domingo, 20 de julho de 2008

A Mala

Jailson Queiroz ( Grafiteiro )

Na escuridão senti o vazio
da gênese humana
ouro, prata, bronze.
Meus desequilíbrios
ampliam meu tédio.

Ouvi mentiras
era uma clave pesada
ouvi promessas
era um anelo vívido
vi sorriso
era meu tropeço
vi ressabiar

era um intermezzo
entre um pesadelo
e pânico
retomei ao sono
querendo retornar ao sonho
recusei a realidade.

nada quis
daquilo que não me pertence
nada mudei
daquilo que sempre fui
nada. nada. nada.
Olho para dentro dela,
fechada como um tesouro
e vejo que está vazia

onde está o que coloquei?
De repente avisto um reflexo da luz
nas águas sombrias.
Vi
senti
compreendi
era eu o conteúdo da mala.

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