceitando, provavelmente algum galanteio. Passaram mais uns momentos e decidiram sair para um motel.E foram satisfeitos um com o outro, dentro da bruma da noite fria e nebulosa.
Chegando lá, se despiram e partiram para a consagração de Afrodite. E assim ficaram se exaurindo... Uma vez, duas vezes, três vezes e, a Amélia insistia faminta. Coitado, se esforçava tentava se sair para um lado ou para o outro, mas ela o prendia vigorosamente e engolia aquele ser, cada vez mais para dentro do seu corpo. Pernas, sexo, o tronco e os braços desesperados a busca de um ponto fixo para agarrar iam sumindo misteriosamente dentro daquele corpo esbelto e viçoso. Era o seu primeiro cliente daquela noite e estava desfrutando num processo de verdadeiro canibalismo. Mexendo, e sacudindo ela o absorvia cada vez mais, melhor acomodando em suas entranhas. Ele gemia, urrava e desesperadamente nada podia deter o desejo e o impulso daquela.mulher.
Por fim Amélia disse Ufa!!! Quando por fim terminou sua relação com o rapaz que não mais resistia e lentamente sumia entra as pernas dela. E quando passava a cabeça dele ela empurrou para dentro como se tivesse sido emperrada pela passagem do nariz. Agora livre, ela vestiu a calcinha e se dirigiu ao banheiro onde se vestiu. Retirou da bolsa um baton vermelho rubi, e passou nos lábios marcando-os com um aperto nos beiços.
Penteou sua cabeleira qual leoa pós-pasto de sua presa e sorriu baixinho.Tinha sido espetacular como abertura dessa noite de aventuras, e saiu lânguida rebolando com os sapatos altos pelas sombras da noite a prenunciar a madrugada.
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